8 de janeiro de 2011

Chapéus estão bombando nas praias


Desprezados durante muitos anos por serem considerados antiquados, os chapéus hoje são mais do que acessórios para bloquear o sol. Eles se tornaram peças do mundo fashion. As cantoras Beyoncé, Rihanna, Fergie e a rainha do pop Madonna, por exemplo, não dispensam o acessório em suas aparições públicas nos momentos de lazer. Destaque das passarelas internacionais, o chapéu também está invandiindo as ruas brasileiras neste verão nas mais variadas cores, estampas e modelos. “É um acessório que agrega estilo e valoriza o visual”, comenta a personal stylist Cris Vieira.

Uma das grandes vedetes da estação é o modelo Panamá, feito de palha trançada, com abas médias e copa amassada no meio. “Ele ainda pode ganhar lenços coloridos, broches, e vários outros enfeites, inclusive colares. Esses detalhes deixam a produção com a cara do verão”, afirma Fernanda Torres, proprietária da loja Delikada Acessórios. Segundo ela, o modelo é ideal para ser usado com biquínis, saídas de praia ou shorts, para uma caminhada à beira-mar, ou ainda com calças skinnys, aquelas bem justas, e até com produções mais sofisticadas, como vestidos.

Para um visual mais urbano ou noturno, o modelo fedora, feito de feltro ou lã e com abas mais curtas, é uma opção para quem gosta de ousar. “Vale investir em produções mais básicas para combinar: jeans, camisas, botas, coletes e camisetas que podem resultar num look bem descolado”, afirma Fernanda. Como os chapéus chamam bastante atenção, é preciso tomar cuidado com outros acessórios. “Brincos e colares devem ser delicados para não sobrecarregar a área do rosto”, diz.

Jeff Majors nos brinda...

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http://www.youtube.com/watch?v=6TJozoXCTAw&feature=related

O tolo...

Conta-se que, há muito tempo, numa pequena cidade do interior, um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande, de quatrocentos réis, e outra menor, de dois mil réis.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
- Eu sei - respondeu o não tão tolo assim - ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.
Há várias conclusões para essa pequena narrativa. A primeira: quem parece idiota, nem sempre é. Dito em forma de pergunta: quais eram os verdadeiros tolos da história?
Outra conclusão: se você for extremamente ganancioso, acabará por estragar sua fonte de renda. Mas a conclusão mais interessante é a percepção de que podemos estar bem mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos!

Casamento gay na pauta

Transcrevemos como Lauro Jardim publicou na edição de Veja que está nas bancas.
"Carlos Ayres Britto está trabalhando nas férias para concluir o seu voto sobre uma dessas questões que mexem bastante com a opinião pública: o reconhecimento jurídico da união homossexual. Ayres Britto, relator da ação movida pelo governador Sérgio Cabral, entrega em fevereiro suas considerações, de cerca de trinta páginas, ao presidente do STF, Cezar Peluso.
A partir daí, já se pode marcar a data da votação. Embora Ayres Britto não revele seu voto, há uma quase unanimidade entre seus pares: será favorável à união homossexual".

Hipermercados fazem guerra de preço de comida

A disparada dos preços dos alimentos virou mote de vendas para as grandes redes de supermercados neste início de ano. O estopim ocorreu na quarta-feira, quando o Walmart, terceira maior rede varejista do País do setor de supermercados, anunciou uma nova política comercial, com a redução de até 20% nas cotações de 2 mil itens, a maioria alimentos, por período indeterminado. No dia seguinte, a rede Extra, do Grupo Pão de Açúcar, líder do setor, anunciou num encarte de jornal cerca de 20 produtos, entre alimentos e itens de limpeza, com preços em promoção. Já a reação do Carrefour foi mais discreta. A rede se limitou a espalhar cartazes pelas lojas, reforçando que a empresa cobre qualquer oferta anunciada por concorente “A inflação dos alimentos virou hoje uma oportunidade de venda para as grandes redes”, afirmou o presidente do conselho do Programa de Administração de Varejo (Provar), Claudio Felisoni de Angelo. Ele compara a estratégia das empresas varejistas de reduzir preços promocionalmente à tática do “leve três e pague dois” ou de fixar preços terminados em 0,99 centavos para que o consumidor tenha a impressão de que está gastando menos.
A alta dos alimentos foi o grande fator de pressão da inflação no ano passado e fez com que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechasse 2010 em quase 6%, 1 ponto e meio acima do centro da meta (4,5%).
Martinho Paiva Moreira, diretor de Economia da Associação Paulista de Supermercados (Apas), explicou que os supermercados estão repassando para o consumidor neste início de ano a desaceleração nos preços de várias commodities no mercado internacional.

Já para o sócio da RC Consultores, Fabio Silveira, “trata-se de um ajuste sazonal e transitório nos preços dos alimentos”. Na opinião do economista, a comida deve continuar pressionando o custo de vida do brasileiro nos próximos três meses. Ele fez esse prognóstico levando em conta que as cotações de commodities agrícolas importantes, como açúcar, soja, café, milho e trigo, estão subindo no mercado internacional e devem ter impactos nos preços domésticos em breve. Nos Estados do Sul, a "guerra" ainda não é sentida As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Salário mínimo do Brasil é um dos piores do continente

Apesar dos sucessivos aumentos acima da inflação até o ano passado, o poder de compra do salário mínimo no Brasil ainda é um dos piores da América Latina, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Os dados se referem a 2009 e consideram 24 países latino-americanos. Segundo a organização, o mínimo no Brasil é o 16º na lista (com poder de compra equivalente a US$ 286, o que corresponderia ontem a R$ 483).
O valor é inferior, por exemplo, ao dos mínimos de Honduras, Paraguai e El Salvador.
A paridade do poder de compra (ou PPC) é um medidor do custo de vida de um país que busca relativizar as diferenças de ganhos.
Por exemplo, o salário mínimo no Brasil hoje é superior ao peruano (R$ 360), mas, no país vizinho, os bens e serviços são geralmente mais baratos, o que torna o seu poder superior ao brasileiro (US$ 334 a US$ 286).
No ranking anterior divulgado pela OIT, com números de 2007, o Brasil ocupava o 11º lugar entre 14 países latino-americanos.
Hélio Zylberstajn, presidente do Instituto Brasileiro de Relações de Emprego e Trabalho, diz que a valorização do real afeta o indicador.
"O salário mínimo, quando convertido em dólares, aparentemente compra muito mais. Mas esse é um indicador enganoso neste momento porque nossa moeda está sobrevalorizada", diz.
Zylberstajn destaca que, se o Congresso mantiver o salário mínimo em R$ 540, o ciclo recente de aumento do poder de compra do rendimento-base será interrompido.
Neste ano, a variação no salário mínimo foi de 5,9% -de R$ 510 para R$ 540. A taxa é menor que o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) no ano, de 6,46%. O INPC é o indicador usado para calcular os reajustes do rendimento.
EFETIVIDADE
O professor da PUC-RJ José Márcio Camargo diz que a comparação do salário mínimo brasileiro com o de outros países da região também deve considerar a efetividade da base de remuneração.
"O salário mínimo no Paraguai pode ser muito alto, mas não vale nada", afirma.
Segundo ele, em muitos países onde o poder de compra do mínimo supera o do Brasil no ranking da OIT, grande parte da população ganha o equivalente ao valor ou até menos que a base.
DESIGUALDADE
De 2006 a 2009, enquanto o salário médio brasileiro em dólares cresceu 14,5%, descontada a inflação, o mínimo avançou 29,5% -a quinta maior alta na região.
Claudio Salm, economista da UFRJ, destaca que esses números diferem dos registrados na época do milagre econômico brasileiro, na década de 1970.
Na época, os salários médios -determinados pelo mercado- cresciam mais que o salário mínimo, reflexo de política pública.
Mas Salm argumenta que o fato de o Brasil ainda estar atrás de outros países do continente em termos de salário mínimo mostra que o valor do rendimento pago no país ainda é relativamente baixo. (Álvaro Fagundes/Verena Fornetti-FSP)

Centrais sindicais retomam pressão por mínimo de R$ 580

Na próxima segunda-feira, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical retomam as atividades após o recesso de Natal  e Ano Novo e vão iniciar pressão sobre o governo para que o novo salário mínimo seja de R$ 580. Por enquanto, o valor é de R$ 540, conforme previsto no Orçamento de 2011 e estabelecido na Medida Provisória nº 516, baixada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no penúltimo dia de mandato (30/12).
O governo federal pondera que valores acima de R$ 540 têm forte efeito sobre as contas públicas. O cálculo é que cada R$ 1 no salário mínimo tem impacto de R$ 249,3 milhões ao ano. O salário mínimo é a referência de quase 70% das aposentadorias e pensões pagas pela Previdência Social, além dos gastos de assistência social, como a renda mensal vitalícia e os benefícios de prestação continuada.
“A argumentação do governo considera essas despesas sempre como gasto, mas para nós é investimento. Há retorno disso no pagamento de impostos”, ressalta o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna. “O impacto do aumento acaba se dissolvendo ao longo do ano”, afirma Quintino Severo, secretário-geral da CUT.
Conforme nota técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 47 milhões de brasileiros têm rendimento referenciado no salário mínimo. Só o aumento de R$ 30 em relação ao valor do ano passado (de R$ 510 para R$ 540) pode gerar R$ 18 bilhões de incremento de renda na economia e R$ 8,8 bilhões a mais na arrecadação tributária sobre o consumo. Nas contas do Dieese, o valor de R$ 540 garante a compra de 2,04 cestas básicas (0,2 abaixo do ano passado).
As centrais, segundo informaram à Agência Brasil, preferem negociar o novo mínimo dentro do governo e podem aceitar um valor intermediário. “Quem negocia sabe dos limites”, disse Quintino Severo (CUT). O representante da central avalia que a negociação no Poder Executivo é mais eficaz do que no Congresso. “Não vai ficar no jogo de empurra-empurra”.
Alysson de Sá Alves, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), pondera que para negociar com o Congresso, as centrais teriam que esperar até 2 de fevereiro, quando começa a nova legislatura, o que seria arriscado porque o mínimo de R$ 540 já está em vigor. Para ele, alguns parlamentares têm sinalizado com valores maiores de R$ 540 para pressionar o governo por cargos (PMDB) e para marcar posição (PSDB). “Isso é discurso para a plateia. O assunto tem apelo social e gera repercussão na mídia”, avaliou.
De acordo com o Diap, o futuro Congresso dará uma maioria mais estável ao novo governo do que tinha o governo Lula, mas isso não se traduz em adesão à agenda dos trabalhadores. Segundo o departamento, um terço dos senadores (27) e 273 deputados, do total de 513, é formado por empresários. Segundo Alysson de Sá Alves, com essa composição será difícil tramitar outras matérias de interesse dos trabalhadores, como a diminuição da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, propostas pela CUT e Força Sindical.(JB)

Paraná se prepara para definir o novo mínimo regional

Luiz Cláudio Romanelli – secretário estadual do Trabalho, Emprego e Promoção Social – afirmou  que o governo deve continuar com a política do salário mínimo regional.
Segundo o secretário, o piso regional será discutido no Estado já nos próximos meses. Até maio, o mês que é a data-base do mínimo regional, haverá debates com as centrais sindicais, o setor patronal, o Governo Estadual e unidades técnicas como Ipardes e Dieese. Romanelli explicou que a inflação e o PIB são índices que fazem parte da definição do valor do salário mínimo.
O mínimo regional do Paraná é o maior salário regional do País. Foi instituído no ano de 2006 e hoje seus valores oscilam entre R$ 663,00 e R$ 765,00 para quatro categorias de empregados que não têm acordo coletivo de trabalho. Trabalhadores do campo, do comércio, da produção de bem, da indústria e domésticas são atendidos por este salário.
O secretário estadual do Trabalho, Emprego e Promoção Social discutiu o assunto em reunião com integrantes da Coordenação Federativa dos Trabalhadores (CFT-PR), que representa cerca de 500 mil trabalhadores.(Fábio Campana)