11 de março de 2011

Aumento dos remédios de 6,01% atingirá em cheio bolso do aposentado

Inflação oficial indica que preços de
medicamentos subirão até 6,01% em abril

Com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o brasileiro já pode esperar um reajuste dos preços dos remédios de até 6,01%. O aumento autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) — do Ministério do Desenvolvimento — entra em vigor em abril, conforme publicado no Diário Oficial. Mais de 18 mil produtos vão sofrer os aumentos.Os aposentados serão os que mais sentirão o reajuste.
A dica para quem quer fugir do aumento é procurar as farmácias populares. Postos de saúde fornecem medicamentos básicos gratuitamente. Todos os remédios que serão alvos da alta serão conhecidos no fim do mês, quando os laboratórios devem enviar listas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os fabricantes podem aplicar percentual menor que o autorizado ou até não aumentar.
Aposentado perda de 0,06% - Aposentados e pensionistas que ganham mais que o salário mínimo amargarão mais uma perda sobre os benefícios. O reajuste que esse grupo recebeu este ano ficará abaixo da inflação. Em janeiro, o governo concedeu aumento de 6,41%, equivalente à estimativa do acumulado em 12 meses do INPC. Oficialmente, porém, a inflação no período foi de 6,47%, segundo o IBGE. Os aposentados deixaram de ter reposição de 0,06%.

A expectativa dos inativos era de que uma portaria fizesse o acerto com base nos 6,47% da inflação. A decisão do governo, no entanto, está em linha com o discurso de impedir novas pressões nas despesas, principalmente depois de anunciar corte de R$ 50 bilhões no orçamento de 2011. O acerto só acontecerá por determinação da presidenta Dilma Rousseff.
Insatisfeito com a decisão do governo, o presidente da Cobap, Warley Martins, ameaça entrar com ação na Justiça para assegurar que os benefícios sejam corrigidos pelos 6,47%. Ele reforçou que a legislação garante que os benefícios acima do mínimo devem ser reajustados de forma que mantenha o poder de compra.

Veja um simulação dos novos preços, feita com base em vinte itens mais consumidos.

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