23 de janeiro de 2011
Aposentado deve buscar atividades prazerosas para evitar crise
Dia do Aposentado, comemorado amanhã, dia 24 de janeiro, é incentivo para busca de uma nova fase com disposição, produtividade e interação social.
Transformar a aposentadoria em um período com menos preocupações e pleno de disposição para gozar a vida. Esse pode ser um desafio para parte das pessoas que passam dos 60 anos e começam a lidar com duas situações: a percepção da redução da interação social, ao deixar o ambiente de trabalho, e o envelhecimento do corpo.
O Dia do Aposentado pode ser um incentivo para uma busca consciente de uma nova fase bem vivida e satisfatória. Uma aposentadoria saudável, em todos os aspectos, pode levar à descoberta de um novo ritmo de vida, aumentar a participação social e o círculo de amizades, diferenciar a produtividade e o prazer nas ações do cotidiano, destacar a atividade física e ampliar disposição do indivíduo.
A coordenadora do curso de Psicologia do Complexo Educacional FMU, Bellkiss Romano, defende que o aposentado deve buscar atividades prazerosas e que permitam desfrutar do tempo livre, a fim de evitar uma possível sensação de vazio.
“A sensação de inutilidade é muito pessoal. Para quem sempre trabalhou fora, ficar ou cuidar das coisas da casa pode ser depreciativo. Para outros, não: sair com os filhos ou netos, ir a um parque, fazer novos amigos e não ter horários pode ser gratificante. Não poucas vezes, por outro lado, vemos mulheres que não querem assumir, por exemplo, a tarefa de buscar os netos na escola”, coloca a professora e psicóloga.
Bellkiss comenta que muitos aposentados tentam resgatar antigos sonhos, como fazer um curso ou uma viagem. “A maturidade, ao mesmo tempo, dá chance de ter a sensação de ‘missão cumprida’, ou seja, como se eles já tivessem pagado sua parte devida à sociedade, e de liberdade para viver”, frisa.
A família tem papel bastante importante na adaptação daquele “novo elemento” em sua rotina. “Aposentado não é um ser encostado e inútil. Às vezes, é o inverso: a família se encosta nele! O aposentado tem e pode ser considerado nas decisões familiares. Essa condição não quer dizer que diminuiu sua capacidade de raciocínio nem de conhecimento. Muitas vezes, ainda sendo o provedor, ele é colocado de lado”, analisa a coordenadora de Psicologia da FMU.
Ela indica que compartilhar tarefas que sejam dos outros membros, de comum acordo com o aposentado, pode ser uma boa estratégia. “Todos são membros de um mesmo grupo, com os mesmos interesses, baseados na cooperação”, enfatiza.
A professora e psicóloga ainda destaca a atuação de empresas, principalmente multiprofissionais, que possuem algum tipo de programa os aposentados. “Há empresas que têm introjetada a maturidade como valor social e apresentam, em seus planos de aposentadoria, uma ajuda emocional, dentro de sua proposta de realocação, de desenvolver o empreendedorismo, ou de simplesmente se conhecer melhor para tomar as decisões”, finaliza.
O Complexo Educacional FMU, que reúne as Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Faculdades Integradas de São Paulo (FISP) e Faculdades Integradas Alcântara Machado e Faculdade de Artes Alcântara Machado (FIAM FAAM), é referência na qualidade de ensino e empregabilidade de seus alunos há mais de 40 anos. Atualmente, a instituição oferece mais de 80 cursos de Graduação, 50 opções de Pós-graduação (Especialização e MBA), 40 cursos de Extensão e Mestrado em Direito. Possui estrutura moderna, campi de fácil acesso e professores mestres e doutores, que oferecem aos estudantes um ensino diferenciado e inovador.
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