16 de julho de 2012
Greve na saúde em Minas Gerais termina com vitória para a classe trabalhadora
Após o governo inserir os pontos de pauta que os trabalhadores reivindicavam e assinar o termo de acordo, os servidores da saúde decidiram interromper na quinta-feira (12) a greve que começou no dia 14 de junho. Dentre o que faltava, ficou acertado que os dias paralisados serão abonados e que a gratificação complementar dos servidores da Fhemig, Funed e Unimontes será de 40% do salário-base em agosto de 2012 e 50% em agosto de 2013.
Durante os 28 dias de greve, os trabalhadores demonstraram muita união e determinação além de indignação com suas condições de trabalho, e enfrentaram o jogo sujo do governo, que usou de demissões, ameaças e judicializações para tentar reprimir o movimento na marra.
Mas a força dos trabalhadores prevaleceu e alguns avanços foram obtidos. O pagamento e/ou reajuste de direitos trabalhistas como adicional noturno, adicional de urgência e emergência e adicional de insalubridade, por exemplo, é uma garantia constitucional que os servidores não recebiam mas reivindicavam há anos.
Há muitos anos não se via uma mobilização tão grande dos trabalhadores da saúde mineira, que demonstraram para todo o Brasil que o governo de Minas não cuida da saúde pública do estado e que só com movimento grevista é que os trabalhadores conseguem arrancar alguma valorização.
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