1 de fevereiro de 2011
Piso regional deve subir 7% em Santa Catarina
Reajuste beneficiará 518 mil trabalhadores catarinenses de diferentes categorias, segundo o Dieese. Trabalhadores e empresários catarinenses decidiram por um aumento na casa dos 7% para o piso mínimo regional, o que representa entre R$ 43 e R$ 51 a mais no salário do mês, dependendo da área de atuação. Só falta a aprovação na Assembleia Legislativa para que os novos valores entrem em vigor.
Após o acordo, o governador Raimundo Colombo aprovou o novo piso regional, e a proposta deve seguir para votação na Assembleia em regime de urgência na próxima semana. A mudança afetará os salários de aproximadamente 518 mil trabalhadores, segundo cálculos do Dieese, e torna o salário regional de SC o segundo melhor do país se comparadas as mesmas categorias – o Estado fica atrás apenas do Paraná.
Os representantes dos trabalhadores não conseguiram o aumento inicialmente planejado, de 10,85%, mas aceitaram um reajuste de pouco mais de 7% para cada uma das quatro faixas salariais (veja abaixo o quadro com todas as categorias).
– Além de conseguirmos um aumento acima da inflação do ano passado que, em alguns casos, significou 1% de aumento real, procuramos consolidar o piso regional. Esse é o grande ganho, porque o piso chegou a ter a sua legalidade questionada – avalia o presidente da Força Sindical de SC, Osvaldo Mafra.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de 2010, que serve de parâmetro para identificar a inflação no período, foi de 6,46%. A quarta faixa salarial do piso regional, que passará a receber R$ 730, teve um aumento de 7,5% em relação ao salário anterior. O reajuste, após a aprovação da assembleia, será retroativo a 1º de janeiro.
As primeiras conversas sobre os reajustes do piso regional foram feitas no final de 2010. O esboço dos índices aprovados começou a ser traçado em meados de janeiro e consolidou-se ontem, em uma reunião na sede da Federação das Indústrias (Fiesc).
O presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa, destacou a importância de as negociações terem sido feitas diretamente entre trabalhadores e empregadores, sem interferências:
– Estivemos de forma bastante aberta e transparente levando o bom exemplo na busca de um aumento que vai atender as necessidades de todos nós no Estado.
O presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio), Célio Spagnoli, avalia que o acordo representou uma evolução nas negociações entre trabalhadores e empresários, mas que falta resolver alguns problemas da nova legislação, como a existência de duas datas-base para os aumentos – uma prevista pela lei estadual e outra por algumas categorias de trabalhadores.
A dificuldade dos representantes dos trabalhadores na aprovação de um salário mínimo maior do que o R$ 545 aprovado pelo governo federal também influenciou na negociação em Santa Catarina.
O aumento no piso regional estabelecido ontem fará com que os trabalhadores catarinenses passem a receber entre 15,6% e 33,9%, dependendo da faixa salarial, a mais do que o salário mínimo nacional.(A
Reajuste beneficiará 518 mil trabalhadores catarinenses de diferentes categorias, segundo o Dieese. Trabalhadores e empresários catarinenses decidiram por um aumento na casa dos 7% para o piso mínimo regional, o que representa entre R$ 43 e R$ 51 a mais no salário do mês, dependendo da área de atuação. Só falta a aprovação na Assembleia Legislativa para que os novos valores entrem em vigor.
Após o acordo, o governador Raimundo Colombo aprovou o novo piso regional, e a proposta deve seguir para votação na Assembleia em regime de urgência na próxima semana. A mudança afetará os salários de aproximadamente 518 mil trabalhadores, segundo cálculos do Dieese, e torna o salário regional de SC o segundo melhor do país se comparadas as mesmas categorias – o Estado fica atrás apenas do Paraná.
Os representantes dos trabalhadores não conseguiram o aumento inicialmente planejado, de 10,85%, mas aceitaram um reajuste de pouco mais de 7% para cada uma das quatro faixas salariais (veja abaixo o quadro com todas as categorias).
– Além de conseguirmos um aumento acima da inflação do ano passado que, em alguns casos, significou 1% de aumento real, procuramos consolidar o piso regional. Esse é o grande ganho, porque o piso chegou a ter a sua legalidade questionada – avalia o presidente da Força Sindical de SC, Osvaldo Mafra.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de 2010, que serve de parâmetro para identificar a inflação no período, foi de 6,46%. A quarta faixa salarial do piso regional, que passará a receber R$ 730, teve um aumento de 7,5% em relação ao salário anterior. O reajuste, após a aprovação da assembleia, será retroativo a 1º de janeiro.
As primeiras conversas sobre os reajustes do piso regional foram feitas no final de 2010. O esboço dos índices aprovados começou a ser traçado em meados de janeiro e consolidou-se ontem, em uma reunião na sede da Federação das Indústrias (Fiesc).
O presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa, destacou a importância de as negociações terem sido feitas diretamente entre trabalhadores e empregadores, sem interferências:
– Estivemos de forma bastante aberta e transparente levando o bom exemplo na busca de um aumento que vai atender as necessidades de todos nós no Estado.
O presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio), Célio Spagnoli, avalia que o acordo representou uma evolução nas negociações entre trabalhadores e empresários, mas que falta resolver alguns problemas da nova legislação, como a existência de duas datas-base para os aumentos – uma prevista pela lei estadual e outra por algumas categorias de trabalhadores.
A dificuldade dos representantes dos trabalhadores na aprovação de um salário mínimo maior do que o R$ 545 aprovado pelo governo federal também influenciou na negociação em Santa Catarina.
O aumento no piso regional estabelecido ontem fará com que os trabalhadores catarinenses passem a receber entre 15,6% e 33,9%, dependendo da faixa salarial, a mais do que o salário mínimo nacional.(Alessandra Ogeda//DC)
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