Pelo menos, a inflação - Com isso, as centrais deixaram as “férias coletivas” e anunciaram que vão defender mais. Agora, estão em vigor os 6,41% já acertados. Esse ganho é certo. Mas a divulgação do INPC, inflação oficial adotada pelo governo para repor perdas a cada ano, chegou a 6,47%. Se vencer a proposta de R$ 9,80% para o mínimo, os aposentados acreditam que podem levar 7%. Pelo jeito, não é difícil. Não está tão distante dos 6,47% de lei.
Estratégias para fazer pressão - A primeira grande passeata do ano será na Bahia. No ano passado, os aposentados e pensionistas abraçaram a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Deu sorte: conseguiram revisar o reajuste de 6,14% para 7,72%. Vão fazer o mesmo em 24 de janeiro, que é o Dia do Aposentado. Também repetiram a presença em massa na Missa do Aposentado, na Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca, sexta-feira. No dia 30, promovem ato em Aparecida do Norte (SP).
Centrais Sindicais - Para defender os reajustes mais elevados, de 13,75% para o mínimo e de 10% para os aposentados, as organizações adiantam que farão muita pressão especialmente no Congresso Nacional. Os representantes que elas têm no Parlamento já anunciaram suas propostas, o que dá tempo para muita negociação até os deputados e senadores retomarem os trabalhos — o que só está previsto para acontecer na primeira semana de fevereiro.

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