Crianças e adolescentes com baixo colesterol
estão mais protegidas durante a vida
O estilo de vida entre a infância e a vida adulta está associado com as chances de o indivíduo desenvolver ou manter os altos níveis de colesterol no sangue, diz um estudo feito pela University of Tasmania, na Austrália, e pela University of Turku, na Finlândia, e publicado no jornal especializado Pediatrics & Adolescent Medicine.
Nos últimos 25 anos, vários estudos mostraram que a quantidade de colesterol e triglicerídeos durante a juventude são "levados" para a vida adulta, mas nenhum estudo ainda tinha encontrado números exatos sobre a influência do estilo de vida durante os primeiros 15 anos de vida com os níveis de colesterol durante a maturidade.
Nos últimos 25 anos, vários estudos mostraram que a quantidade de colesterol e triglicerídeos durante a juventude são "levados" para a vida adulta, mas nenhum estudo ainda tinha encontrado números exatos sobre a influência do estilo de vida durante os primeiros 15 anos de vida com os níveis de colesterol durante a maturidade.
O estudo foi feito com 539 jovens e durou 20 anos. Os participantes tiveram seus níveis de colesterol e de triglicerídeos medidos quando a pesquisa começou, em 1985, com idade entre nove, 12 ou 15 anos. Os cientistas fizeram outra medição em 2006, para descobrir a quantidade de colesterol total, de colesterol ruim, o LDL, e o de colesterol bom, HDL. Além disso, o peso, circunferência da cintura, altura, hábito de fumar, ingestão de bebida alcoólica e prática de exercícios de cada voluntário foram analisados.
Os autores do estudo descobriram que aqueles que tinham baixos riscos de colesterol durante a juventude, mas passaram a ter riscos quando adultos, também tinham maiores ganhos de gordura corporal, menos chances de progredir sócio-economicamente e normalmente fumavam e ingeriam bebidas alcoólicas em grandes quantidades. Isso mostrou que os hábitos, em um curto espaço de tempo, mudaram completamente os níveis de colesterol no sangue, assim como as chances de doenças cardiovasculares.
Quando foram observados apenas os níveis de colesterol bom, o HDL, os pesquisadores descobriram que os participantes que não adquiriram nenhum mau hábito durante a vida adulta tinham o dobro de HDL no sangue do que os outros participantes da pesquisa, o que os deixavam mais protegidos contra infartos, derrames e outras doenças do sistema circulatório.
Já aqueles que sempre tiverem má alimentação, eram sedentários e sofriam com obesidade desde sua juventude, tinham mais chances de continuar com os mesmos problemas durante a vida adulta do que um jovem saudável tinha de manter os níveis de colesterol baixos durante a vida toda.
Já aqueles que sempre tiverem má alimentação, eram sedentários e sofriam com obesidade desde sua juventude, tinham mais chances de continuar com os mesmos problemas durante a vida adulta do que um jovem saudável tinha de manter os níveis de colesterol baixos durante a vida toda.
Os resultados dos estudos mostraram pelo menos duas informações valiosas. Primeiro que alguns hábitos ruins, como tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas, além da má alimentação, podem facilitar o aumento dos níveis de colesterol ruim no sangue mesmo naqueles que não tinham níveis elevados até os 15 anos. O segundo ponto importante foi que crianças com excesso de peso e com altos níveis de colesterol precisam realmente de ajuda profissional, já que as chances de haver uma mudança para melhor no decorrer da vida é pequena.

0 comentários:
Postar um comentário