A Previdência Social registrou rombo de R$ 3,3 bilhões em fevereiro. O resultado é 17,6% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado. Ainda assim, o primeiro bimestre de 2011 acumula um saldo negativo de R$ 6,3 bilhões, segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Ministério da Previdência Social. Na comparação com o mesmo período de 2010, o rombo é 20,5% menor.
A Previdência Social é um seguro público que garante a renda do contribuinte e de sua família, em casos de doença, acidente, gravidez, prisão, morte e na aposentadoria. Historicamente, o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) sempre fecha as contas no vermelho, pois não arrecada dinheiro suficiente para pagar todos os benefícios. Portanto, quanto menor o saldo negativo, melhor para as contas públicas.
No mês de fevereiro, foram arrecadados R$ 17,7 bilhões e os gastos chegaram a R$ 21 bilhões. A previdência rural, que paga os trabalhadores nas regiões do interior do país, foi novamente responsável pelo rombo. O setor teve arrecadação de apenas R$ 339 milhões e registrou despesas de R$ 4,2 bilhões.
A previdência urbana, que paga aos trabalhadores das cidades, teve arrecadação de R$ 17,4 bilhões e despesas de R$ 16,5 bilhões, gerando um resultado positivo de R$ 942 milhões.
No acumulado de 12 meses, até fevereiro, o saldo negativo da Previdência chega a R$ 43,3 bilhões, resultado de um déficit de R$ 53,4 bilhões na previdência rural e um saldo positivo de R$ 10 bilhões na previdência urbana.
Para o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, há uma tendência de queda verificada pelo bom momento da economia. Mas nem ele garante até quando isso pode durar.
- A tendência de queda vai continuar. A não ser que sejamos surpreendidos por uma desaceleração econômica muito acentuada, o que não é muito previsível. A necessidade de financiamento continuará a cair e deve fechar o ano de 2011 num valor nominal próximo ao do ano passado, o que significa, em termos reais, uma queda.Gustavo Gantois)

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