30 de janeiro de 2012
Insensível: Portuários ficam de fora da agenda do ministro de Portos e planejam protesto
"Estamos indignados com a postura do ministro. Já não é a primeira vez que ele vem a Santos e deixa de fora os trabalhadores portuários. Para ele, a visita ao Porto de Santos resume-se apenas a conhecer terminais e conversar com políticos. Estamos em plena crise com discussão sobre intervalo de 11 horas e possível paralisação no dia 08 e o ministro age como se nada estivesse acontecendo. É um absurdo", ressalta o presidente do SINDAPORT (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária), Everandy Cirino dos Santos.
O sindicalista lembra que há duas semanas os estivadores cruzaram os braços em protesto ao intervalo de 11 horas entre jornadas e tiveram que recorrer à Justiça para fazer valer o direito à dobra no serviço do cais. Segundo ele, na semana passada, os empregados da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo e de outros portos do país administrados por Companhias Docas aprovaram um calendário de mobilização para pressionar o Governo a autorizar a assinatura do acordo coletivo da categoria do ano passado que até agora não foi firmado, a encontrar uma solução para o Portus e promover uma gestão profissional e com autonomia nas administradoras profissionais. "Caso não haja um acordo com o Governo não descartamos a paralisação dia 08 de fevereiro. Os trabalhadores do Porto de Santos estão vivendo uma crise e o ministro não cogita ouví-los. Ou seja, não temos importância para o setor portuário?", indaga o presidente do SINDAPORT e vice-presidente da Federação Nacional dos Portuários.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário