6 de janeiro de 2011
Aumenta pressão da sociedade por um salário mínimo maior e justo
A proposta de reajuste de 10% para beneficiários do INSS com vencimentos acima do salário mínimo dará por mês até R$ 124 a mais para aposentados e pensionistas. Esse será um dos ingredientes da mobilização dos segurados pela aprovação da emenda com os 10% a ser apresentada à Câmara no dia 2 de fevereiro. Com ela, o teto previdenciário saltará dos R$ 3.467,40 atuais para R$ 3.814,14 (veja tabela abaixo). O governo já acenou com 6,47%, que resultariam no teto de R$ 3.689,66. O ganho está na proposta defendida pelas centrais, formulada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).
De acordo com o último Boletim Estatístico da Previdência Social, divulgado em novembro, há aproximadamente 290 mil segurados que ganham o teto no País. Isso representa gasto adicional ao INSS de R$ 36 milhões por mês — ou R$ 470 milhões por ano. A estratégia das representações de aposentados e pensionistas para melhorar o índice de correção, agora reforçada pelas centrais sindicais, é a mesma do ano passado: bastante pressão para que o governo não tenha como vetar índice aprovado no Congresso.
Para o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas, Warley Gonçalles, as contas da Previdência permitem o reajuste acima do proposto. “A Cobap não aceita as afirmações de que há déficit no INSS”, refuta.
Segundo ele, o calendário de manifestações de janeiro em defesa do reajuste crescerá até as comemorações do Dia do Aposentado (24 de janeiro), que vão levar representantes a Aparecida do Norte. “Nós não vamos aguardar de braços cruzados”, promete. “Como no ano passado e nos anteriores, vamos às ruas e ao Congresso para pressionar as autoridades”, acrescenta.
João Batista Inocentini, presidente do Sindicato dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical, acredita que o governo vai abrir negociação. “Paulinho, o autor da proposta que elevou o reajuste do ano passado, será chamado para discutir”, aposta.LUCIENE BRAGA
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