13º VAI ALIVIAR - “O pagamento da primeira parcela do 13º salário, em novembro, pode dar um fôlego extra às finanças do consumidor, que poderá priorizar o pagamento das dívidas assumidas anteriormente”, ressaltaram os consultores. Na decomposição do indicador, a inadimplência com os bancos continua a ser a principal responsável pela alta do índice mensal, com crescimento de 6,0%. Já os cheques sem fundos colaboraram para a alta da taxa com uma variação de 4,5%.
“Com os soldos defasados, quase todos os militares estão endividados. Basta uma despesa inesperada aparecer, que a situação fica insustentável”, diz Ivone Luzardo, presidente da União das Esposas dos Militares das Forças Armadas.
Preço sobe e juros caem - As instituições financeiras elevaram as previsões para a inflação neste ano e em 2012, segundo o relatório Focus divulgado ontem pelo Banco Central (BC), e reduziram as projeções para juros bancários.
Já a previsão para a taxa básica de juros do País (Selic) em 2011 ficou em 11% para o final do ano. Na semana passada, a mesma estimativa era de 12,38%.
Oito dicas - Evite as chamadas compras por impulso ou por hábito. Fuja dos produtos supérfluos e priorize marcas menos conhecidas.
- Observe preços nas gôndolas. Se um artigo ficar muito caro, opte pela substituição por similar.
- Peça dica aos verdureiros e fruteiros dos mercados. Eles sabem quais são os itens em safra, portanto os mais acessíveis em termos de valor e qualidade.
- Não se engane com promoções do tipo leve 2 em 1. O pacote pode sair mais caro e nem sempre há necessidade de estocar.
- Controle seus gastos fazendo uma lista de prioridades.
- Negocie com os credores a incidência de juros, trocando a modalidade de empréstimo
- Evite almoços fora de casa.
REDUÇÃO — Quem aposta que a inadimplência vai cair neste fim de ano mira no dinheiro que virá no 13º salário e na redução dos juros, iniciada após o corte na taxa básica da economia (Selic), de 12,50% para 12% ao ano, no último dia 31.
CARO — O aumento de preços tem contribuído para deixar as contas das famílias no vermelho. O destaque é o tomate, que, de setembro de 2010 até agosto, ficou 50,4% mais caro, ou seja: R$ 2 gastos com tomate se tornaram R$ 3 neste ano.