Você já sentiu dores na coluna ao abaixar para pegar algo ou ficar muito tempo em pé?
Se alguma vez experimentou estes sintomas é melhor ficar atento, pois problemas de coluna podem surgir em qualquer faixa etária, em ambos os sexos, raças e em praticantes ou não de atividades físicas.
Em maior ou menor grau, quase todas as pessoas serão um dia vítimas desse incômodo que compromete muito a qualidade de vida. O doutor Marcos Musafir, especializado em ortopedia e traumatologia, que atua no Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que o problema é mais frequente na faixa etária mais produtiva da vida, dos 18 aos 55 anos. “É a segunda causa de afastamento de trabalho no Brasil e afeta 80% da população em alguma fase da vida”, declara.
A coluna vertebral é o eixo do corpo que tem como principal característica a flexibilidade. O especialista esclarece que ela é composta por 33 vértebras. “Sete cervicais, 12 torácicas ou dorsais, cinco lombares, cinco sacrais e quatro coccigeas. Ela possui ainda ligamentos, que unem as vértebras entre si; tendões, que ligam músculos a ossos; músculos, responsáveis pela sustentação, equilíbrio e absorção de carga; e os discos intervertebrais, que são os amortecedores gelatinosos que equalizam tensões, absorvem choque, distribuem forças e adaptam a posição da coluna aos diversos movimentos”, explica.
Segundo o médico, as funções desta complexa e funcional estrutura são: oferecer sustentação e suporte ao equilíbrio do corpo humano nos movimentos da vida diária, como curvar-se e virar-se; manter o corpo na posição ereta conectando-se do pescoço ao cóccix; e proteger a medula nervosa, que dá origem aos nervos que transmitem a sensibilidade e coordenam os movimentos de braços, pernas e a função dos demais órgãos.
À medida que o recém-nascido adquire controle sobre seu corpo, a forma da coluna progressivamente se altera, ocorrendo uma modificação na curvatura. A curvatura cervical desenvolve-se à medida que a criança tenta erguer a cabeça, por volta dos 3 meses de idade, e se consolida na época em que ela passa a sentar e engatinhar. Já a curvatura lombar desenvolve-se quando tracionada nos esforços de ficar de pé, tornando-se firme e consolidada por volta dos 2 anos.
Dentre as principais causas de dor na coluna vertebral, Marcos Musafir destaca o uso inadequado da mesma, má postura, sedentarismo, obesidade, tabagismo e envelhecimento. Ele ressalta que as dores surgem quando é solicitado um movimento à coluna e a possibilidade de realizá-lo vai além da condição de atender, transformando-se em grande esforço. “Isso acontece quando se ultrapassa seu limite e sobrecarrega-se a coluna; com isso o organismo alerta com a dor e a contratura da região”, esclarece.
Deformidades da coluna vertebral
A Cifose, por exemplo, é um desvio da coluna que pode ser analisado quando o indivíduo está de lado, pois as costas ficam arqueadas, o tórax retraído e os ombros para frente. As cifoses lombares e cervicais, na maioria das vezes, são acompanhadas de escoliose e decorrentes do crescimento desproporcional das vértebras. Já a lordose é um desvio na região da bacia, gerando grande dor no local. A escoliose, por sua vez, é uma deformidade em que a coluna apresenta uma ou mais curvaturas laterais. Pode ser funcional ou fisiológica, com a coluna curvando-se lateralmente devido à diferença de peso nas duas metades do corpo em consequência de poliomielite (inflamação da substância cinzenta da medula espinhal), diferença de comprimento dos membros inferiores, fraturas mal reduzidas, próteses mal adaptadas, etc.
A hérnia de disco ocorre quando uma parte ou o disco inteiro “escorrega” para trás ou para o lado. O disco é formado por um núcleo, que chamamos de puposo, e por um anel redondo, o fibroso. Os dois podem “escorregar”, gerando pequena hérnia, denominada protusão ou uma hérnia maior, quando afeta as duas composições. Os especialistas esclarecem que mesmo havendo discos entre todas as vértebras – cervical, dorsal ou lombar -, a hérnia mais comum é a da lombar. Na maioria das vezes, a hérnia é causada por fatores degenerativos, por isso a probabilidade do problema aparecer a partir dos 40 anos.
Já a artrose é a forma mais comum de reumatismo e uma das doenças mais comuns no ser humano, sendo um dos motivos que tornam os idosos incapacitados de realizar tarefas diárias. A doença é conhecida como "bico-de-papagaio" e provoca deterioração da articulação vertebral. Com o passar do tempo, devido ao desaparecimento da cartilagem, em grande parte ou totalmente, os ossos atritam entre si gerando inflamação, dor, limitação dos movimentos e crepitação (estalo dos ossos). Devido à evolução da patologia, a articulação pode sofrer deformação visível ou palpável, que são os bicos-de-papagaio.
Por fim, a lombalgia, que é conhecida popularmente como dor nas costas, é a principal vilã dos pacientes que procuram os consultórios médicos com desconforto na coluna. “É uma dor na região inferior da coluna vertebral, que vai da última costela até o início dos glúteos. As regiões de maiores queixas de dores são: lombar, seguida da cervical e dorsal. Para evitar estas dores na coluna, é importante realizar alongamento e fortalecimento diários”, recomenda.
O ortopedista frisa que as complicações decorrentes de dor na coluna são agudas. “Destacam-se a incapacidade temporária para mover-se, permanecer de pé e realizar os mais simples movimentos do dia a dia. São cerca de 50 as causas de dor, apenas na coluna lombar. Em 1,5% dos casos evoluem com sintomas neurológicos como: compressão de raízes nervosas, mais frequente do nervo ciático”, comenta.
Como é feito o tratamento
O tratamento é decidido após detalhado exame físico com testes de mobilidade, função e sensibilidade; exames complementares de imagem para confirmação (radiografias simples e ressonância magnética) e utilização de medicamentos específicos, dependendo do caso. “A fisioterapia após a fase de crise também tem importante papel no restabelecimento das funções da coluna vertebral. Em certos casos, criteriosamente estudados, poderá haver indicação cirúrgica”, orienta.
Como evitar dores na coluna
De acordo com o ortopedista, algumas iniciativas são necessárias para que a coluna vertebral não seja prejudicada. Ele recomenda disciplina e a conscientização de que certos fatores são realmente prejudiciais. “São eles: má postura, sedentarismo, movimentos inadequados e obesidade”, especifica. “É preciso evitar ainda movimentos bruscos, levantar peso, torções bruscas da coluna ao carregar peso andando, tendo o cuidado de dividi-lo nos dois lados do corpo, usar escadas sem rapidez, agachar com ambos os joelhos para pegar algo no solo, praticar atividades físicas regularmente, ter boa postura e alongar-se diariamente”, orienta.
O estresse emocional e a depressão contribuem para o aumento da contratura muscular. “Frequentemente ocorre na região cervical e lombar, o que desorganiza a posição saudável das estruturas da coluna, sobrecarregando algumas e levando assim à dor pela degeneração dos discos intervertebrais, a hérnia discal com ou sem compressão de raízes nervosas, limitando o uso da coluna e incapacitando temporariamente sua utilização para as atividades habituais”, finaliza.
Recomendações importantes para evitar problemas de coluna:
1. Analise se você está acima do peso normal de acordo com a sua altura;
2. Caminhe 1 hora por dia;
3. Alongue os músculos posteriores do pescoço e da região lombar;
4. Fortaleça os músculos posteriores da parte torácica das costas e abdominais;
5. Aumente a elasticidade das articulações dos quadris, como por exemplo, trabalhar o alongamento e a elasticidade dos movimentos de abertura, tanto na lateral como com uma perna na frente e outra atrás;
6. Alongue os músculos isquiotibiais, aqueles que são curtos atrás das pernas e coxas. Um alongamento simples é aquele em que colocamos as mãos no chão com as pernas abertas e os joelhos estendidos.
28 de março de 2011
Aposentados serão chamados pelos bancos para provar que existem
Conforme este site divulgou há mais de uma semana,com exclusividade, os aposentados e pensionistas do INSS - Instituto Nacional do Seguro Social – não precisam se apressar e comparecer às agências bancárias para apresentar documentos que comprovem que estão vivos. Para evitar aglomerações e outros problemas no atendimento, os bancos vão convocar aos poucos os beneficiários por meio do comprovante de pagamento, saldo ou extrato que é impresso no terminal da agência bancária.
Todos deverão ser chamados pelos bancos para apresentar prova de vida. O objetivo desse trabalho é evitar pagamentos indevidos, melhorar o controle pelas instituições bancárias e atualizar o cadastro do INSS.
A apresentação dos documentos que comprovem que o beneficiário do INSS continua vivo, que inclui também a atualização de endereço, deverá ser feita pelo próprio aposentado ou pensionista ou por um representante legal ou por procurador cadastrado no INSS.
A partir de agora, todos aposentados e pensionistas terão de comparecer a sua agência bancária, independentemente de receberem o valor da aposentadoria por cartão magnético, em conta corrente ou conta poupança.
Todos deverão ser chamados pelos bancos para apresentar prova de vida. O objetivo desse trabalho é evitar pagamentos indevidos, melhorar o controle pelas instituições bancárias e atualizar o cadastro do INSS.
A apresentação dos documentos que comprovem que o beneficiário do INSS continua vivo, que inclui também a atualização de endereço, deverá ser feita pelo próprio aposentado ou pensionista ou por um representante legal ou por procurador cadastrado no INSS.
A partir de agora, todos aposentados e pensionistas terão de comparecer a sua agência bancária, independentemente de receberem o valor da aposentadoria por cartão magnético, em conta corrente ou conta poupança.
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