25 de janeiro de 2011

Centrais e aposentados exigem: “R$ 580, já”

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Aos gritos de “580, já”, centenas de pessoas participaram na manhã desta terça-feira (25), na Praça Sete, Região Central de Belo Horizonte, do ato público em defesa do salário mínimo de R$ 580 e do reajuste das aposentadorias acima do piso nacional. A manifestação, que também serviu como comemoração do Dia Nacional do Aposentado, foi pelo Sindicato dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Minas Gerais (Sinap-MG), com apoio das centrais sindicais, do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel). Outra bandeira conjunta das centrais sindicais é a atualização da tabela do Imposto de Renda..
As comemorações do Dia Nacional do Aposentado também teve shows musicais, apresentação de dança cigana, sorteio de brindes, medição de pressão arterial, consultas gratuitas a advogados das áreas civil e previdenciária e informações sobre o aumento dos aposentados em 2011. Por volta do meio-dia, os manifestantes saíram em caminhada até a sede da Superintendência Regional do INSS (Avenida Amazonas, 266) e encerram o ato pedido apoio do superintendente Manoel Ricardo Palmeira Lessa à luta pelo salário mínimo de R$ 580 e o reajuste com ganho real dos aposentados que recebem mais acima do piso nacional.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), Marco Antõnio de Jesus, criticou os parlamentares que tentam barganhar cargos usando o reajuste do salário mínimo. “Estão fazendo politicagem com o salário mínimo. O que nós queremos é que os aposentados sejam beneficiados com o crescimento, o desenvolvimento do país, que foram alcançados com a política de valorização do salário mínimo. Nós vamos a Brasília discutir com o governo, debater com os deputados, vamos fazer marchas, mobilizações, caminhadas pelo salário mínimo de R$ 580, que, entendemos, ainda não é o ideal, mas mantém a política de valorização acertada com o ex-presidente Lula. Para nós, da Central Única dos Trabalhadores, é o momento da valorização do mínimo. Não aceitamos menos do que R$ 580.”
Para Marco Antônio de Jesus, o fim do fator previdenciário também é essencial para os trabalhadores e trabalhadoras, em especial aqueles que estão prestes a se aposentar. “O fim do fator previdenciário é importante para este debate. Não é admissível que trabalhadores com 30, 35 anos de contribuição se aposentem com salários tão pequenos. Os trabalhadores têm que se aposentar com um salário digno.”
“O novo governo começa de forma preocupante, sem garantir a valorização do salário mínimo. Se é preciso valorizar o mínimo, também temos que dar atenção especial às aposentadorias acima do mínimo, que precisam de reajustes dignos. As centrais sindicais estão unidas e vão lutar, se levantar e pressionar este governo e os políticos pelo salário mínimo de R$ 580”, disse o presidente da NCST no Estado, David Eliúde Silva.
Gilson Reis, presidente da CTB em Minas Gerais, alertou para a necessidade de ampliar o debate e defendeu uma agenda do trabalhador em 2011. “Há dois meses estávamos mobilizados nesta mesma praça pedindo voto para a presidente Dilma Rousseff. Nós já estamos discutindo outra agenda, que extrapola a questão do salário mínimo de R$ 580, a reforma agrária, o fim do fator previdenciário e a redução da jornada de trabalho. Precisamos de uma agenda política dos trabalhadores, a plataforma dos trabalhadores que foi aprovada no dia 1º de junho do ano passado, em São Paulo. É uma agenda com propostas das centrais para o desenvolvimento”, lembrou.
Segundo Tiago Santana, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Minas Gerais (Sinttel-MG), a mobilização da classe trabalhadora já surtiu efeito. “O governo assinou uma medida provisória elevando o mínimo para R$ 545 (antes a proposta era R$ 540), quando protestamos. Se continuarmos mobilizados, temos condições de conquistar o salário mínimo de R$ 580. Vamos enviar e-mails para os parlamentares, mostrar que estamos de olho. O Sinttel tem na sua base os trabalhadores das empresas de telemarketing e cerca de 70% desta categoria ganha o salário mínimo. Antes nem isso recebiam. O Sinttel lutou muito para que a remuneração deles chegasse ao salário mínimo. Vamos tomar Brasília se for necessário.”
O presidente do Sinap-MG, Adilson Rodrigues, que coordenou o ato, considerou a manifestação uma das melhores já realizadas pelos aposentados em Minas Gerais. “Agradeço a presença dos aposentados, o apoio das centrais, dos sindicatos e dos militantes. Este foi um dos melhores atos que realizamos. Conseguimos mobilizar a sociedade e vamos lutar para sensibilizar os políticos e o governo para nossas reivindicações”, falou Rodrigues.(Rogério Hilário

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