***Alcides dos Santos Ribeiro
“A inércia dos trabalhadores em defender as suas prioridades deixa um vácuo que certamente será ocupado pelo grande capital, muito interessado na diminuição de sua carga tributária”.
Trecho extraído do livro “Analise da Seguridade Social – ano 2.009 - página 73 edição de julho/2009 – ANFIP Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil”
Pelo texto acima fica claro e evidente que quem não luta pelos seus direitos, acabará perdendo-os. Ora é amplamente divulgado o estrondoso superávit do Orçamento da Seguridade Social que já tem acumulado no período de 2001 a 2009 o valor de R$ 422.422,00 bilhões de reais, dinheiro este que foi apropriado pelo erário público, em parte pela DRU (desvinculação das Receitas da União) e em parte no final de cada exercício, quando são zeradas as contas e transferidos os saldos para o superávit primário. Ainda do mesmo livro podemos citar: “Ao longo de 2008, antes que uma destinação social fosse dada a esse montante de recursos, as empresas já candidataram aos benefícios de uma diminuição de 30% na contribuição patronal. Foi durante a discussão e votação, na Câmara dos Deputados, da PEC 233/2008 e da PEC 31/2007”. Assim quero alertar aos Trabalhadores em Geral e aos aposentados e pensionistas que se continuarem neste comodismo, nesta ausência de ação, nesta moleza, nesta preguiça, nesta repugnância aos movimentos de reivindicações de nossos direitos, nesta resistência em participar, enfim, quero dizer MEXAM-SE se não todos nós, vamos acabar ganhando menos do que um salário mínimo a título de aposentadorias. Os empresários já estão articulando-se para gastarem menos e nós continuamos parados ou então aguardando que uma minoria tome a frente.
***Alcides dos Santos Ribeiro é presidente da FAPEMS
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