21 de outubro de 2012

Senso de justiça do ministro Joaquim Barbosa é o mesmo de quando era professor

Conhecido por sua posição rígida e chamado de grande defensor da justiça até nas redes sociais por causa de sua posição no julgamento do “Mensalão do PT” quem trabalhou com o ministro Joaquim Barbosa garante que essa também é sua posição dentro da sala de aula. - Não chegamos a dividir turma, porque ele trabalhava no turno da manhã e eu trabalhava no turno da noite, mas trabalhamos na mesma época aqui na Uerj. O ministro Joaquim Barbosa sempre foi muito querido pelo alunos e era também rígido no ensino, sempre presente. Era um profissional sério e comprometido com o ensino. Acho que uma das coisas que mais inspiravam os alunos, e que inspiram os estudantes de uma forma geral agora, é o senso de justiça que ele sempre demonstrou em sua trajetória - relembra o diretor da Faculdade de Direito da Uerj, Carlos Eduardo Guerra de Moraes. Em novembro, outra virada acontecerá para Barbosa: ele assumirá o cargo de presidente do STF, já que o ministro Ayres Britto completará 70 anos e deverá se aposentar. Será portanto, o primeiro negro a presidir a Suprema Corte do Brasil. A escolha, na verdade, acompanha uma lógica: o presidente do Supremo deve ser o ministro mais antigo, mas que ainda não tenha assumido o cargo. O mandato será de dois anos e o vice-presidente será o ministro Ricardo Lewandowski. Ver que o estudo recompensa também é um ponto forte desse momento. Apesar de a escolha do novo presidente do STF respeitar uma regra, o currículo de Barbosa mostra que ele estudou e trabalhou para chegar no ponto no qual está: graduou-se na Universidade de Brasília, fez mestrado e doutorado no exterior e fala quatro idiomas. Além disso, foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores, advogado do Serpro, foi aprovado no concurso para procurador da República e, mais tarde, no concurso para docente da Uerj. Em 2003, então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser ministro do STF em 2003, substituindo José Carlos Moreira Alves. - A gente observa a história de pessoas como o ministro Barbosa, especialmente a gente que faz Direito, e acredita que pode ser diferente, que o estudo gera uma recompensa. Aqui na Uerj, há um mix de pessoas: vemos gente que já tem parentes nesta área, mas outros que estão começando a história da família. Dá uma esperança de que as coisas podem ser diferentes. Quando olhamos para pessoas como o ministro Barbosa, percebemos que isso é possível - comenta a jovem Adriana Felício, de 23 anos, que está no 9º período de Direito.

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