6 de janeiro de 2011

Mínimo: governo cede, já fala em R$ 550 e repreende Mantega


Lu Aiko Otta, de O Estado de S. Paulo
Diante da pressão do PMDB, o governo já dá sinais de que tem margem para elevar o salário mínimo acima dos R$ 540 propostos no Orçamento. Na área econômica já se fala em R$ 550, principalmente depois que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi repreendido pela presidente Dilma Rousseff por ameaçar vetar qualquer aumento do piso salarial.

O sinal de que os R$ 540 poderiam subir partiu do próprio governo, que anunciou anteontem o reajuste das aposentadorias em 6,41%. É um reajuste maior do que o proposto para o mínimo, que é de 5,88%. Ocorre que os dois preços são corrigidos pelo mesmo indicador: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) estimado para 2010.
O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), também sinalizou nesta quinta que está disposto a discutir a alteração na proposta do governo para o mínimo caso continue na presidência da Casa, em eleição que ocorrerá no dia 1º de fevereiro. "O governo mandou a proposta do mínimo para o parlamento, só que o governo precisa também entender que ali é também um espaço de diálogo", argumentou. E continuou: "O que nós esperamos é que tanto o governo quanto os parlamentares estejam dispostos a essa discussão. Se teremos ou não alteração, vai depender do debate, das discussões e dos convencimentos. O que posso garantir é que na presidência da Câmara será feito o debate."
Nesta semana, o PMDB decidiu reagir ao anúncio de Mantega, de vetar o aumento do mínimo. O partido já havia anunciado que o deputado Eduardo Cunha, da bancada do PMDB do Rio, iria apresentar uma emenda passando o valor para R$ 560. Além da emenda aumentando o valor, o mesmo Eduardo Cunha apresentará, em resposta às declarações de Mantega, uma proposta de emenda constitucional (PEC) alterando as regras para derrubar vetos do presidente.
Atualmente, pelo artigo 66 da Constituição, se o Congresso quiser derrubar um veto presidencial, os parlamentares têm de fazê-lo por maioria absoluta das duas Casas reunidas em sessão conjunta, no prazo de 30 dias a contar do recebimento da mensagem do Planalto. O valor de R$ 540 para o mínimo foi fixado em Medida Provisória pelo governo Lula (com consentimento da então presidente eleita).
Segundo Mantega, o valor de R$ 540 está em um patamar que preserva o equilíbrio das contas públicas e a coerência da política fiscal. Um aumento acima disso, segundo o ministro, elevaria os gastos com a Previdência e deterioraria as contas públicas.(Com Christiane Samarco e Gustavo Uribe, da Agência Estado)

Morar junto, sem casar, causa depressão


Vocês querem ser modernos e práticos, deixam todo aquele papo de altar, convites com frufru e bolo de vários andares pra lá, juntam as trouxinhas e vão morar juntos. Pronto: na prática, estão casados. Mas, também na prática, têm chances bem maiores de acabarem de cara feia e sem vontade de sair da cama (pelos motivos errados) do que os casais de papel passado. “Casais que apenas moram juntos reportam níveis mais altos de depressão do que os que são casados”, alertam pesquisadores da Bowling Green State University, em Ohio (EUA). O motivo? Aquele sentimento de falta de estabilidade no relacionamento, que atinge os “juntados” 25% mais do que os casados pela lei. “E isso é especialmente verdade entre os casais que estão juntos há muito tempo”, diz o estudo. E aí, quer repensar essa modernidade toda? (Thiago Perin,super.abril.com.br)

Governo pretende criar mais impostos em 2011


Em 2011 o contribuinte deve preparar seu bolso. Apesar de arrecadação recorde de R$ 1,2 trilhão registrada ontem pelo Impostômetro, painel eletrônico criado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) em parceria com a ACSP (Associação Comercial de São Paulo), e que deve chegar a R$ 1,27 trilhão até o fim do mês, mais impostos estão por vir.
Um deles, que já é sabido por todos, é o retorno da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), cogitado pela presidente eleita Dilma Rousseff. O tributo foi extinto há exatamente três anos, depois de ter vigorado por 15 anos, de 1994 a 2008. Na avaliação do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, o fim da CPMF gerou a perda de R$ 150 bilhões.
Para o presidente do Senado, José Sarney, que é a favor da criação de imposto nos mesmos moldes, este é um tributo muito pequeno. "Além disso, é um imposto bom porque não tira mais dos pobres, mas tira dos que mais têm. São recursos que deixam de entrar para a Saúde pública, onde o Brasil mais necessita e o povo mais necessita."
Na avaliação do presidente do IBPT, João Elói Olenike, o governo federal não deveria nem pensar no retorno da CPMF. "Já existem muitos recursos para a Saúde. O governo deve cortar seus gastos para que a arrecadação seja destinada corretamente", defende. "O governo está se mobilizando para recuperá-la porque, com a queda da CPMF, perdeu o controle da movimentação das contas dos contribuintes, já que o imposto era cobrado a cada transação de débito."
Segundo Olenike, está previsto ainda a criação de mais uma contribuição incidente sobre o lucro das empresas, mas que ainda não foi delineada.
Dentro do planejamento de Dilma para o ano que vem, também encontram-se medidas de simplificação da tributação, mas nada de redução de alíquota. A nova gestão pretende unificar o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) - hoje, cada Estado tem o seu percentual - e diminuir a alíquota do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para desonerar a folha de pagamento.
"O governo não tem interesse em diminuir a carga tributária. O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido só vigorou por tantos meses porque havia inúmeros carros empacados nos pátios das montadoras, o que elevou o desemprego", defende Olenike, quando questionado sobre o que achava se IPI reduzido para automóveis voltasse, já que agora os juros para financiamento praticamente dobraram.
Para o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo, antes de pensar em nova isenção, o governo deve controlar os seus gastos para não aumentar ainda mais os juros. "O que não é bom nem para ele nem para nós. Se a relação entre a arrecadação e as dívidas não for equilibrada, vamos comprometer não só o presente como o futuro."
Embora a expectativa seja de bater o recorde de R$ 1,27 trilhão no recolhimento de tributos, Solimeo acredita que a marca pode ser superada, chegando a R$ 1,275 trilhão. "Isso mostra claramente que não precisamos de CPMF e nem de mais nenhum imposto. O governo não pode dizer que falta dinheiro porque a arrecadação vai muito bem." (SAP/DGABC,com agências)

INSS deve contratar mais 500 médicos peritos

Uma das primeiras propostas a entrar na agenda da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) após o recesso pode ser a que cria 500 cargos para a carreira de perito médico previdenciário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O projeto (PLC 178/10), apresentado pelo Executivo, cria ainda outros 624 cargos em comissão e funções de confiança no órgão.
As vagas visam fortalecer a estrutura organizacional do INSS e possibilitar a instalação de novas agências da Previdência Social, justifica o governo.
Para os 624 cargos de livre provimento, devem ser alocados R$ 10 milhões por ano.
Já os recursos para contratação de peritos médicos previdenciários — selecionados por meio de concurso público — dependem de previsão orçamentária.
O relator, Romero Jucá (PMDB-RR), recomenda a aprovação e observa que a criação dos cargos em livre provimento é necessária "para ampliar a cobertura do INSS".
Já a contratação de médicos peritos profissionais contribuirá para assegurar "um maior controle das fraudes e das despesas com aposentadoria por invalidez e com auxílio-doença".

Trabalhador pode receber periculosidade e insalubridade juntos

A 1ª Câmara do TRT de Santa Catarina manteve decisão da 1ª Vara do Trabalho de Rio do Sul reconhecendo o direito de trabalhador de receber, cumulativamente, os adicionais de insalubridade e de periculosidade quando as causas e as razões forem diferentes.
O adicional de periculosidade é devido pelo risco de acontecer, a qualquer tempo, um acidente de trabalho. O de insalubridade deve ser pago ao trabalhador que está exposto a um agente nocivo durante a jornada de trabalho.
O autor, que já tinha conseguido o adicional de insalubridade em outro processo por ter sido exposto a ruídos excessivos e agentes químicos, ingressou com nova ação trabalhista contra o mesmo réu. Na segunda, requereu adicional de periculosidade por abastecer microtrator com óleo diesel e fazer a mistura de óleos lubrificantes com gasolina para o abastecimento de roçadeira.
Na decisão de primeiro grau, o juiz Alessandro da Silva entendeu "ser devidos de forma cumulativa ambos os adicionais quando coexistentes as condições de insalubridade e periculosidade". O magistrado fundamentou sua sentença no art. 11, b, da Convenção 155 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em que consta que, para efeitos de danos à saúde do trabalhador, devem ser considerados, simultaneamente, os vários agentes e substâncias nocivos ao organismo humano.
Inconformada, a ré recorreu ao Tribunal, alegando a impossibilidade de cumulação desses adicionais. Mas a 1ª Câmara também entendeu que se os dois adicionais têm causas e razões diferentes, "logicamente devem ser pagos cumulativamente, sempre que o trabalhador se ativar concomitantemente em atividade insalubre e perigosa", redigiu, no acórdão, a juíza Águeda Maria Lavorato Pereira, relatora do processo.

Povo deve estar pronto para derrotar nas ruas qualquer medida anti-popular do governo Dilma

(*) Alcides Campelo A. Junior
O cidadão brasileiro já está acostumado (ou forçado) a ouvir falar no déficit da Previdência Social, que se devem cortar gastos públicos, que existe um “caos aéreo” e que deve ser solucionado a partir da abertura para a “eficiente” iniciativa privada, que o Correios está imerso numa crise e também precisa ser entregue nas mãos de quem tem “vocação” para tal serviço, ou seja, a “mágica” iniciativa privada.
Enfim, somos bombardeados por notícias que aparentemente prezam pelo melhor de nossas vidas, são as soluções para os problemas em que enfrentamos cotidianamente. Elas aparecem com tom enfático, as vezes dramáticos e em outros com ar professoral e especialista do assunto com os comentaristas ou pesquisadores da respectiva problemática, que é para parecer verdade absoluta, visto que é alguém que “entende” do assunto, então por quê questionar?
É nesse contexto que se insere as reportagens de vários meios de comunicação, em específico os que comentaremos adiante. No dia 05 de janeiro de 2011 o telejornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo de televisão, nos “premiou” com uma série de reportagens sob a lógica acima descrita. Elas falavam do “abacaxi” da Previdência Social e do “caos aéreo”.
Com essa crônica pretendo esmiuçar tais problemáticas, bem como instigar a reflexão e possível contribuição a análises críticas acerca das questões abordadas pelas reportagens do Bom Dia Brasil do dia 05/01/11.

Sobre o “caos aéreo” e a privatização da Infraero e Correios

Estamos no período denominado de alta temporada, aquele em que as pessoas aproveitam para viajar mais. Já virou comum ver notícias sobre atrasos e cancelamentos de vôos principalmente nessas épocas, instala-se, então, o “caos aéreo”. Fala-se em soluções, e por parte da imprensa não se escuta algo diferente senão dividir responsabilidade ou entregar o gerenciamento dos aeroportos ao setor privado.
O velho confronto entre setor público e setor privado é sempre instigado. Aquele é sempre mais emperrado, ineficiente, cheio de vícios, sem competência gerencial e sem visão “empreendedora”. Assim sendo, deve-se dar lugar a eficiência, a eficácia, a competência e perfil empreendedor, tais qualidades são encontradas na iniciativa privada, segundo análises (com nítido direcionamento privatista) da mídia e especialistas (neoliberais, diga-se de passagem).
Diante disso, a “ineficiência” do órgão público responsável em administrar os aeroportos brasileiros (Infraero) deve ceder espaço para a “eficiente” iniciativa privada. Mas será que realmente não há outra solução? Não é possível o próprio Estado investir na infra-estrutura do país? A Infraero não tem recursos? Há mesmo uma incapacidade gerencial da Infraero?
Poderíamos fazer muitos outros questionamentos, mas acredito que esses são suficientes para entendermos melhor toda a jogada estratégica do “marketing da ineficiência pública”.
A Infraero está com inúmeros investimentos em aeroportos dentre melhorias, ampliação e aquisição de novos equipamentos, basta acessar o site da empresa (infraero.gov.br) para perceber. Isso por si só não quer dizer grandes avanços, mas em parte já responde o questionamento referente em ter ou não ter recursos. Segundo comentários da própria Miriam Leitão: “É impressionante como a Infraero não investe tudo que ela pode investir, por incapacidade gerencial de investir. Esse ano investiu 22% do orçado, ano passado 42%, em 2008 foram 17% apenas. Temos dinheiro para investir e não investimos.” (Bom Dia Brasil do dia 23/12/10), ou seja, há recursos, mas não se investe o suficiente.
Diante dessa notícia a pergunta que vem a cabeça é se há mesmo uma incapacidade gerencial da Infraero, talvez, não haja nem o pensamento questionador, mas sim uma afirmativa de que, de fato, há uma incapacidade. Não sou “expert” no quesito administrativo, contudo deve-se ter em mente que na farra das privatizações das empresas estatais ocorridas em sua maioria nos governos federais de Fernando Henrique Cardoso, o que se tinha de “concreto” eram empresas sucateadas e sem perfil nenhum para o empreendedorismo. Ora, se pararmos um pouco para refletir, esse processo de sucateamento foi proposital, simplesmente deixa-se de investir, fazendo assim com que as empresas percam qualidade e cria-se, então, a “necessidade” de modernização dessas empresas, onde elas devem ser entregues a quem realmente tem capacidade para gerenciá-las, ou seja: a iniciativa privada.
A idéia de modernização via privatização é resultante da ideologia neoliberal. Em nenhum momento se defende a primazia do Estado para conduzir e modernizar empresas estatais. Assim como já foram leiloadas várias empresas outras tiveram seus capitais abertos à iniciativa privada, e isso é, também, privatizar. No contexto atual é até menos desgastante para o governo federal, afinal, esse governo como o anterior se elegeram, dentre outras bandeiras, como defensores das empresas estatais e patrimônio brasileiro.
Segundo Miram Leitão: “O governo ficou em dúvida, mas a presidente Dilma Rousseff decidiu que vai levar adiante a ideia de concessão de aeroportos ao setor privado. O ministro Nelson Jobim é a favor e a Anac apresentou proposta. Isso não conflita com a outra ideia de abrir capital da Infraero. São coisas que podem até se complementar. O governo tomou essa decisão e deve implementar nas próximas semanas. Essa é a informação que circula dentro do governo.” (Bom Dia Brasil, 05/01/11). Dessa forma, fica compreensível a Infraero não investir tudo o que pode investir, o terreno já estava sendo preparado, pois, já há, inclusive, um “Lugar escolhido para o primeiro projeto: São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. Por enquanto, é só uma pista. Quem vencer a licitação, vai explorar o aeroporto por 25 anos.” (Bom Dia Brasil, 05/01/11).


A matéria ainda afirma que: “De acordo com especialistas, o investimento da iniciativa privada é bem-vindo para melhorar e ampliar os aeroportos do país, mas não vai acabar com atraso e cancelamento de voos. Aí é uma questão de fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).” (Idem, grifos meus). Se não vai acabar com atrasos e cancelamento de voos mesmo com o gerenciamento da iniciativa privada dos aeroportos brasileiro então por quê assim fazer? Dá para perceber que privatização não é solução, é apenas “bem-vindo para melhorar e ampliar aeroportos do país”. Assim sendo, não há necessidade de conceder aeroportos para o setor privado, mas sim, apenas maiores investimentos na melhoria e ampliação dos aeroportos. Mas vai falar isso para os defensores do neoliberalismo...


Cabe ressaltar ainda a despolitização da questão. Trocando em miúdos, se retira o caráter político da questão e enfatiza-se apenas o caráter técnico-operativo. É dessa maneira que a ideologia neoliberal trata questões essencialmente políticas.
Sem nem fazer muito esforço na memória dá para lembrar, também, a questão do Correios e a “necessidade” de privatizar essa empresa estatal. É assim que os mesmos meios de comunicação costumam frisar, tudo em nome da qualidade, eficácia, eficiência e modernização, nunca em nome do neoliberalismo. No caso do Correios, interessante é que apesar de se insistir em sua suposta necessidade de privatização, no mesmo Bom Dia Brasil, edição do dia 05/01/11, em matéria sobre provável conflito entre PMDB e PT sobre cargos no governo, se afirma o seguinte: “Estatais, bancos públicos, fundações, quanto maior o orçamento mais cobiçado o cargo. Correios, por exemplo, tem R$ 12 bilhões em caixa.” . Ora, não é esse mesmo Correios que está em crise? Seria uma crise forçada para desvalorizá-la e vende-la posteriormente? Acredito que essa última pergunta é ao mesmo tempo sua própria resposta. Cabe ainda salientar o desvio de foco que costuma se dá nesses casos: a culpa acaba sendo do funcionalismo público que abriga um monte de parasitas sem compromisso algum com o serviço público. Vale destacar, também, que tanto no caso do Correios quanto da Infraero os trabalhadores são regidos pela CLT, portanto, passíveis de demissão. Ou seja, o desvio de foco que citamos acima não passa de tentativa de desqualificação dos trabalhadores lhes atribuindo a responsabilidade por erros (reitera-se aqui que se trata de erros políticos) cometidos por essas empresas e que nada de consubstancial tem em tais comentários.

Previdência Social: o abacaxi?
Ainda na mesma edição do telejornal Bom Dia Brasil se falou de outra questão polêmica, o caso da Previdência Social. Nessa você deve estar pensando:- “aí não tem para onde, realmente a Previdência Social é um abacaxi daqueles enormes difícil de descascar, devido a seu famoso rombo!” E como estou aqui para instigar reflexão, questiono: Há mesmo um rombo nos cofres da Previdência Social? Ela é, de fato, um abacaxi?
O novo ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, no ato de sua posse comentou que ao invés de receber feliz ano novo no reveillon as pessoas lhe diziam que ele iria assumir um abacaxi. Com base nisso foi que o Bom Dia Brasil convidou o pesquisador do IPEA Paulo Tafner, para fazer algumas considerações a respeito desse suposto abacaxi que é a Previdência Social, e ele já iniciou a entrevista afirmando o seguinte: “O abacaxi é cascudo, complicado e cheio de ranhuras. O tamanho desse abacaxi é como 12% do PIB. As empresas abrem seu dia a dia de trabalho sabendo que, de tudo o que produzirem, 12% vai para a Previdência. A tendência é crescer de forma acentuada.”
Primeiramente gostaria de dizer que toda a riqueza desse país é socialmente produzida pelos trabalhadores e não pelas empresas, como afirma Tafner. As empresas são as organizações que gerenciam (e exploram) a força de trabalho e que detêm e controlam os meios de produção, a partir do montante produzido pela classe trabalhadora uma parte lhe retorna na forma de salário e o excedente é apropriado pela classe que detêm os meios de produção, essa valorização do capital é denominada de mais-valia, ela é a fonte do lucro da classe dominante/capitalista/burguesa. Após essas considerações voltemos à questão especifica da Previdência Social.
Diante dessa lógica da acumulação capitalista, que tem sua fonte de lucro a exploração da classe trabalhadora e sua perversidade no cotidiano do trabalho e se estende às relações sociais, essa classe subalterna se organizou e reivindicou direitos, como, por exemplo, melhores condições de trabalho e melhores remunerações, dentre outras. No conjunto dessas reivindicações, fazia-se necessário um sistema de proteção e amparo social, uma espécie de seguro que desse segurança para os trabalhadores dos riscos sociais como doença, desemprego, etc. Na efervescência da luta de classes e com muito esforço e muita luta é que os direitos foram sendo assegurados. Dentre eles, a Previdência Social. No caso brasileiro é uma evolução das Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAPs) e Instituto de Aposentadorias e Pensões (IAPs). Não aprofundaremos aqui a evolução histórica da seguridade social, e sim seu caráter de origem das conquistas trabalhistas.
Com o advento do neoliberalismo as conquistas trabalhistas passam a ser ameaçadas e consequentemente flexibilizadas. Esse é o caso da Previdência Social. No Brasil, recentemente, houve a criação do fator previdenciário e do aumento da idade mínima para a aposentadoria. E diante da crise econômica, na Europa está se sucedendo várias tentativas de reformas nas previdências de paises como Portugal, Grécia e França, não sem muita mobilização popular.
Mais contrarreformas se desenham para o Brasil, e com a perspectiva de descascar abacaxi é que Garibaldi Alves estará a frente de mais um provável processo de contrarreforma da previdência. Se depender dos especialistas conservadores, comentaristas econômicos conservadores, imprensa conservadora, congresso e parlamento consevadores, por todos eles irão se configurar medidas anti-populares que serão as facas afiadas que irão descascar esse “abacaxi”.
Em todas as dificuldades e problemas relacionados ao sistema previdenciário (tal qual envelhecimento da população, dificuldade orçamentária, etc.), em nenhum momento se fala no orçamento da Seguridade Social, comenta-se apenas o dinheiro que entra através da contribuição “direta” à previdência (que são os descontos no contra-cheque) e que nesse caso associa-se ainda o nascimento de poucas crianças, como afirma o pesquisador do IPEA: “O censo mostrou uma novidade importante, que o número de filhos que cada mulher tem está caindo mais do que se imaginava. Significa que cada mulher está tendo menos de dois filhos. Isso não repõe a população, e o efeito conjugado – aumento de esperança de vida com menos crianças nascendo – é que a idade média e mediana vão subir rapidamente.” e Miriam Leitão acrescenta: “Como nascem menos crianças, há menos gente entrando para pagar e mais gente recebendo. É bom lembrar que viver mais é uma boa notícia. Temos que nos preparar para tirar o melhor proveito desse novo quadro demográfico. A idade mínima seria uma resposta a esse problema?” Em resposta, Tafner diz: “Seria uma resposta, mas não completa. Há vários problemas no nosso abacaxi. Um deles é a idade mínima. Não faz sentido uma pessoa se aposentar com menos de 50 anos. É muito cedo para uma pessoa que vai viver até os 80 anos”. Com essas colocações fica claro que a vontade de nossos especialistas é aumentar ainda mais a idade mínima para aposentadoria. Se isso vai ocorrer no governo Dilma ainda não sabemos, porém devemos ficar bem atentos, pois, ao contrário desses pensamentos anti-populares e neoliberais a classe trabalhadora não concorda em nada com isso.
Entrando agora na questão do famoso rombo da Previdência Social, é de fundamental importância comentar sobre o fundo público/carga tributária/política econômica. Deixo explicito aqui não ser referência alguma nessa especificidade das políticas sociais, por isso, me basearei em estudos de Elaine Behring e Ivanete Boschetti no livro Política Social – fundamentos e história (2008, 4ª ed. Ed. Cortez).
As autoras argumentam que: “O orçamento da seguridade social, assim como das demais políticas sociais, não pode ser compreendido sem referência à estruturação da carga tributária brasileira e de seu significado no âmbito da política macroeconômica.” (Pg. 164). A política fiscal atual tem origem no governo de FHC, perpassa o governo de Lula e já está nítido que continuará no governo Dilma. O direcionamento dessa política é dado diante de acordos firmados entre o FMI e o governo brasileiro, a partir de 1998. Behring e Boschetti afirmam que “tem-se uma carga tributária regressiva, na medida em que os impostos e contribuições terminam por incidir sobre os trabalhadores, visto que são remetidos ao consumo, de forma que a tributação não promove redistribuição de renda e riqueza, contribuindo, ao contrário, para sua concentração.” (Pg. 165). Vale ressaltar que esse foi um dos assuntos bastante comentado pela equipe econômica do governo de Dilma (e até mesmo antes: durante as eleições), onde será proposto reforma tributária.
Falar hoje em dia de orçamento da Previdência Social de forma séria, necessita-se de que se comente a respeito da Desvinculação das Receitas da União (DRU), pois os recursos da seguridade social são apropriados anualmente pelo governo Federal para à composição do superávit primário e pagamento de juros da dívida através da DRU. Confira o que o Tribunal de Contas da União (TCU) comentou ao analisar as contas do governo Federal de 2005: “Um dos pontos que merecem maior destaque no relatório do ministro Valmir Campelo foi o resultado da seguridade social. As receitas vinculadas a essa área somaram R$ 250,9 bilhões. Como os gastos do sistema atingiram 265,1 bilhões, poderia ser calculado um resultado negativo da ordem de 14,1 bilhões. Entretanto, a receita seria muito maior se não houvesse a incidência da desvinculação das receitas da União (DRU). Nessa hipótese, a seguridade social apresentaria saldo positivo de R$ 19,1 bilhões. O relator concluiu que uma parcela dos recursos desvinculados do orçamento da seguridade social financiou despesas do orçamento fiscal no exercício de 2005, contribuindo com 34% do superávit primário alcançado pelo governo Federal no exercício” (Pg. 167). Dessa forma, fica claro, então, que o suposto déficit da previdência social é gerado pela desvinculação das receitas da União (DRU) e não por problemas orçamentários. Apesar desses dados acima serem de 2005 não altera em nada a análise acerca do DRU, pois o mesmo permanece.


Portanto, é preciso estar atento e forte para as implicações desses pensamentos conservadores e anti-populares, que ainda por cima tentam nos passar como “a verdade” para que possamos assimilar tranquilamente as “doses do veneno”. Para além das aparências das notícias existe uma essência perversa que poucos ousam encara-la. Por isso, é importante o olhar crítico. Se a população brasileira derrotou nas urnas setores mais conservadores e reacionários da burguesia, deve estar pronta, também, para derrotar nas ruas qualquer medida anti-popular do governo Dilma.


(*) Alcides Campelo A. Junior é militante do PCB e direção estadual da UJC em Pernambuco.

Fator previdenciário: PT trai e,ainda, quer aposentadoria aos 95 anos...


A pauta da Câmara na nova legislatura já começa com um nó a ser resolvido: o fim, ou não, do fator previdenciário. O novo ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, admitiu que o fator prejudica os aposentados e aceita a possibilidade de substitui-lo pelo aumento da idade mínima para a aposentadoria.
O Senado aprovou a extinção do fator, mas o deputado Pepe Vargas, do PT gaúcho, apresentou substitutivo com uma nova fórmula. O texto garante o valor integral da aposentadoria para os homens que, na soma entre idade e tempo de contribuição, atinjam 95 anos. Para as mulheres, o total seria de 85 anos.
Mas a Comissão de Constituição e Justiça considerou inconstitucional a proposta de Vargas. Com isso, o projeto (PL 3299/08) do senador Paulo Paim, do PT gaúcho, deve ir ao plenário da Câmara determinando apenas a extinção do fator. Isso, segundo Vargas, não será aceito pelo governo federal.
"O que eu botei no substitutivo - porque o projeto saiu lá do Senado - é o que está acordado com o governo. E, nessa negociação com o governo, o presidente Lula foi consultado, e ele deu ok a isso. Ele disse: isso eu aceito. O fim puro e simples do fator eu veto".
Mas o senador Paulo Paim não abre mão do fim do fator previdenciário, ainda que aceite discutir a alteração da idade mínima.
"O Senado já decidiu, por unanimidade, foi aprovado um projeto de minha autoria que termina com o fator previdenciário. Nós queremos que esse cálculo hediondo, que confisca praticamente a metade do salário da trabalhadora, cerca de 50%, e do homem confisca 40% no ato da aposentadoria".
As centrais sindicais também são contra o fator previdenciário, mas, segundo o deputado Paulo Pereira da Silva, do PDT de São Paulo, estão abertas ao diálogo com a nova presidente, Dilma Rousseff. A Força Sindical, segundo o deputado, concorda com a fórmula sugerida por Pepe Vargas. Mas pede que a soma de idade e tempo de contribuição seja de 90 anos para homens e de 80 para mulheres.
"Estamos sugerindo que baixe para 90. Ou seja, se um trabalhador começou aos 16 anos, com 35 anos de trabalho, vai a 51 anos. 51 anos com os 35 de trabalho dá 86. Para 90, faltariam quatro, portanto, ele teria que trabalhar mais dois anos para ter seu salário, a sua aposentadoria integral de acordo com o teto da previdência".
Em dezembro, um juiz da 1ª Vara Federal Previdenciária de São Paulo determinou que se recalcule, sem a incidência do fator previdenciário, o benefício do segurado que entrou na Justiça contra a Previdência. Para o juiz, o fator é inconstitucional.(RC)

INSS encerra nesta sexta calendário de pagamentos

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deposita os benefícios dos segurados que ganham acima do salário mínimo e têm cartão com final 5 ou 0 - desconsiderando-se o dígito - nesta sexta-feira (7), encerrando o calendário de dezembro. Nesta mesma data, recebem também os segurados que ganham até um salário mínimo e têm cartão com final 0, também desconsiderando-se o dígito. A folha de janeiro começa a ser creditada no dia 23 de dezembro. A folha de dezembro pagou 28.141.263 benefícios com investimento de R$ 19.336.202.951,92. Deste montante, R$ 15.469.061.479, 29 foram pagos a 19.763.690 benefícios urbanos e R$ 3.867.141.472,63 a 8.377.573 benefícios rurais.
O extrato mensal de pagamentos está disponível para consultas nos terminais de autoatendimento das instituições credenciadas pela Previdência. Além disso, o serviço também está disponível para consultas na página do Ministério da Previdência Social (www.previdencia.gov.br), na internet, acessando o link "Extrato de Pagamento de Benefício", que fica na seção “Agência Eletrônica: Segurado”.

Tomate sobe 27,71%. Mamão papaia e banana também puxam a inflação. Governo inerte

Quem vai ao mercado com frequência continua a sentir no bolso a alta dos alimentos. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na última semana de dezembro, os custos dos produtos do campo subiram novamente nas principais regiões do País. Maiores altas foram nos mais perecíveis, como tomate (27,71%), mamão papaia (20,04%) e banana prata (19,63%).
Para o economista André Braz, da FGV, há vários motivos para os aumentos. “O segundo semestre do ano passado foi bem conturbado. As chuvas de granizo na serra prejudicaram o tomate, e a crise do trigo na Rússia, por exemplo, encareceu o pãozinho no Brasil”, explica.
Segundo o especialista, para fugir da alta, é preciso ficar atento aos produtos da estação e substituir o que se torna muito caro. “O que está na época (safra) vai ser mais barato. Hortaliça é fácil de substituir”, orienta Braz.


Mas, opina o especialista, as altas não deverão durar muito tempo: “A seca no sul está ficando mais leve, e as chuvas que estragam as hortaliças estão menos frequentes”. Mesmo assim, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) projeta que os alimentos devem ser os vilões da inflação neste ano, como ocorreu em 2010.

Mínimo: PMDB fecha questão e se instala primeira crise do governo Dilma

O presidente do PMDB,senador Valdir Raupp (RO), elevou o tom e disse que dificilmente o salário mínimo ficará nos R$ 540, em resposta ao que define como grito da sociedade. Em nota oficial, o partido informou que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) vai apresentar emenda na Câmara para elevar o salário mínimo para R$ 560. Fazendo linha mais dura, o parlamentar também ingressará com uma emenda constitucional (PEC) que altera as regras do direito ao veto do presidente da República, para evitar que ação dos parlamentares seja derrubada pelo governo.
Apesar do barraco,esta quarta-feira foi dia de jogar panos quentes na queda de braço entre o PT e o PMDB. Nota divulgada pelo deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB) — líder do partido do vice-presidente Michel Temer na Câmara — tentou separar a negociação do salário mínimo da pressão por cargos no segundo escalão do governo federal e evitar que a defesa de piso superior aos R$ 540 seja vista como chantagem sobre a presidenta Dilma Rousseff.
O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, disse que será um intermediador entre os segurados e a equipe econômica, para garantir um índice superior aos 5,88%. “Misturar esse tema com a definição de cargos é uma absurda e imperdoável irresponsabilidade”, contemporizou Eduardo Alves. Temer também adotou tom diplomático

, dizendo que o assunto salário mínimo não faz parte de tema do partido, mas voltou a dizer que discutirá com a equipe econômica valor acima dos R$ 540.
Tropa de choque - Menos maleável que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta Dilma Rousseff convocou uma tropa de choque para diluir a pressão do PMDB sobre cargos do segundo escalão. Os ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Paulo Bernardo (Comunicações) e Alexandre Padilha (Saúde) ficaram encarregados de tratar do assunto, que ganhou força com demissões nos Correios e estatais do setor elétrico — áreas dominadas pelo PMDB.

Sindicalistas: Mantega é um Robin Hood às avessas

Para o Dia Nacional do Aposentado, 24 de janeiro, aposentados e pensionistas anunciaram que vão apelar a uma programação religiosa e pedir reajuste maior também para a base da folha de pagamento do INSS. Pelo menos 15 mil são esperados na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, em missa no dia 30 de janeiro, marcada para começar às 8h.
A

Força Sindical classificou o ministro Guido Mantega como um “Robin Hood às avessas”, que não estaria defendendo os menos favorecidos. “O ministro se esquece que salário mínimo digno é uma forma de distribuir renda, com forte impacto no fomento da economia”, atacou a Força Sindical em nota oficial, cobrando posição do governo na erradicação da miséria.

Aumenta pressão da sociedade por um salário mínimo maior e justo


A proposta de reajuste de 10% para beneficiários do INSS com vencimentos acima do salário mínimo dará por mês até R$ 124 a mais para aposentados e pensionistas. Esse será um dos ingredientes da mobilização dos segurados pela aprovação da emenda com os 10% a ser apresentada à Câmara no dia 2 de fevereiro. Com ela, o teto previdenciário saltará dos R$ 3.467,40 atuais para R$ 3.814,14 (veja tabela abaixo). O governo já acenou com 6,47%, que resultariam no teto de R$ 3.689,66. O ganho está na proposta defendida pelas centrais, formulada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).
De acordo com o último Boletim Estatístico da Previdência Social, divulgado em novembro, há aproximadamente 290 mil segurados que ganham o teto no País. Isso representa gasto adicional ao INSS de R$ 36 milhões por mês — ou R$ 470 milhões por ano. A estratégia das representações de aposentados e pensionistas para melhorar o índice de correção, agora reforçada pelas centrais sindicais, é a mesma do ano passado: bastante pressão para que o governo não tenha como vetar índice aprovado no Congresso.
Para o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas, Warley Gonçalles, as contas da Previdência permitem o reajuste acima do proposto. “A Cobap não aceita as afirmações de que há déficit no INSS”, refuta.
Segundo ele, o calendário de manifestações de janeiro em defesa do reajuste crescerá até as comemorações do Dia do Aposentado (24 de janeiro), que vão levar representantes a Aparecida do Norte. “Nós não vamos aguardar de braços cruzados”, promete. “Como no ano passado e nos anteriores, vamos às ruas e ao Congresso para pressionar as autoridades”, acrescenta.
João Batista Inocentini, presidente do Sindicato dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical, acredita que o governo vai abrir negociação. “Paulinho, o autor da proposta que elevou o reajuste do ano passado, será chamado para discutir”, aposta.LUCIENE BRAGA

Não sei...


Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe, braço que envolve,
palavra que conforta, silêncio que respeita,
alegria que contagia, lágrima que corre,
olhar que sacia, amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela não seja
nem curta, nem longa demais,
mas que seja intensa, verdadeira e pura...
enquanto durar.

Cora Coralina

Para cuidar bem da saúde em 2011

1 -Limitar ao mínimo: o uso de: açúcar, sal, óleo, margarina e outros condimentos em geral; e as frituras em geral.
2- Evitar pausas alimentares acima de 3 horas;
3- Preferir:
a) as carnes brancas - retirar a pele do peixe e do frango; e
b) grelhados, cozidos ou assados;
4- Usar moderadamente os molhos cremosos à base de: creme de leite, maionese e leite de côco;
6- Fazer de 5 - 6 refeições ao dia ;

7- Aumentar o uso de vegetais na alimentação ( Legumes, Frutas, Verduras );
8- Ingerir no mínimo, 8 copos de água ao dia, nos intervalos das principais refeições;
9- Mantenha seu IMC ( Ïndice de Massa Corpórea ) na faixa considerada Normal - de 20-25;
10- Exercer atividade física regular (3 a 5 vezes por semana);
11- Procurar desenvolver regularmente uma atividade antiestresse prazerosa tal como: hobby, zelo da aparência pessoal, intensificação de contatos sociais, passeios, cinema, teatro, praia, viagem, música etc.

Fonte: Dra. Cristina Praciano