10 de novembro de 2011

Inflação à mesa volta a acelerar

Alimentos têm alta no início de novembro em medição semanal
Após ficarem mais baratos em outubro, os alimentos voltam a registrar aumentos de preços nesse começo de novembro. De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) foi mais intensa no início deste mês. O indicador subiu 0,34% até a quadrissemana que fechou dia 7, após avançar 0,26% no resultado anterior — até 31 de outubro.

Os itens do grupo Alimentação que mais pesaram na elevação foram hortaliças e legumes (de -3,84% para -0,55%) e frutas (de -0,68% para 0,11%). Os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,30% para 0,42%); Vestuário (0,76% para 0,87%); Transportes ( -0,10% para -0,06%) também sofreram aumentos. Já as demais classes desaceleraram. São os casos de Habitação (0,53% para 0,45%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,39% para 0,33%) e Despesas Diversas (de 0,15% para 0,11%).

Entre produtos, as altas mais expressivas registradas até o dia 7 deste mês foram batata-inglesa (19,96%); condomínio residencial (1,63%); aluguel residencial (0,56%). Já as baixas mais acentuadas foram verificadas em pimentão (-17,79%); alho (-6,66%); e açúcar refinado (-2,30%).

De lupa

TAMBÉM HOUVE BAIXAS — Segundo a medição da FGV feita até o dia 7, as reduções mais acentuadas foram pimentão (-17,79%); alho (-6,66%); e açúcar refinado (-2,30%).

MAIS SALGADOS — Os itens do grupo Alimentação que mais pesaram na elevação foram hortaliças e legumes (de -3,84% para -0,55%) e frutas (de -0,68% para 0,11%).

Governo começa a pagar Bolsa Família Gestante neste mês

O governo deve começar a pagar neste mês um adicional de R$ 32 para as gestantes e mulheres em fase de amamentação beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. A única exigência é que as gestantes façam os exames pré-natais.
O governo está terminando de fazer o cruzamento de dados do programa de distribuição de renda com informações do Sistema de Saúde para identificar as gestantes e mulheres em fase de amamentação que serão atendidas.
A previsão é de que o benefício seja pago no dia 21. Serão 15 meses extras do pagamento. As contempladas receberão o adicional pelo período de nove meses. Após o nascimento do bebê, as mulheres terão direito a mais seis meses de repasse, a contar do registro da criança no Cadastro Único. A criança registrada também terá direito a um benefício variável extra que não poderá ultrapassar o teto de cinco benefícios variáveis por família.
O anúncio do repasse para gestantes e lactantes foi feito em setembro pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, com previsão de início para o pagamento em dezembro. As medidas anunciadas fazem parte do Brasil sem Miséria, programa central do governo Dilma, que tem por objetivo erradicar a pobreza extrema até o fim de 2014.
Quando anunciou o benefício para as gestantes, a ministra também informou a ampliação de três para cinco no número de filhos de até 15 anos com direito a receberem o repasse além do chamado "retorno garantido", ou seja, o reingresso imediato das pessoas que se desligaram do programa no prazo de 36 meses e que voltaram à condição de pobreza.
De acordo com o governo, o Bolsa Família atende a pelo menos 13 milhões de famílias no país. Dependendo da renda familiar por pessoa (limitada a R$ 140), do número e da idade dos filhos, o valor do benefício recebido pela família pode variar entre R$ 32 a R$ 306.

Inadimplência tem alta de 4,78% em outubro

A inadimplência do consumidor brasileiro registrou alta de 4,78% em outubro de 2011, na comparação com o mesmo mês de 2010. Esta foi a nona elevação seguida nessa base de comparação ao longo deste ano. De acordo com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), este é um indicativo de que o cenário inflacionário persiste, exercendo pressão negativa sobre o poder de compra do consumidor e sobre o nível de endividamento das famílias.
Nos dez primeiros meses de 2011, a inadimplência acumulada é de 5,21%. Até setembro, era de 5,26%. Os dados foram apresentados nesta terça-feira pelo presidente da CNDL, Roque Pellizaro Junior. A pesquisa mostra, ainda que, na comparação entre outubro e setembro de 2011, descontando a sazonalidade, a alta da inadimplência foi de 5,9%.
Endividado, o consumidor consome menos, avalia Pellizaro. “Realmente as vendas deram uma esfriada. Se mantêm positivas, mas, dentro da expectativa que se tinha, o crescimento está menor do que o obtido em igual período do ano passado porque está sobrando menos dinheiro para o consumo”, disse. “O que nos preocupa é que, se analisarmos esse aumento [de inadimplência], não está associado ao aumento de vendas”, acrescentou.

Quem tem mais de 60 poderá sacar saldo acumulado do PIS/PASEP

Os trabalhadores estão mais perto de poder sacar totalmente seus saldos acumulados no Fundo de Participação PIS/Pasep a partir dos 60 anos. Atualmente, o benefício da retirada só é liberado para trabalhadores com 70 anos ou mais de idade. Ontem, Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara de Deputados aprovou o Projeto de Lei 5732/09, originário do Senado, reduzindo a idade mínima para saque dos recursos no PIS/Pasep.
A proposta já havia sido aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). Terá que ser apreciada ainda pelas comissões de Finanças e Tributação (CFT); e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Como tramita em caráter conclusivo, não será levada a plenário e como deve passar sem qualquer problema nas comissões, ficará pronta para sanção presidencial e entrada em vigor já em 2012.
A proposta aprovada prevê que pessoas com deficiência ou idosos que recebem benefício de prestação continuada (BPC-Loas) poderão efetuar o saque. A proposta transforma em lei a hipótese de saque, que hoje é permitida por resolução do Conselho Diretor do fundo. O projeto altera a Lei 8.742/93, que trata da organização da assistência social.

Senado derruba prazo para pedir revisões do INSS

A  Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou nesta quarta-feira um projeto que derruba o prazo de dez anos, após a concessão do benefício, para pedir uma revisão do INSS no posto ou na Justiça.
Como foi aprovada de forma terminativa, a proposta segue agora para a Câmara dos Deputados.
Segundo o senador Paulo Paim (PT-RS), que apresentou o projeto há oito anos, o projeto pretende assegurar que o aposentado ou pensionista tenha o direito de solicitar o recálculo de seu benefício a qualquer momento, sem a restrição de prazo para o pedido, como acontece atualmente.
"Se aprovado na Câmara dos Deputados, valerá para todos logo após a sanção da presidente", afirma o senador.
Poderão ser beneficiados, por exemplo, os segurados que receberam auxílio-doença, aposentadoria por invalidez ou pensão entre 1999 e 2001, que têm direito a uma revisão, mas perderam o prazo para fazer o pedido.

PT recua e diz que proporá reajuste maior para aposentados

O relator-geral do Orçamento de 2012, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que incluirá no seu relatório, que deve ser apresentado e votado hoje na Comissão Mista do Orçamento, a possibilidade de aumento maior que a inflação no ano que vem para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo (R$ 545). O índice de reajuste, segundo Chinaglia, será negociado entre o governo, as centrais sindicais e os representantes de aposentados. Na semana passada, o deputado apresentou um relatório preliminar sem aumento maior.
Ele disse que o relatório previa essa possibilidade, reforçada depois de um acordo feito entre os líderes da comissão ontem.
O acerto foi feito depois que o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da comissão, apresentou aos líderes a reivindicação das centrais sindicais e dos representantes de aposentados.

Previdência vai revisar benefício por invalidez

O INSS já está treinando os gerentes das agências do País para pôr em prática o plano de metas de 2012 a 2015, entre elas a de revisar mais de um milhão de benefícios por invalidez concedidos por período superior há dois anos.
Servidores discutem o que farão para poder reduzir o tempo médio de espera em todo o País para agendar um atendimento no posto do INSS de 19 para 15 dias.
Outros objetivos são ter 85% dos benefícios concedidos na data do pedido e realizar todas as perícias em até 10 dias (a média hoje é de 19 dias). A análise para concessão do benefício, que hoje demora em média 29 dias, pelo projeto, tem que levar apenas 15 dias