15 de fevereiro de 2011

Por mínimo, sindicalistas prometem manifestação no Congresso


O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), confirmou que representantes das centrais sindicais farão uma manifestação no Congresso Nacional, nesta terça-feira, em defesa de um reajuste real para o salário mínimo, correção da tabela do Imposto de Renda para Pessoa Física e em favor do aumento no valor das aposentadorias.
A Força Sindical estima que cerca de 500 dirigentes e representantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra) e a UNE (União Nacional dos Estudantes) devem ocupar o Salão Verde da Câmara dos Deputados para pressionar os parlamentares.
O ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, indicou que uma eventual correção na tabela de Imposto de Renda, reivindicação das centrais sindicais, só será confirmada pela presidente Dilma Rousseff caso o Congresso consiga aprovar o valor de R$ 545 para o novo salário mínimo.
Apesar de o coordenador político do governo ter evitado confirmar que os dois temas estivessem atrelados, disse que a correção da tabela de IR é "possível" e lembrou que os recursos "saem da mesma fonte". A eventual correção da tabela de imposto de renda ampliaria a faixa de isentos para todos aqueles que recebem até R$ 1.566 mensais.
"A correção da tabela de Imposto de Renda é possível e será debatida tão logo possamos solucionar o salário mínimo. Não é que estejam atreladas (as duas propostas), mas os recursos saem da mesma fonte. Temos preocupação em relação à tabela de Imposto de Renda", disse Luiz Sérgio após participar da reunião semanal de Coordenação Política.
Para garantir que os parlamentares aprovem o mínimo de R$ 545, uma sessão extraordinária para a votação do projeto está marcada para esta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também irá ao Congresso às 15h desta terça para, em um debate com a comissão geral, apontar a importância de se manter o valor definido pelo Executivo.
No projeto da política de valorização do salário mínimo encaminhado pelo governo Dilma na última semana, a fórmula de cálculo da ampliação do benefício leva em conta a inflação do período acrescida da variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Com a crise financeira mundial, o PIB de 2009 foi negativo.

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