12 de março de 2011

Dilma massacra movimento sindical ao negar reivindicações

Depois de vencer as centrais sindicais na aprovação da proposta do governo de um salário mínimo de R$ 545, a presidente Dilma Rousseff ignorou apelos dos sindicalistas e anunciou nesta sexta-feira, 11, que enviará ao Congresso a medida provisória estabelecendo uma correção de 4,5% da tabela do Imposto de Renda.
As centrais pressionavam por um reajuste maior. Dilma aproveitou para informar que estuda novas faixas de contribuição do IR. Para demonstrar que saíam do gabinete de forma "honrosa", o deputado Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP), da Força Sindical, e José Lopez Feijóo, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), disseram, em entrevista após o encontro com a presidente, que exigiram, em contrapartida, uma política de correção da tabela do IR para os próximos quatro anos, com correções pelo centro da meta da inflação, que neste ano é de 4,5%. "A presidente disse que iria analisar com carinho a nossa proposta," afirmou Paulinho. Essa proposta, porém, já estava nos planos do governo.
Em entrevista à tarde, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, relatou que, no encontro com os sindicalistas, Dilma foi transparente ao afirmar que não havia "nenhuma possibilidade" de o governo fazer uma correção maior da tabela do IR. Na conversa com os jornalistas, ele disse que a proposta de correções anuais até 2014 poderá ser incluída na medida provisória em fase de elaboração para dar o reajuste de 4,5% neste ano. Carvalho ainda informou que o teto de contribuição do IR de 27,5% será mantido.
Dilma Rousseff apenas se comprometeu a orientar Gilberto Carvalho e Guido Mantega, da Fazenda, a receber todos os meses os sindicalistas. Os encontros vão discutir pedidos de reajuste do benefício de aposentados e pensionistas, mudança na jornada de trabalho e maior rigor no quesito acidentes.

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