18 de março de 2011

CUT cobra reajuste a servidores federais

Acordos feitos no governo Lula davam garantia de
aumento para 70% do quadro de funcionários federais


A Central Única dos Trabalhadores (CUT) vai cobrar do governo Dilma Rousseff o cumprimento dos acordos salariais firmados pelo ex-presidente Lula em 2008, para garantir aumento para os servidores federais. Cerca de 70% dos funcionários são beneficiados pelos acordos. Mesmo com o anúncio de reajuste zero este ano pela União, a CUT promete manter a mobilização e a campanha salarial dos trabalhadores do setor público. Na pauta de reivindicações está a regulamentação da Convenção Coletiva 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que define normas de negociação coletiva dentro do serviço público, e o tratamento igual entre ativos e aposentados.
Em relação aos trabalhadores do setor privado, a CUT reivindica a criação de uma comissão tripartite (governo, trabalhadores e aposentados) para negociar uma política de reajuste para os aposentados que ganham acima do salário mínimo. Atualmente a categoria acumula perdas financeiras porque o aumento do benefício é inferiorao dado aos que ganham o mínimo.
O vice-presidente da nacional da CUT, José Lopes Feijó, considera improvável o reajuste igual para todos os aposentados. Em sua avaliação no ano que o reajuste for igual, o aumento do salário mínimo cairá pela metade. A CUT defende a implementação de políticas públicas para diminuir as perdas nos rendimentos dos aposentados e pensionistas. Entre as propostas está a criação de uma cesta básica de medicamentos para reduzir o custo desses gastos no orçamento dos idosos.
Feijó esteve reunido ontem, no Recife, com sindicalistas da CUT regional para discutir a política salarial do governo Dilma para os trabalhadores dos setores público e privado. Ele considera positiva a criação da mesa de negociação permanente com representantes das seis centrais sindicais, do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o secretário geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
O dirigente da CUT admite que a central sindical perdeu na fixação do salário mínimo de R$ 545 porque reivindicava ganho real, o que elevaria o valor para R$ 560. ´Não fomos vitoriosos, mas a política aprovada vai garantir aumento de 14% em janeiro de 2012, quando o mínimo vai para R$ 620`. Em relação à revisão da tabela do Imposto de Renda (IR), a CUT também saiu perdedora porque reivindicava a correção de 6,47% e o governo acenou com 4,5%.
Atenta às propostas de reforma da Previdência, a CUT quer o fim do fator previdenciário porque considera perverso para o trabalhador no momento de calcular a aposentadoria. Ao mesmo tempo, a central é contrária à adoção de idade mínima. ´Queremos encontrar alternativas para modificar a atual situação sem a manutenção do fator previdenciário e da idade mínima. Aquele trabalhador que começa a trabalhar mais cedo deve ter direito a um bônus ao se aposentar`, sugere Feijó.(Rosa Falcão)

0 comentários:

Postar um comentário