12 de janeiro de 2011

Proposta de 8,2% continua desagradando aeroviários e aeronautas

A reunião entre os sindicatos nacionais dos aeroviários (pessoal que trabalha em terra), dos aeronautas (pilotos e comissários de bordo) e das empresas aéreas, realizada nesta quarta-feira ( para chegar a um acordo de reajuste salarial para os trabalhadores), terminou sem definição.
O SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários) pedia reajuste de 10% para todos os cargos e de 15% para o piso salarial, mas o Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) oferecia 8% de aumento para todos os funcionários. O Snea informou que a proposta de reajuste foi elevada de novo (já tinha subido de 6% para 8%), mas não houve aprovação dos trabalhadores.
- Não houve acordo nenhum. Marcaram segunda-feira [17] para virem conversar com a gente novamente. Em momento algum eles estão ameaçando fazer qualquer coisa [protestos em aeroportos, paralisações ou greves]. Nós fizemos a seguinte proposta: 8,2% para todos os salários, 8,5% para o piso salarial e aceitamos criar um piso para o operador de equipamento, que é o pessoal de rampa.
Na terça-feira (11), a presidente do SNA, Selma Balbino, afirmou que, além do reajuste salarial, outras reivindicações estavam na pauta, como expansão do período da licença-maternidade, aumento do valor da cesta básica e elevação da diária internacional para aeronautas.
Questionado sobre os pedidos de aumento do valor da cesta básica – de R$ 211 para R$ 300 – e da ampliação do tempo da licença-maternidade – de quatro para seis meses -, o Snea se limitou a afirmar que “não havia outro pedido” - somente a questão salarial. 

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