1 de outubro de 2012
Criança obesa tem 40% mais chance de infartar no futuro
Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, constatou que crianças obesas tem maior risco de vir a sofrer com infartos no futuro. As chances de desenvolver doenças isquêmicas cardíacas também são maiores, em comparação com os jovens que têm peso normal. O resultado completo do estudo foi divulgado na revista British Medical Journal (BMJ), na última quarta-feira (26).
Para chegar à conclusão de que a obesidade infantil aumenta as chances de infarto, o estudo de Oxford se baseou em 63 pesquisas anteriores, que consideraram os dados de 49.220 participantes saudáveis, com idade entre 5 e 15 anos.
Depois de analisar os dados coletados, os pesquisadores descobriram que as crianças obesas e com sobrepeso tinham pressão arterial elevada, alta concentração de colesterol ruim e altos níveis de triglicérides no sangue. Estas características revelam que os jovens acima do peso ideal estão mais arriscados aos problemas cardiovasculares, em comparação com o grupo de crianças que tem o IMC dentro da normalidade.
O risco da criança obesa sofrer com o infarto no futuro é muito significativo. De acordo com a pesquisa britânica, as chances são de 30% a 40% maiores. Descobriu-se também que a obesidade infantil representa um risco imediato para o indivíduo, que pode desenvolver diabete do tipo 2 e também apresentar níveis elevados de ácido úrico no organismo.
Precocidade - Segundo o médico João Vicente da Silveira, do Hospital São Luiz, os jovens estão apresentando doenças cardiovasculares cada vez mais cedo, sendo que a principal causa deste problema é a obesidade.
O resultado do estudo de Oxford serve de alerta para todos, pois sinaliza que a obesidade infantil representa um perigo eminente para o futuro das crianças de todo o mundo. Por isso, o estilo de vida e os hábitos devem ser repensados, para conter o número de jovens com sobrepeso ou obesos.
A ameaça de infarto na vida adulta demonstra que a obesidade infantil acomete o indivíduo a longo prazo. Para evitar as doenças em virtude do excesso de peso, as crianças devem manter uma alimentação adequada, praticar exercícios físicos e, consequentemente, deixar a vida sedentária de lado.
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