16 de julho de 2011

Excluídos do pacote do teto do INSS vão à luta por 150%

Um grupo de aposentados do INSS de 1988 a 1991, do período chamado Buraco Negro, se prepara para ir aos tribunais e questionar por que ficou de fora do pacote de revisão do teto do INSS. Segundo especialistas, a ação pode representar aumento superior a 150% em alguns casos.
Durante a semana, a Previdência anunciou que acertará a dívida com 131 mil segurados entre 1991 e 2003 que contribuíram pelo teto e foram prejudicados pelas emendas constitucionais 20 e 41. Esse pessoal está na lista do governo e terá revisão de até 39,35% mais atrasados por cinco anos.
A saída para os excluídos é a Justiça, que costuma determinar a retroatividade a 1988, sempre que o assunto se refere à legislação previdenciária. De acordo com especialistas, há duas possibilidades de correção nesse período: a que prevê a correção do Buraco Negro — que foi administrativa mas não foi aplicada totalmente — e a do teto. Advogados, como Daisson Portanova, defendem que a correção na Justiça pode representar aumento superior a 150%.
A Federação das Associações de Aposentados se prepara para levar muitos desses segurados à Justiça. O advogado João Gilberto, consultor da instituição, diz que vários não têm a inscrição “Limitado ao Teto” na carta de concessão, mas pode vir a ter, se fizer pedido de correção de problema anterior.
Segundo Portanova, o INSS não aplicou a correção sobre as contribuições no Buraco Negro. Em 91, a Lei 8.213 determinou correção administrativa, mas a revisão foi limitada ao teto, bem como a concessão dos benefícios. Muita gente tem direito ao teto maior, porque teve benefícios corrigidos com um freio determinado pelo teto.

Lula dá beijo em sindicalista catarinense. Afinal, ele mostra a "cara"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou ontem cena digna de celebridade quando saía do 2º Congresso da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo. Diante de um grupo de admiradores, Lula, como sempre, parou para cumprimentar os mais sortudos. Entre eles, estava a sindicalista Alzira Hardtkopp Martins, 50 anos, de Joinvile (SC), que ele beijou. A cena foi fotografada, e a imagem foi parar na internet, como quase sempre acontece. A diferença, desta vez, é que quem olha para a foto tem a impressão de que Lula deu em Alzira um beijo caliente, e a vida da sindicalista, casada, ficou de pernas para o ar.
Técnica em hemoterapia e filiada ao Sindicato da Saúde de Joinville (SC), Alzira contou, ainda, que teve fôlego para brincar com Lula: “Eu disse: ‘Abaixo do papa é você’. Ele só deu risada e sorriu.”
A sindicalista garante que não pretendia beijar o ex-presidente, mas apenas tentar tirar uma foto com ele. Para isso, tratou de descobrir com seguranças do evento por onde Lula iria sair e se posicionou o mais perto que pode do carro que achou que ele iria usar. Acertou na mosca.
“Quando ele veio, havia muito tumulto, e fiquei ali na porta. Veio um segurança e disse para eu sair. Mas eu falei: ‘Vou ficar aqui.’ O Lula veio, e eu disse: ‘Lula.’ E ele me beijou”, explicou. Alzira diz que o marido também é fã de Lula e não ficará com ciúmes.

Negociação reduz preço de remédios em até 20%

O consumidor que insistir com o balconista da farmácia
vai pagar valor abaixo da tabela de preços

O bom negociador pode conseguir de 15% a 20% de desconto nos preços de remédios nas farmácias. Repórteres foram conferir e chegaram a reduzir o preço do medicamento Lipiblock (redutor de absorção de gordura) em 20%. Com o valor da tabela a R$ 152,84, a caixa foi negociada a R$ 122,27. Para fazer o preço cair, o consumidor deve insistir até mesmo com o gerente do estabelecimento a fim de garantir uma boa redução. Além da negociação, é possível ainda usar artifícios das próprias farmácias para forçar os preços para baixo.
“Nesse mercado, a concorrência cobre ofertas de outras farmácias. Você pode chegar em uma com o encarte da outra mostrando que no concorrente é mais barato”, explica Marco Quintarelli, consultor especialista em varejo.
Nos casos de cobertura do ofertas, os descontos podem passar dos 20%. Outra possibilidade de economia é com o uso das revistas das grandes redes, que possuem promoções específicas. Em uma delas, a redução variava entre 20% e 69%, para produtos menos procurados.
Cuidadora de idosos, Leni das Neves, 57 anos, sabe o peso dos medicamentos no orçamento. “Sempre peço desconto. Sou hipertensa e já fiquei meses sem comprar remédio porque não tinha dinheiro. Tive um derrame”, conta.

COMO OBTER DESCONTOS NAS DROGARIAS

PERCORRA FARMÁCIAS
Consumidor que percorrer diversas farmácias e juntar os encartes vai poder aproveitar melhor a cobertura de ofertas. O consultor Marco Quintarelli orienta mostrar o encarte com o preço menor da concorrente para conseguir desconto ainda maior.

SAIBA O VALOR MÍNIMO
Na hora de pedir o desconto de até 20%, em medicamentos mais procurados, insista com o balconista para que ele chegue ao menor valor possível.

PROCURE O ENCARTE
Panfletos e revistas em drogarias podem guardar boas promoções. Busque os descontos oferecidos pelo encarte. A redução de preço pode chegar a 69% para produtos menos procurados.

CARTÃO FIDELIDADE
Grandes redes oferecem cartões de fidelidade. Segundo Quintarelli, são boa opção a quem compra medicamentos com frequência.

FARMÁCIA POPULAR
Mantida pelo governo federal, a rede Farmácia Popular oferece descontos e até gratuidades, como é o caso de remédios para hipertensos e diabéticos.