17 de setembro de 2012

O preconceito na escolha de juízes em SP. Religião e aborto são temas

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) marcou para amanhã (18.set.2012) o julgamento de seis procedimentos de controle administrativo que pedem a anulação das provas orais do 183º Concurso para juízes realizado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.= Em resumo, o Tribunal de Justiça de São Paulo é acusado de realizar “entrevista pessoal e secreta com cada candidato em momento anterior à divulgação das notas das provas orais, bem como a abertura dos envelopes com as notas das provas orais em sessão secreta”. Nessas entrevistas, os candidatos são constrangidos a respeito de suas convicções pessoais. As perguntas exalam preconceito e conservadorismo. Eis alguns dos questionamento feitos durante as entrevistas secretas feitas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo com candidatos a juiz: – “Mas a senhora está grávida. Não acha que já começaria a carreira como um estorvo para o Poder Judiciário?” – “Gente de Brasília não costuma se adaptar a São Paulo. O senhor está convicto de seus propósitos?” – “Qual sua religião?” – “O senhor concorda com a decisão do Supremo em relação à interrupção de gravidez de fetos anencéfalos?” – “Sua esposa trabalha? Qual a profissão dela? Tem certeza de que se adaptaria?” – “Como é a sua família? Tem bases sólidas?”

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