19 de fevereiro de 2011

Tomar sol na gravidez ajuda a prevenir doenças respiratórias no bebê


Pode ser na praia, na piscina, no quintal ou na varanda de casa. Sentar no fim da tarde e tomar aquele solzinho é uma delícia, não é? Se você está grávida, aproveite porque ele faz muito bem para o seu bebê.
Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, publicado na revista Pediatrics, mostrou que um alto nível de vitamina D em bebês pode prevenir infecções respiratórias durante a infância. Apesar de ser encontrada em vários alimentos (como fígado, ovos, carne, manteiga, peixes - inclusive os enlatados - e óleo de fígado de peixe), a vitamina D necessita do Sol para ser absorvida pelo organismo. Por isso, muitas crianças nascem deficientes desse nutriente.
Para chegar a esse resultado, os cientistas analisaram a concentração da vitamina no cordão umbilical de 922 recém-nascidos e acompanharam a quantidade da mesma até as crianças completarem 5 anos. Aquelas com baixos níveis de vitamina D apresentaram duas vezes mais chances de desenvolver infecções respiratórias comparadas àquelas com maior concentração do nutriente no sangue. Os pesquisadores também notaram que a maioria dos bebês que nasceu durante o inverno tinha baixos níveis de vitamina.
“Considerando que as infecções respiratórias são a causa mais comum de asma, suplementos de vitamina D ajudam na prevenção, particularmente durante o outono e o inverno, quando os níveis de vitamina D caem e aumentam os casos da doença”, explica o especialista Carlos Camargo, que conduziu o estudo.
Estudos anteriores feitos pela equipe de Camargo mostraram que filhos de mulheres que tomaram suplementos de vitamina D durante a gravidez eram menos propensos a desenvolver chiado no peito (o que os médicos chamam de sibilância) durante a infância.
A Sociedade Brasileira de Pediatra recomenda o uso de suplementos de vitamina D a partir do 15º dia de vida. Após o primeiro mês, você pode levar o bebê para passeios curtos ao Sol, de preferência até às 10 e após às 16h, para estimular a absorção da vitamina.

Vinhos do semiárido possuem maior quantidade de substância anticancerígena


Os vinhos elaborados no submédio do Vale do São Francisco, região localizada entre a Bahia e Pernambuco, com as variedades Syrah, Tempranillo e Petit Verdot possuem, respectivamente, quantidades de trans-reverastrol 6, 3 e 2 vezes mais que o mesmo produto de origem francesa, espanhola ou argentina. Pesquisas na área de medicina revelam que essa substância tem ação anticancerígena e preventiva de doenças cardiocirculatórias, segundo informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Nas parreiras, o trans-reverastrol tem a função de proteger as plantas de determinados tipos de estresses físico e ambiental. Nas áreas de cultivo do semiárido brasileiro, a prática de interromper a irrigação em um ambiente de alta temperatura, quando os frutos estão próximos ao ponto de colheita, faz com que as plantas acelerem seus mecanismos de defesa e produzam mais compostos de interesse biológico como trans-resveratrol, quercetina e rutina. Os resultados fazem parte dos estudos obtidos pela professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Luciana Lima, em sua tese de doutorado.
Tipicidade - De acordo com o enólogo da Embrapa, Giuliano Elias Pereira, o clima quente e seco da região pode explicar a diferença na concentração desses elementos químicos entre os vinhos do semiárido e aqueles processados nas zonas de temperatura mais amena da Europa, dos Estados Unidos, da Argentina e mesmo do Rio Grande do Sul.

Para ele, nos percentuais em que são encontrados leva-se a crer que o consumo de vinhos tropicais do Brasil poderá ser mais benéfico à saúde do que outros tipos de vinhos elaborados nas zonas tradicionais de produção, de clima temperado. “Um produto com potente ação antioxidante, capaz de transformar o mal (LDL) no bom (HDL) colesterol, tem um apelo comercial capaz de dar grande evidência aos vinhos do vale do São Francisco”, afirma Pereira.

A região já é marcada por uma situação que é única dentre todas as áreas vinícolas ao redor do planeta: é a única onde a combinação de ambiente e desenvolvimento tecnológico tornou possível a produção de uvas e a elaboração de vinhos em qualquer época do ano, com características distintas de qualidade e tipicidade.

Que vergonha: 56 anos separam mínimo de R$ 545,00 do salário de parlamentar

Quem ganha piso de R$ 545 por mês terá de trabalhar mais de meio século para alcançar o salário anual de um deputado ou senador. Por mês, cada congressista recebe o equivalente a quatro anos de salário mínimo


O trabalhador que ganha um salário mínimo por mês terá de trabalhar mais de meio século de vida, sem gastar um centavo, para amealhar o que recebem em apenas um ano os deputados que aprovaram o mínimo de R$ 545. Mais precisamente 56 anos, o mesmo tempo de vida pública que tem o mais antigo dos congressistas, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Ao longo do ano, os parlamentares recebem 15 salários de R$ 26,7 mil, ou seja, um montante de R$ 400,5 mil. A conta dos assalariados de baixa renda é bem mais modesta. Caso a proposta do governo seja confirmada pelo Senado, serão 13 salários de R$ 545: apenas R$ 7.085 anuais. Em tese, uma diferença que só poderia ser alcançada em 2067. Além do salário, os congressistas têm direito ainda a uma série de benefícios, como passagens aéreas, auxílio-moradia ou apartamento funcional e ressarcimento por despesas relacionadas ao mandato.
Quando se compara o mínimo proposto aos vencimentos mensais dos parlamentares, a distância é literalmente olímpica. Quatro anos, o intervalo de uma edição dos Jogos Olímpicos para outra, ou de uma Copa do Mundo, esse é o tempo necessário para que alguém que ganhe o piso de R$ 545 acumule os R$ 26,7 mil recebidos mensalmente por deputados, senadores, pela presidenta Dilma Rousseff, pelo vice Michel Temer e por seus 37 ministros. Detalhe: nesse período, o assalariado não poderia gastar um centavo.(Ivan Santos - Congresso em Foco)

Dilma repete Lula e discrimina aposentados, afirma Rubens Bueno


‘Dilma nega aos aposentados e pensionistas o direito de ter o mesmo reajuste que é concedido ao trabalhadores que ganham o salário mínimo”. A declaração é do líder da bancada do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PPS/PR), que criticou a rejeição pelos parlamentares governistas da emenda de sua autoria que estendia aos beneficiários da Previdência Social que ganham acima do piso nacional a mesma política de recuperação salarial do mínimo, aprovada pela Câmara na última quarta-feira.
“Dilma repete Lula. Eles não reconhecem os direitos dos aposentados e pensionistas brasileiros”, criticou. A emenda que beneficiava os aposentados não foi acatada pelo relator do projeto do governo, deputado Vicentinho (PT), ex-presidente da CUT.
O PPS deverá reapresentar a proposta dos aposentados quando da tramitação do projeto do salário-mínimo no Senado Federal. O partido está conversando com o senador Itamar Franco (PPS-MG) sobre a questão. “Nós vamos resgatar os direitos dos aposentados, que foram rejeitados pelo PT. Esperamos que o Senado se sensibilize com a proposta”, conclamou Rubens Bueno.(Claudio Osti, Paçoca com Cebola)