12 de fevereiro de 2011
INSS exclui 10,3 mil benefícios da folha de pagamento de janeiro
Mais de 10,3 mil benefícios da Previdência Social foram excluídos da folha de pagamentos de janeiro. São pessoas que há mais de 60 dias não apareceram nas agências bancárias para sacar o dinheiro depositado. A medida tem o objetivo de evitar fraudes e pagamentos indevidos, como os feitos a segurados já falecidos.
O desbloqueio do cartão para saque é feito pelo próprio segurado nas agências da Previdência Social, que deve apresentar um documento de identificação com foto, como a carteira de identidade ou de motorista. Os bancos fazem o bloqueio dos depósitos que não são sacados no prazo de dois meses e devolvem os valores ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A Previdência divulgou um alerta sobre as normas de segurança que devem ser seguidas pelos beneficiários ao usarem o cartão. Um dos cuidados é que a senha não seja fornecida a outras pessoas. Assim como nos cartões bancários, a senha também não deve conter sequências fáceis de serem descobertas, como datas de nascimento, de telefone ou números relacionados ao portador.
Outro cuidado é que, em caso de dificuldade para retirar dinheiro, o usuário procure um funcionário do banco e nunca peça ajuda a estranhos que estejam no local.
VIcentinho: Eu brigava muito quando era sindicalista, mas acordo é acordo
O deputado federal Vicentinho (PT) vai
negociar com centrais o salário mínimo
Escolhido relator da proposta que estabelece novo valor para o salário mínimo, o deputado Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), disse que não sentirá constrangimento se tiver que propor um reajuste menor do que o defendido pelas centrais. Ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicentinho deverá chancelar a proposta do Planalto do o mínimo de R$ 545. Antes de apresentar o relatório, ele quer conversar, justamente, com os representantes das centrais sindicais, que defendem um aumento de, pelo menos, R$ 560. Recebi muito apoio deles", afirma.
O sr. tem uma trajetória política ligada ao sindicalismo. As centrais resistem à proposta do governo para o mínimo. O sr. se sente constrangido?
Recebi a tarefa de relatar o projeto do mínimo, mas não sinto qualquer dificuldade em assumir essa relatoria e debater o assunto com as centrais. Pelo contrário. Vou procurar as centrais para debater o assunto. Já conversei com o Artur Henrique, presidente da CUT, e vou conversar com as outras centrais.
O sr. vai bancar R$ 545?
Ainda vou estudar a proposta, mas a tendência é essa. O governo quer R$ 545 e diz que não tem margem para negociar.
Como o sr. vai lidar com a pressão das centrais sindicais?
Existe um acordo entre as centrais e o governo e R$ 545 representa o valor combinado. Eu brigava muito quando era sindicalista. Mas quando fechava acordo, sempre defendia que fosse mantido. Acordo é acordo.
As centrais avaliam que poderia haver um aumento maior através de uma antecipação do que seria dado no ano que vem. Isso é possível?
Eu vejo a discussão da antecipação com simpatia. Acho que poderia ser bom. Mas ainda estou estudando a proposta.
O governo quer votar o projeto na próxima quarta-feira. É tempo suficiente para o senhor preparar seu relatório?
Entregarei meu relatório a tempo. Este relator não será problema para a votação.(Marcelo de Moraes, de O Estado de S.P)
negociar com centrais o salário mínimo
Escolhido relator da proposta que estabelece novo valor para o salário mínimo, o deputado Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), disse que não sentirá constrangimento se tiver que propor um reajuste menor do que o defendido pelas centrais. Ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicentinho deverá chancelar a proposta do Planalto do o mínimo de R$ 545. Antes de apresentar o relatório, ele quer conversar, justamente, com os representantes das centrais sindicais, que defendem um aumento de, pelo menos, R$ 560. Recebi muito apoio deles", afirma.
O sr. tem uma trajetória política ligada ao sindicalismo. As centrais resistem à proposta do governo para o mínimo. O sr. se sente constrangido?
Recebi a tarefa de relatar o projeto do mínimo, mas não sinto qualquer dificuldade em assumir essa relatoria e debater o assunto com as centrais. Pelo contrário. Vou procurar as centrais para debater o assunto. Já conversei com o Artur Henrique, presidente da CUT, e vou conversar com as outras centrais.
O sr. vai bancar R$ 545?
Ainda vou estudar a proposta, mas a tendência é essa. O governo quer R$ 545 e diz que não tem margem para negociar.
Como o sr. vai lidar com a pressão das centrais sindicais?
Existe um acordo entre as centrais e o governo e R$ 545 representa o valor combinado. Eu brigava muito quando era sindicalista. Mas quando fechava acordo, sempre defendia que fosse mantido. Acordo é acordo.
As centrais avaliam que poderia haver um aumento maior através de uma antecipação do que seria dado no ano que vem. Isso é possível?
Eu vejo a discussão da antecipação com simpatia. Acho que poderia ser bom. Mas ainda estou estudando a proposta.
O governo quer votar o projeto na próxima quarta-feira. É tempo suficiente para o senhor preparar seu relatório?
Entregarei meu relatório a tempo. Este relator não será problema para a votação.(Marcelo de Moraes, de O Estado de S.P)
Mínimo de R$ 560 ganha apoio no PT
Senador Paulo Paim (PT-RS) é o primeiro parlamentar petista
a defender um valor acima dos R$ 545 propostos pelo Executivo
O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu abertamente a elevação do salário mínimo para R$ 560,00 neste ano. Ele é o primeiro parlamentar petista a defender um valor acima dos R$ 545,00 propostos pelo Executivo. Paim garante, porém, que não está sozinho. "Tenho conversado com as centrais sindicais e com deputados, inclusive alguns do PT, e há muita gente pedindo um entendimento em torno dos R$ 560,00", disse Paim.
O assédio a setores do PT ligados ao movimento sindical faz parte da estratégia das centrais sindicais para a votação prevista para acontecer na Câmara já na próxima semana. Coube principalmente à Central Única dos Trabalhadores (CUT) procurar deputados do partido da presidente Dilma Rousseff. O trabalho é para evitar que o PT feche questão pelo mínimo de R$ 545,00. Sem fechamento de questão, os sindicalistas acreditam que dá para conseguir muitos votos na bancada petista.
Paim nega que o seu caminho seja de abrir uma dissidência. Ele pede a reabertura da mesa de negociações e que o valor de R$ 560,00 seja aceito pelo governo. "Qual o problema de antecipar um pouco o aumento do ano que vem? Se a previdência está tão mal o governo não discutiria a redução da contribuição sobre a folha. As centrais souberam recuar dos R$ 580,00 para os R$ 560,00. Manter uma posição inflexível não fará bem a ninguém".
O PT não é o único foco de ataque das centrais. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) está tentando conquistar votos nas bancadas do PC do B e do PSB. A Força Sindical tem ao seu lado o PDT e conta com o fato de Paulo Pereira da Silva, seu presidente, ser deputado federal para conseguir votos em outras bancadas. A indicação de Vicentinho (PT-SP) para relatar a matéria não assustou os sindicalistas envolvidos no trabalho direto com os parlamentares. Para eles, o ex-presidente da CUT cometeu um erro político ao aceitar a função e ficar contra a categoria.
a defender um valor acima dos R$ 545 propostos pelo Executivo
O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu abertamente a elevação do salário mínimo para R$ 560,00 neste ano. Ele é o primeiro parlamentar petista a defender um valor acima dos R$ 545,00 propostos pelo Executivo. Paim garante, porém, que não está sozinho. "Tenho conversado com as centrais sindicais e com deputados, inclusive alguns do PT, e há muita gente pedindo um entendimento em torno dos R$ 560,00", disse Paim.
O assédio a setores do PT ligados ao movimento sindical faz parte da estratégia das centrais sindicais para a votação prevista para acontecer na Câmara já na próxima semana. Coube principalmente à Central Única dos Trabalhadores (CUT) procurar deputados do partido da presidente Dilma Rousseff. O trabalho é para evitar que o PT feche questão pelo mínimo de R$ 545,00. Sem fechamento de questão, os sindicalistas acreditam que dá para conseguir muitos votos na bancada petista.
Paim nega que o seu caminho seja de abrir uma dissidência. Ele pede a reabertura da mesa de negociações e que o valor de R$ 560,00 seja aceito pelo governo. "Qual o problema de antecipar um pouco o aumento do ano que vem? Se a previdência está tão mal o governo não discutiria a redução da contribuição sobre a folha. As centrais souberam recuar dos R$ 580,00 para os R$ 560,00. Manter uma posição inflexível não fará bem a ninguém".
O PT não é o único foco de ataque das centrais. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) está tentando conquistar votos nas bancadas do PC do B e do PSB. A Força Sindical tem ao seu lado o PDT e conta com o fato de Paulo Pereira da Silva, seu presidente, ser deputado federal para conseguir votos em outras bancadas. A indicação de Vicentinho (PT-SP) para relatar a matéria não assustou os sindicalistas envolvidos no trabalho direto com os parlamentares. Para eles, o ex-presidente da CUT cometeu um erro político ao aceitar a função e ficar contra a categoria.
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