20 de março de 2012

Como economizar com alta de até 5,85% nos remédios

Tratar da saúde vai ficar mais caro a partir do dia 31. O preço dos remédios vai aumentar de até 5,85%. O aumento foi autorizado pelo governo federal e publicado no Diário Oficial. Apesar do aumento, é possível evitar o impacto no bolso buscando alternativas, como a Farmácia Popular, a pesquisa e a negociação no balcão. De acordo com o professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Alexandre Canalini, o consumidor pode recorrer às grandes redes que oferecem o programa Aqui tem Farmácia Popular, do governo federal, ou à Farmácia Popular, do estado. “Alguns medicamentos são de graça e outros possuem descontos válidos”, orienta o economista. Ele lembra que o poder de barganha do cliente também pode render descontos generosos na cesta de compras. “O consumidor que pesquisa de farmácia para farmácia e leva os encartes, tem grandes chances de diminuir o valor final da compra”, sinaliza Alexandre Canalini. Para que as empresas possam reajustar o preços dos remédios — o reajuste teve por base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), da FGV —, elas terão que apresentar à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), até o 31, relatório de comercialização que mostre os novos valores. A empresa que conceder aumento maior que o estipulado na resolução poderá ser punida com multa. Explicação do Ministério - Segundo publicação do Ministério da Saúde, 8.840 remédios não sofrerão reajuste. São produtos como ritalina (tratamento do déficit de atenção), stelara (psiríase) e o antirretroviral Kaleta. O reajuste autorizado pelo governo é válido para 13.782 tipos de medicamentos. O Ministério alega que houve aumento da oferta de remédios à população graças a programas como o Farmácia Popular e Saúde Não Tem Preço. Eles distribuem de graça remédios para hipertensão e diabetes. Em 2011, foram 7,8 milhões de pessoas beneficiadas.

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