28 de fevereiro de 2011

Novidade bendita: leite semidesnatado pode reduzir risco de ataque cardíaco

Uma pesquisa recente aponta que consumir três copos de leite semidesnatado diariamente pode reduzir o risco de ataque cardíaco em até 18%. Mais de 5 mil estudos foram analisados para chegar a essa conclusão. O trabalho foi feito pela professora Sabita Soedamah-Muthu, do Departamento de Nutrição Humana da Universidade de Wageningen, na Holanda, em parceria com pesquisadores de Harvard (Estados Unidos).
“Sabemos que o cálcio colabora no trabalho de contração e relaxamento dos músculos do coração e seu consumo é importante para manter o bom funcionamento cardíaco e também para a coagulação do sangue. O leite integral, porém, tem muita gordura saturada, que acumula nas artérias e, a longo prazo, provoca entupimentos. O ideal é tomar leite semidesnatado ou desnatado”, diz o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo.
Inúmeros estudos relacionados ao consumo diário de leite vem sendo publicados, como a função do leite para quem pratica exercícios físicos. “O leite é rico em sódio e potássio, responsáveis pelo balanço hídrico no organismo. Além disso, possui aminoácidos usados para a construção e recuperação muscular”, defende a nutricionista Andrea Ferreira, doutoranda do tema na Universidade de São Paulo (USP).
A bebida é o maior fornecedor de cálcio que existe na natureza, além de ser rico em proteínas, vitaminas A, B12 e D, e tem sido relacionado à perda de peso também.
“As proteínas e o cálcio encontrados no leite ajudam na metabolização de calorias e gorduras e colaboram no processo de emagrecimento. Incluí-lo na dieta é sempre bom”, diz Andrea.
O consumo de leite e seus derivados, como queijos e manteiga, é indicado para evitar osteoporose, doença caracterizada pela diminuição de massa óssea. Eles também são ricos em triptofano, aminoácido que relaxa os músculos. Então, a velha dica da vovó de tomar um copo de leite para dormir melhor é válida.(KM/FU)

Alguns segredos para manter o bronzeado do verão

Depois de muito suor, tempo e dedicação para deixar a pele com aquele bronzeado típico de verão, é difícil aceitar que o efeito dourado do sol vá embora junto com o fim da estação.
O primeiro passo é abusar da hidratação e deixar guardados no armário cremes com ácidos ou produtos que possam descamar a pele. “Os hidratantes mais modernos, além de princípios ativos tradicionais como a ureia, usam tecnologias de micro e nano esferas, que levam mais água para o interior das células, e conseguem manter por mais tempo a pele com a tonalidade adquirida”, afirma o dermatologista Valcinir Bedin, professor da Fundação Pele Saudável.
Para ser mantido, qualquer bronzeado precisa de uma nova exposição solar antes de 21 dias. Além da aplicação de bloqueador solar 30 minutos antes da exposição, o banho de sol deve ser tomado de forma progressiva, até as 10 horas da manhã ou após as 16 horas.
“A melanina demora de 24 a 36 horas para ser totalmente reposta e poder intensificar o tom do bronzeado. Portanto, exagerar no sol neste período pode gerar queimaduras e fazer a pele descascar”, diz a dermatologista Estrela Dalva Baptista D’Aurea Machado.
Aprovados pelos dermatologistas, os cremes autobronzeadores e o Jet Bronze, realizado em clínicas, são tinturas aplicadas na pele que evitam a exposição solar e suas consequências e ainda garantem o bronzeado durante o ano. “Eles são baseados na reação química da DHA (dihidroxiacetona) com a queratina da pele, dando uma cor mais acastanhada a ela.
É temporário e mais saudável”, diz Bedin. Para evitar que a pele fique alaranjada ou manchada é preciso escolher produtos reconhecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Além dos alimentos amarelados e alaranjados, que são ricos em betacaroteno e colaboram com o bronzeado, há os nutricosméticos. Alguns ajudam a estimular a produção de melanina, pigmento presente na pele para proteção e promoção de um bronzeado adequado.

Atenção pais e mães responsáveis: cresce o erotismo precoce

As meninas abandonaram as bonecas. Cada vez mais cedo elas querem ir ao salão de beleza, dar o primeiro beijo, sair para a danceteria, colocar um salto alto.
Ao entrar na preadolescência, entre 10 e 12 anos, já se consideram adultas o suficiente para namorar e usar maquiagem. E a mudança vem acompanhada da transformação do corpo: pesquisas realizadas na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil mostram que a idade média da menarca (a primeira menstruação), que no começo do século 20 acontecia entre os 14 e 15 anos, hoje ocorre entre os 10 e 11 anos. O problema é que em tempos de popularização das redes sociais na internet, essas crianças acabam ficando expostas e vulneráveis a vários tipos de aproximação e elas nem sabem do perigo que correm.
“A erotização precoce vem sendo observada há algum tempo na nossa sociedade. De um lado, uma sociedade que valoriza a beleza acima de tudo, a busca pela fama, a necessidade de se mostrar para o mundo, de ser visto e aceito. Do outro, a descoberta do corpo, que antes era feita entre quatro paredes ou no máximo com as amiguinhas no banheiro da escola, agora acontece na internet”, explica a pedagoga Danielle Lourenço, autora do site “Tecnologia responsável”.
A mesma teoria tem o professor Yves de La Taille, pesquisador do Departamento de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade da Universidade de São Paulo (USP). “As meninas vivem atualmente a ‘cultura da vaidade’, valorizando o ‘ter’ ao invés do ‘ser’. Isso afeta o processo de maturidade. A ‘invisibilidade’, que é terrível na cultura da vaidade, acaba sendo combatida com a superexposição na rede”, avalia o professor. Mas ao publicar fotos na rede, muitas delas com poses sensuais, elas ficam vulneráveis à aproximação de adultos que nem sempre têm boas intenções com elas.
“Ao colocar uma roupa mais ousada, uma maquiagem mais forte ou uma pose mais ousada para a câmera, simulando as imagens eróticas que elas veem nas revistas, as crianças acabam provocando esses adultos, pois se mostram mais abertas para eles”, diz Danielle. “Conheço o caso de uma menina de 11 anos que estava num bate-papo na internet e foi até a sala pedir uma foto de biquíni para a mãe. A mãe questionou e ela respondeu, inocentemente ‘meu amigo quer me ver de biquíni. Ele disse que está cansado de me ver de roupa’. A mãe foi até o computador e viu que o tal ‘amigo’ tinha 25 anos. Ela teve sorte de a filha ter pedido ajuda, pois muitas crianças acabam mandando a foto sem falar com os pais, pois desconhecem as consequências”, conta Danielle.

Para evitar situações assim, é importante que pais e mães se envolvam na vida dos filhos. “A identidade virtual tem importância de 50% para os adolescentes, a outra metade é identidade social. Hoje os pais pouco interferem na vida social e escolar dos filhos. Mas é importante que olhem as fotos antes que as crianças postem e que ensinem que o que não é correto fazer no mundo real também não o é no mundo virtual”, conclui.(Por Katia Mello)

Decisão do STF abre caminho para derrubada da contribuição dos funcionários aposentados

O STF julgou procedente ação movida por funcionários do Paraná e considerou inconstitucional a cobrança da contribuição previdenciária aos servidores aposentados, apesar da emenda 41 de Dezembro de 2003. O ministro Dias Toffoli foi o relator da matéria e, quanto ao mérito, a decisão foi unânime.
A cobrança, pelo governo paranaense, havia sido determinada pela lei estadual 12398/98 e pelo Decreto 721/99. O Supremo sustenta que não pode haver constitucionalidade superveniente, ou seja: a mudança constitucional gerando efeito retroativo.
Em 98, os aposentados estavam isentos pela emenda número 20. O ex-presidente Fernando Henrique tentou abolir a isenção por Lei, mas a Corte Suprema, ao apreciar ação movida pelo deputado fluminense Henri Charles, por maioria de sete votos, derrubou a iniciativa, por inconstitucionalidade. Isso em 99.
Depois, no governo Lula, em Dezembro de 2003, com os ministros Sepúlveda Pertence e Carlos Veloso mudando de entendimento, manteve o desconto dos inativos. O presidente do STF era o ministro Nelson Jobim. Estabeleceu-se assim a figura do confisco, proibido pela Carta de 88, já que não pode existir contribuição sem retribuição. Quem se aposentou pagou o seu seguro social. Mas na hora de resgatar a apólice, não consegue. Permanece pagando por uma obrigação que já conseguiu integralizar.
Agora, entretanto, relativamente ao funcionalismo público do Paraná, o Supremo dá sinais de um enfoque mais atual, talvez uma consequência de seus integrantes de hoje não serem totalmente os de ontem. Aliás a substituição de juristas no palco é sempre um fator de evolução ou retomada da legitimidade do Direito.
No país há cerca de 2 milhões de aposentados e pensionistas federais, estaduais e municipais sofrendo o desconto de 11%. Se a constitucionalidade não pode retroagir, como o STF resolveu, a taxação mensal não poderia incidir – penso eu – sobre os vencimentos dos aposentados. Somente sobre os proventos daqueles que se aposentaram ou aposentarem após dezembro de 2003. Um raciocínio leva a outro.
Não pode haver, logicamente, dois pesos e duas medidas. Não faz sentido . As associações de servidores públicos, a partir de agora, com base no acórdão publicado, devem buscar a analogia na própria Suprema Corte do país. Se estavam isentos antes da emenda 41, têm que permanecer isentos depois dela. Não se pode mudar as regras no meio do jogo. Isso de um lado.
De outro, de acordo com a própria emenda 41, o executivo federal, os governos estaduais e as prefeituras municipais têm que atualizar a tabela de descontos que vêm praticando. É preciso ler o conteúdo da emenda 41, especificamente o artigo 3, parágrafo núnico do artigo 4 e do artigo 5. Vamos degrau por degrau.
O artigo 3 assegura os direitos adquiridos antes da emenda entrar em vigor. Ora, se assegura os direitos adquiridos, um deles é a isenção atribuída aos aposentados. Mas continuemos.
O parágrafo único do artigo 4 diz que a contribuição incidirá apenas sobre a parcela dos proventos e pensões que supera o limite máximo dos benefícios do Regime Geral da Previdência. O desconto, portanto, não é de 11% sobre o total de vencimentos. É sim de 11% sobre a parcela que ultrapassarem 2 mil e 400 reais, teto do INSS em Dezembro de 2003. Hoje, o teto é de 3.689 reais. O cálculo tem que mudar.
Este princípio está no artigo 5 da emenda 41, que determina a correção inflacionária do mesmo teto para – está escrito lá – preservar-lhe o valor. Mais claro impossível.(Pedro do Coutto)

Garibaldi sepulta esperança dos aposentados: não há caixa para aumento de aposentado

A cada nova elevação do salário mínimo, a pergunta ressurge: o aumento será repassado aos aposentados que recebem benefícios acima do piso legal?
O blog fez a indagação ao ministro da Previdência, Garibaldi Alves. E ele: “Essa possibilidade, no momento, inexiste”. Alega falta de caixa.
As contas da Previdência registraram, em janeiro de 2011, leve melhora. O déficit do mês foi de R$ 3,02 bilhões, 23,5% abaixo do auferido em janeiro de 2010.
Nada que permita ao governo, porém, elevar as aposentadorias. “Não é, ainda, o suficiente”, disse Garibaldi ao repórter.
As preocupações do ministro não se restringem a 2011. Ele olha para 2012, ano em que o mínimo vai dos recém-aprovados R$ 545 para mais de R$ 600.
“O mínimo que vem aí, em janeiro de 2012, deve ficar em torno de R$ 616. Isso também traz alguns sinais de alerta e preocupação”.
O ministro disse, de resto, que não há “nada de oficial” quanto a mudanças pontuais nas regras da Previdência. Por ora, "só preocupações e cogitações".
Nesta semana, Garibaldi vai procurar o ministro Antonio Palocci (Casa Civil). Deseja agendar um encontro com a presidente Dilma Rousseff.
Para quê? Busca “obter da presidenta uma sinalização clara do que quer o governo” para a área da Previdência. Vai abaixo a entrevista:


- Há alguma chance de o governo reajustar os aposentados que recebem benefícios acima do salário mínimo? Essa possibilidade, no momento, inexiste.

- Não há caixa? Não. Houve uma redução do déficit da Previdência em janeiro. Mas isso não é, ainda, o suficiente. Por outro lado, o mínimo que vem aí, em janeiro de 2012, deve ser de R$ 616. Isso também traz alguns sinais de alerta e preocupação.

- Por quê? Não podemos simplesmente conceder um reajuste agora sem considerar que a fórmula do salário mínimo [correção pela inflação mais a variação do PIB de dois anos anteriores] trará um aumento natural e, para os padrões da Previdência, alto. A maioria dos aposentados, cerca de 75%, recebe o salário mínimo. Mas os 25% restantes, que ganham mais do que o mínimo, representam uma conta muitas vezes maior.

- Quanto? Não tenho a conta para lhe dar, assim, de cabeça. Mas posso dizer que é muito maior.

- O ministro Gilberto Carvalho mencionou a hipótese de o governo compensar os aposentados oferecendo-lhes remédios a preços baixos. É por aí? Em solenidade no Planalto, a presidenta Dilma já anunciou essa medida para dois tipos de medicamentos: hipertensão e diabetes. Estão estudando, na área da Saúde, a possbilidade estender a outros. Por enquanto, só tenho notícia desses dois.

- Cogita-se extinguir o fator previdenciário? Fiquei surpreso quando li notícia a esse respeito. Não há nada de oficial, só preocupações e cogitações. Para extinguir o fator previdenciário, é preciso encontrar mecanismos alternativos. Entre esses mecanismos, o que é sempre mencionado é a idade mínima para a aposentadoria. Hoje, o equilíbrio financeiro da Previdência termina se baseando nesse fator previdenciário, que não pode ser simplesmente retirado. Não temos, ainda, uma sinalização da Presidência da República sobre isso.

- Já há definição quanto à ideia de reduzir ou eliminar a contribuição patronal à Previdência, que onera a folha das empresas em 20%? Estive no Ministério da Fazenda para conversar sobre isso. Falei com o Nelson Barbosa [secretário-executivo], o ministro Guido Mantega estava viajando. Fui informado de que não há nada consolidado, por enquanto. E recebi a garantia de que nada será feito sem oferecer à Previdência uma alternativa de receita.

- Alguma decisão sobre a aposentadoria dos servidores públicos? Essa é outra preocupação nossa. Hoje, a aposentadoria do servidor não tem limite. Pode chegar a 100% do salário da ativa.

- O senador Romero Jucá, disse que o governo trabalha para regulamentar o fundo de previdêncida dos servidores em 2011. Procede? Há essa intenção. Perguntaram ao senador Romero sobre reforma da Previdência e ele mencionou esse assunto. Existe um projeto na Câmara, mas a discussão não avançou. É tudo ainda muito embrionário.

- O que se pretende com esse fundo? A ideia é regulamentar um fundo composto pelos servidores dos três Poderes, que capitalizariam esse fundo. Ao mesmo tempo, o servidor que quisesse se aposentar com valores acima de R$ 3.600, o limite atual para o trabalhador da iniciativa privada, teria também que capitalizaar o fundo por meio de contribuição mensal, que ficaria ao arbítrio de cada um.

- Isso está previsto desde 2003, não? Exatamente, é parte de uma reforma aprovada em 2003. Mas o fundo não foi regulamentado. Há reações, por exemplo, do Poder Judiciário, que deseja um fundo próprio. É preciso definir também que não haverá regra de transição e que as novas normas passariam a vigir a partir da aprovação da lei, alcançando apenas os novos servidores. Tudo isso depende do debate legislativo.

- Tem a intenção de constituir um grupo para tratar desses assuntos? Sim. Mas, antes, desejo ter da presidenta [Dilma Rousseff] uma sinalização clara do que quer o governo na área da Previdência. Na primeira reunião ministerial, mencionei a intenção de estudar os ajustes. Mas foram muitos os ministros que falaram e a presidenta não me deu sinalização sobre a Previdência. Por enquanto, há apenas cogitações. Nada de oficial. Vou procurar o ministro Antonio Palocci, para agendar uma audiência com a presidenta. Essas questões todas vão se avolumando e o governo precisa ter um projeto claro. Não uma grande reforma da previdência, mas um projeto que contenha ajustes. Algo que evite surpresas futuras.(Josias Souza)

Novo salário mínimo entra em vigor nesta terça-feira

Foi publicada nesta segunda-feira (28) no Diário Oficial da União a lei que reajusta o salário mínimo para R$ 545. O valor, até então, era de R$ 540. O reajuste entra em vigor nesta terça-feira, dia 1º.
O projeto de lei, que também trata da política de valorização do salário mínimo até 2015, foi sancionado sem veto na última sexta-feira,pela presidenta Dilma Rousseff.
A política permanente de reajuste do salário mínimo foi iniciada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de um acordo com as centrais sindicais. Ela leva em consideração o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior (que mede a inflação) e a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois ano antes.