16 de setembro de 2012

Juro baixo, hora de pensar na portabilidade da dívida

Quem fez um financiamento há um ano ou há apenas quatro meses deve aproveitar o bom momento dos juros em queda e renegociar a dívida. A estratégia é lucrar com a acirrada competição entre bancos e migrar a pendência financeira para instituição com taxas menores. O destaque é o consignado, crédito com desconto direto em folha oferecido a aposentados e pensionistas do INSS e servidores do Estado do Rio. É importante comparar as ofertas e, em seguida, apresentar a pesquisa ao banco onde se tem a dívida. PORTABILIDADE O consumidor também deve se manter firme no caso de uma negativa para o pedido de renegociação do financiamento ou se a proposta apresentada for pouco vantajosa. Para o coordenador de estudos econômicos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel de Oliveira, a saída nesses casos é apelar para a portabilidade. Arte: O Dia“O consumidor deve procurar o banco concorrente e pedir para que ele compre sua dívida, negociando juros menores. Sempre é bom fazer essa negociação. Com corte de juros, é ainda mais propício”, avalia o especialista. NA HORA DA NEGOCIAÇÃO TAXAS Cuidado, a taxa efetiva de juros nem sempre é aquilo que se pensa que vai pagar. O consumidor deve pedir um detalhamento ao gerente de quanto são os juros, as tarifas embutidas e por quanto tempo vai se pagar a dívida. PORTABILIDADE O consumidor consciente deve sempre jogar com a competição entre bancos. Quanto mais fizermos isso, mais os juros cairão. Engana-se quem pensa que é preciso ser cliente antigo do banco para levar a dívida de outro para lá. As instituições financeiras se comunicam entre si. Logo, elas têm acesso fácil a seu histórico. AVALIAÇÃO Ter uma ficha limpa junto às instituições financeiras não é garantia certa de renegociar dívidas com o banco ou ter a migração aprovada. Bons clientes são também aqueles que costumam movimentar bastante dinheiro e usufruem de uma considerável carteira de serviços, como títulos de capitalização, consórcio, cheque especial, cartão de crédito e previdência complementar. CASADA No momento da negociação, o consumidor deve ficar atento à venda casada. Isto é, não deve aceitar que o gerente imponha a aquisição de serviços — como um seguro — em troca da compra da dívida ou da redução de juros. A imposição é crime previsto em normativa do Banco Central. COMPROMETIMENTO Usar 30% do orçamento para o pagamento de dívidas é aceitável, mas não o recomendado. O saudável, segundo economistas, é comprometer apenas 15%.

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