9 de novembro de 2012

Prova da crise: professores deixam escolas da Região de Campinas, revela Sindicato

Um levantamento do Sindicato dos Professores de Campinas e Região mostra que a quantidade de educadores em sala de aula diminuiu 40% de agosto a outubro desse ano. A alegação é a falta de valorização profissional e o estresse excessivo. Pais de alunos demonstram preocupação com a situação, avaliada como alarmante. A auxiliar de loja Monica Martins tem duas filhas na escola, Isabele e Estela. "A Isabele, desde o ano letivo passado, ela já estava com professor substituto e, este ano, novamente", disse a mãe das garotas. No caso de Estela, o professor de artes está de licença e o desempenho da aluna foi avaliado com base em meses anteriores. "Prejudica o ensino dela, vai fazer falta pra ela ter esse conteúdo", disse Monica. Especialistas em educação afirmaram que o salário no ensino público estadual é pouco atraente. “Eu diria que é quase uma ofensa e é difícil para o professor se manter com o salário, ele precisa ter dois, três empregos e é difícil se manter com saúde", disse a especialista da Unicamp Angela Soligo. Nas escolas, os alunos relatam faltas de professores substitutos e situações em que os docentes dão aulas de diversas matérias. Resposta Segundo a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo as diretorias de ensino da região de Campinas tiveram aumento no número de professores. Em fevereiro, o número de professores nas diretorias de ensino Campinas Leste, Campinas Oeste e Sumaré era de 9.364, enquanto no mês de setembro esse número foi para 10.324, de acordo com a assessoria da pasta.

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