Nota de apoio ao ministro Carlos Lupi (Trabalho), divulgada por centrais sindicais, traz a assinatura de duas entidades cujas filiadas receberam pelo menos R$ 38 milhões da pasta para oferecer cursos de capacitação de mão de obra. Ela afirma que o ministro é alvo de sórdida e explícita campanha difamatória e de uma implacável perseguição política. Reportagem da revista "Veja" diz que assessores do ministério cobravam propina de ONGs.
Desde 2007, a entidade que mais recebeu verbas do ministério foi a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, que obteve R$ 19,8 milhões. Ela é filiada à Força Sindical, presidida pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, companheiro de Lupi no PDT. A Força não comentou.
Outro exemplo é o do Sindicato dos Oficiais Alfaiates e Costureiras do Rio de Janeiro, que ganhou R$ 5,5 milhões do ministério. Ele é filiado à UGT (União Geral dos Trabalhadores), outra signatária da nota. "O trabalho desenvolvido pelo sindicato de qualificação é importante e bem feito", diz o presidente da UGT, Ricardo Patah.
Outras três entidades assinaram a nota. Maior central sindical, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) não tem entidades na lista dos maiores beneficiados das verbas e não endossou o documento.
Nesta segfunda-feira, o ministro participou de reunião com a presidente Dilma, munido de documentos que mostram que ele já solicitou investigações nos convênios feitos no ministério.
Lupi mostrou aos líderes em exercício da Câmara, André Figueiredo (PDT-CE), e do Senado, Acir Gurgacz (PDT-RO), o pedido que já fez à Procuradoria-Geral da República e ao Ministério da Justiça para acelerar as investigações.
8 de novembro de 2011
Caixa vai abrir concurso para cadastro de reserva
A Caixa Econômica Federal afirmou que vai abrir no ano que vem um concurso público para a formação de cadastro de reserva. Ao todo, o banco pretende contratar 5.000 servidores até dezembro de 2012.
Desse total, também serão chamados candidatos aprovados em seleções anteriores.
O banco ainda não informou quando os editais serão publicados, já que a contratação dos candidatos aprovados será realizada mediante a existência de vagas no País, e dependerá de seleções já realizadas.
Segundo a Caixa, a seleção será para os níveis iniciais da carreira administrativa como técnico bancário novo, e também para advogados, arquitetos e engenheiros.
Desse total, também serão chamados candidatos aprovados em seleções anteriores.
O banco ainda não informou quando os editais serão publicados, já que a contratação dos candidatos aprovados será realizada mediante a existência de vagas no País, e dependerá de seleções já realizadas.
Segundo a Caixa, a seleção será para os níveis iniciais da carreira administrativa como técnico bancário novo, e também para advogados, arquitetos e engenheiros.
INSS paga atrasados para 70.595 segurados na quinta
O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou, no final de outubro, R$ 327 milhões para o pagamento de ações de revisão ou de concessão de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na próxima quinta-feira. Esses processos já foram ganhos na Justiça de forma definitiva, ou seja, a Previdência não pode mais recorrer.
No total, irão receber os atrasados (diferenças não pagas em até cinco anos antes do pedido de revisão ou concessão no posto ou na Justiça) 70.595 segurados no país. O valor máximo da bolada é de R$ 32.700.
O pedido de pagamento, para esses aposentados que irão receber na quinta, foi feito pelo juiz no mês de setembro. O segurado pode verificar a data em que o seu atrasado foi solicitado para saber se irá receber.
No total, irão receber os atrasados (diferenças não pagas em até cinco anos antes do pedido de revisão ou concessão no posto ou na Justiça) 70.595 segurados no país. O valor máximo da bolada é de R$ 32.700.
O pedido de pagamento, para esses aposentados que irão receber na quinta, foi feito pelo juiz no mês de setembro. O segurado pode verificar a data em que o seu atrasado foi solicitado para saber se irá receber.
Lupi: não será fácil me derrubar. Mesmo assim terá que se explicar
Em pouco mais de dez meses de governo, a presidenta Dilma Rousseff tem o sexto integrante do primeiro escalão envolvido em escândalos por irregularidades administrativas. Alvo de acusações de desvio de verbas em mais convênios com ONGs, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi (PDT-RJ), terá de se explicar publicamente. “Sou osso duro de roer”, avisou Lupi, ao negar ontem as acusações e dizer que não será fácil derrubá-lo.
A Comissão de Ética Pública decidiu, também ontem, abrir processo contra o ministro para investigar indícios de fraudes encontrados pela Controladoria Geral da União e pela Polícia Federal em contratos com ONGs, semelhantes aos que causaram as quedas dos ministros do Turismo e do Esporte.
Para o Tribunal de Contas da União (TCU), a “situação é crítica” — mais de 500 relatórios de prestação de contas de entidades que receberam verba pública foram engavetados e o risco, de acordo com o órgão, é que metade não passe por análise nos próximos cinco anos.
Segundo o TCU, a Casa Civil e o Ministério do Planejamento foram acionados, em 19 de outubro, para que tomassem “conhecimento da situação crítica em que se encontra o Ministério do Trabalho e Emprego quanto à tempestividade na apreciação de contas de convênios”.
“Pedi ao Ministro da Justiça que, através da Polícia Federal, leve as investigações até o fim, e aponte nomes, registros telefônicos e tudo mais que possa ser identificado como prova”, informou Lupi. “Se tem alguém usando a estrutura do ministério para desviar dinheiro público, que seja devidamente enquadrado e responda por isso.”
O ministro se reuniu ontem à tarde com a presidenta Dilma Rousseff. Embora as denúncias não fossem o motivo do encontro, Lupi disse que trataria do assunto. “Quem não deve, não teme.”
A Comissão de Ética Pública decidiu, também ontem, abrir processo contra o ministro para investigar indícios de fraudes encontrados pela Controladoria Geral da União e pela Polícia Federal em contratos com ONGs, semelhantes aos que causaram as quedas dos ministros do Turismo e do Esporte.
Para o Tribunal de Contas da União (TCU), a “situação é crítica” — mais de 500 relatórios de prestação de contas de entidades que receberam verba pública foram engavetados e o risco, de acordo com o órgão, é que metade não passe por análise nos próximos cinco anos.
Segundo o TCU, a Casa Civil e o Ministério do Planejamento foram acionados, em 19 de outubro, para que tomassem “conhecimento da situação crítica em que se encontra o Ministério do Trabalho e Emprego quanto à tempestividade na apreciação de contas de convênios”.
“Pedi ao Ministro da Justiça que, através da Polícia Federal, leve as investigações até o fim, e aponte nomes, registros telefônicos e tudo mais que possa ser identificado como prova”, informou Lupi. “Se tem alguém usando a estrutura do ministério para desviar dinheiro público, que seja devidamente enquadrado e responda por isso.”
O ministro se reuniu ontem à tarde com a presidenta Dilma Rousseff. Embora as denúncias não fossem o motivo do encontro, Lupi disse que trataria do assunto. “Quem não deve, não teme.”
Comissão do Orçamento: há verba para aumento real de aposentados em 2012
O aumento real dos benefícios de 8,7 milhões de aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do salário mínimo (R$ 545) está mais próximo de sair. Em reunião nesta segunda-feira com representantes dos segurados e das centrais sindicais, o deputado Vidal do Rêgo (PMDB- PB), presidente da Comissão Mista do Orçamento, informou que há reservas previstas para 2012. Segundo ele, os recursos poderiam ser destinados à concessão de reajuste em 11,7% nessa faixa de ganho.
A tarefa, agora, de acordo com o presidente da comissão, seria convencer os deputados a apoiar a emenda que prevê o aumento real para os segurados. A proposta entra amanhã na pauta do Plenário.
“No relatório preliminar, há espaço para acatar a emenda (do aumento). A hora é de fazer corpo a corpo com os deputados para que a proposta seja aprovada. O reajuste de 11,7% vai beneficiar, principalmente, os que recebem dois e três salários mínimos. Eles são a maioria no grupo que tem ganhos acima do piso previdenciário”, avaliou o senador Paulo Paim (PT-RS).
De acordo com o Ministério da Previdência, o impacto do reajuste nos cofres da União seria de
R$ 8 bilhões no ano que vem. A fim de garantir que a proposta seja aprovada pelos parlamentares, centrais sindicais e entidades representativas dos aposentados já organizam ato para esta terça-feira, na Câmara.
“Vamos lotar o Plenário para as votações. Amanhã (hoje), estaremos com Marco Maia (presidente da Câmara dos Deputados) e José Sarney (presidente do Senado) para costurarmos parcerias. Sabemos que há verba para conceder o reajuste, só falta vontade”, disse o presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley Martins.
“No relatório preliminar, há espaço para acatar a emenda (do aumento). A hora é de fazer corpo a corpo com os deputados para que a proposta seja aprovada. O reajuste de 11,7% vai beneficiar, principalmente, os que recebem dois e três salários mínimos. Eles são a maioria no grupo que tem ganhos acima do piso previdenciário”, avaliou o senador Paulo Paim (PT-RS).
De acordo com o Ministério da Previdência, o impacto do reajuste nos cofres da União seria de
R$ 8 bilhões no ano que vem. A fim de garantir que a proposta seja aprovada pelos parlamentares, centrais sindicais e entidades representativas dos aposentados já organizam ato para esta terça-feira, na Câmara.
“Vamos lotar o Plenário para as votações. Amanhã (hoje), estaremos com Marco Maia (presidente da Câmara dos Deputados) e José Sarney (presidente do Senado) para costurarmos parcerias. Sabemos que há verba para conceder o reajuste, só falta vontade”, disse o presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley Martins.
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