17 de janeiro de 2012
Invalidez de paranaense vira exemplo de superação nacional
Depois de tomar um choque elétrico de 13,8 mil volts, ter os dois braços amputados, passar cerca de quatro anos "apenas assistindo televisão", Flávio Peralta descobriu que a vida era mais do que a aposentadoria por invalidez. Ele criou o site Amputados Vencedores, se tornou uma referência em palestras sobre segurança do trabalho com quase 500 por todo o País e publicou um livro contando sua história. "Meu trabalho hoje é o mundo virtual e sou plenamente realizado com isso", diz.
Em 21 de agosto de 1997, Peralta foi chamado para fazer a troca de um transformador em uma chácara, nos arredores de Londrina, interior do Paraná. Assim que subiu na escada ele recebeu a descarga elétrica que saiu por seu pé direito e o fez desmaiar. Como consequência do acidente, ele foi obrigado a amputar os braços.
"Foi doído para os meus pais. Mas a autorização foi assinada por meu pai e no dia seguinte meus braços foram carregados por ele para uma universidade da cidade", conta Peralta. Foram 15 cirurgias até poder usar uma prótese no braço esquerdo, que o permite escrever.
De 1997 a 2001, Flávio afirma que ficou sem qualquer atividade que ocupasse seu tempo, "uma época muito difícil em que apenas assistia TV o tempo todo". Casado em 2001, foi ideia de sua esposa Jane iniciar o curso de webdesign e a criação de um site. Com a ajuda de um professor de informática, surgiu o site com o objetivo de compartilhar as dificuldades e superações de quem passa por este tipo de cirurgia.
Atualmente o site conta com o patrocínio de uma das maiores empresas de próteses, órteses e cadeira de rodas do mundo. "Eu queria ajudar outras pessoas na mesma situação. O projeto foi crescendo e hoje somos referência no Brasil e no mundo. A ideia é fornecer informações sobre os mais variados assuntos relacionados ao mundo da deficiência e da amputação, motivação e superação dia a dia de uma pessoa."
Depois do site, Peralta foi convidado por uma empresa multinacional a dar uma palestra sobre segurança do trabalho. No começo a ideia lhe pareceu estranha, e ele recusou. Apenas depois de alguma insistência, decidiu aceitar o desafio e, desde então, dá palestras pelo País. Já foram mais de 470. ]
Essa é uma das lições que ele deixa para empresários e companhias interessadas na inclusão de pessoas com deficiência no mercado profissional. Às vezes o profissional pode temer novos desafios e é preciso insistir. "É preciso encontrar novas formas de localização da pessoa com deficiência. Investir na especialização e formação desses profissionais, nos municípios, e propor salários mais altos. Muitas vezes as companhias requerem especialização e experiência, mas não querem pagar por isso."
Com o site e as palestras, a vida de Peralta já havia mudado bastante, mas o ânimo o levou a uma nova produção: o livro que narra sua história, Amputados Vencedores - Porque a vida continua. Lançado em 2010 pela Conex, da Editora Nobel, o obra recebeu elogios de médicos pelo Brasil.
"As pessoas se emocionam com minha história e se inspiram para continuar também vivendo, caso tenham sofrido um acidente. Essa era minha intenção, mostrar que a vida continua mesmo após uma amputação", afirmou. Uma empresa de Londrina adquiriu 100 exemplares para distribuir entre os funcionários e parceiros, outra de Curitiba comprou 30 exemplares para deixar em sua biblioteca.
Para Peralta, sua vida se divide em antes e depois da publicação do livro. "Eu não podia imaginar que esse livro mudaria tanto a minha vida. Deixou-me mais maduro, mais experiente e muito mais sensível à causa dos amputados, da pessoa com deficiência e da segurança do trabalho. Após meu acidente eu pude perceber que o sofrimento de um amputado e de seus familiares é muito grande. Alguns demoram anos para se reerguer, outros nunca se levantam. Foi pensando nessa dificuldade que tornei meu sofrimento e desafios em palavras escritas. Eu queria servir de instrumento para ajudar outros amputados a enfrentarem esse momento tão difícil em suas vidas."
Inflação sobe mais do que o valor das aposentadorias. Só Dilma não vê isso
Judite Azevedo, 74 anos, se aposentou em 1985 com três salários-mínimos. O marido dela que morreu nesse mesmo ano, havia planejado a contribuição à Previdência. Ele disse a ela: "Não sabemos quem vai partir primeiro. Então, contribuindo dessa forma, você ficará com um bom salário". Não foi assim. Hoje, Judite amarga a corrosão de sua renda para o piso, R$ 545 vigentes (R$ 622 a partir de fevereiro). Suas despesas mensais, entre elas aluguel de R$ 142, são o destino do dinheiro. Sobra, em média, R$ 50, mas não raro ela passa o mês com R$ 20.
"Não compro nada para mim. Mas graças a Deus tenho meus filhos. Eles me ajudam bastante, além dos sobrinhos. Porque senão teria que ficar com a Saúde pública", teme dona Judite, cujo lema é pagar todas as despesas primeiro. Se sobrar é lucro.
A situação da aposentada é a mesma de centenas de outros beneficiários da Previdência, que recebem acima do piso e viram seu poder de compra despencar nos últimos anos.
Apesar de a inflação do idoso ter registrado baixa pela primeira vez em oito anos em 2011 (6,19%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade, da FGV), a realidade dessa população é amarga. De 1995 até dezembro, a correção da aposentadoria, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, acumula alta de 239,86%. Número que não acompanha o custo de vida da terceira idade. Nesses 17 anos, o IPC-3i subiu 303,98%.
O professor do Instituto de Economia da Unicamp Giuliano Contento de Oliveira explica que a carbonização da renda é resultado da política de reajustes adotada pela Previdência Social. "Isso faz com que os benefícios convirjam para o mínimo em função dos diferentes indicadores de correção inflacionários."
Para Giuliano, uma coalizão entre os aposentados a fim de pleitear alterações nesses cálculos seria alternativa. Especialmente em cenário em que a perda progressiva dos benefícios é dada como certa.
Em meio ao fogo cruzado, em que governo defende rombos na Previdência como forma de não conceder aumento real aos beneficiários - de janeiro a novembro o mentiroso "deficit" somou R$ 41,2 bilhões no País -, Oliveira destaca que o problema precisa ser analisado pelo conjunto, além da necessidade de se redesenhar as prioridades econômicas.
No topo da hierarquia orçamentária deveriam ficar idosos e crianças. Não temos observado isso." Há ainda o argumento da baixa qualidade nos serviços públicos, que vem de longa data. "Estamos caindo; serão mais 300 mil recebendo o mínimo neste ano e vai chegar ao ponto de decidirmos: ou comemos ou pagamos convênio médico", reclama o diretor da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Grande ABC, Luis Antônio Rodrigues.
PROCESSO CONTRA REAJUSTE - O diretor da Associação dos Aposentados Luis Rodrigues, dará entrada em processo contra o reajuste de 6,08% a quem ganha acima de um salário-mínimo até o dia 19. Para ele, o valor é incompatível com a Constituição.
A provável data de avalização do pedido se dá por que na próxima terça-feira haverá plenária entre a Federação dos Aposentados e Pensionistas do Estado e demais órgãos representativos. A ideia é levar o projeto, aprovado na entidade regional na sexta-feira, às demais, para que engrossem o movimento contra o projeto.
"Queremos fazer esse engajamento para poder pressionar a Presidência sobre o atual salário", sustenta Rodrigues. Para ele, o valor mínimo do benefício deveria ser de R$ 2.500, para atender a todas as despesas dos idosos. Além disso, ele pressionou a Justiça para que decisa a favor dos idosos. "Os juízos não podem atender aos interesses do Executivo e,sim, o da sociedade."
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Comentáriosvaleria
16/01/2012 às 0:35
Massacre, é o que estão fazendo com o aposentado. Não dá para entender. Se uma pessoa contribuiu com valores acima do piso para ter uma aposentadoria digna, como pode, com o passar dos anos, vir a receber o piso. E outra, os benefícios sociais (LOAS), que não sou contra, mas não deveriam ser pagos pela Previdência.
Este comentário não representa a opinião do Diário do Grande ABC, a responsabilidade é do autor da mensagem.
Primeira 1 Última .
Empresa francesa dá calote em produtores gaúchos
Produtores de frangos que sofrem calote da empresa francesa Doux Frangosul lotaram a assembleia da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), na manhã desta terça-feira (17), em Porto Alegre. O casal Angelita Kraemer e Nilvo Kunz não recebe valores integrais há 137 dias.
O último pagamento ocorreu em dezembro e se referia a julho de 2011. O casal deixou de alojar frangos há 30 dias e admite que já pensa em trocar aviário por carvão (que tem produção na região de Montenegro) para garantir sua renda. Os centenas de produtores pretendiam, ainda, seguir até a Assembleia Legislativa.
Novo mínimo e piso do magistério podem estourar limite da lei fiscal
O novo salário-mínimo nacional e o reajuste do piso salarial nacional dos professores do ensino básico podem forçar as prefeituras paranaenses a estourar o limite de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Hoje, as prefeituras podem gastar no máximo 60% da sua receita corrente líquida com a folha de pagamento.
A advertência é do presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Piraquara, Gabriel Samaha. Com base em estimativa feita pela Confederação nacional dos Municípios (CNM),ele prevê que cerca de 30% das prefeituras do Estado (o equivalente a 120 municípios) poderão enfrentar este problema. Em todo o Brasil, o aumento destas despesas pode estourar o limite de gastos com pessoal em 1500 cidades.
Este problema ameaça sobretudo as pequenas prefeituras do Paraná, já que 70% delas têm o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como sua principal fonte de receita e não possuem uma arrecadação significativa com os impostos e tributos municipais, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre Serviços (ISS). Atualmente, das 399 cidades do Paraná, 209 (52% do total) têm até 10 mil habitantes.
Proposta susta autorização para empresas públicas alterarem planos de carreira
A Câmara analisa proposta que susta a resolução do Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (CCE) que autoriza dirigentes de empresas públicas, sociedades de economia mista e outras empresas direta ou indiretamente controladas pela União a alterarem os próprios regulamentos internos e planos de cargos e salários. Segundo o CCE, atualmente Departamento de Controle de Empresas Estatais (DEST), o objetivo da resolução 9/96 seria limitar ou excluir alguns tipos de vantagens e benefícios existentes nessas instituições, ressalvados os direitos adquiridos.
De acordo com os autores da proposta (PDC 444/11), deputada Erika Kokay (PT-DF) e deputado Claudio Puty (PT-PA),no entanto, a resolução tem provocado injustiças. Ela cita como exemplo decisões que estabelecem remunerações diferentes para trabalhadores de uma mesma entidade, com cargos, funções e produtividade idênticas, simplesmente em razão da data de admissão.
“Há prejuízo evidente para os que foram contratados após a data usada como referência, em flagrante desrespeito ao princípio da igualdade”, afirmam os parlamentares. Eles explicam que a distinção em termos de remuneração deriva da imposição de percentuais diferenciados de adicionais, como o de férias ou o de insalubridade, no momento da renovação dos acordos coletivos de trabalho. Kokay e Puty argumentam ainda que a resolução acabou se tornando um obstáculo para a concessão aos empregados públicos de vantagens trabalhistas superiores às previstas na lei, “impedindo por consequência a negociação coletiva”.
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania; antes de ser votado pelo Plenário.
Quem for aprovado no Senado atuará na organização legislativa
O próximo concurso do Senado oferece 25 vagas de nível médio e 40 vagas de nível superior para a especialidade Processo Legislativo, com salários de R$ 13,8 mil e R$ 18,4 mil, respectivamente. Os aprovados nessa especialidade serão alocados na Secretaria Geral da Mesa. Em entrevista à Agência Senado, a titular da secretaria, Claudia Lyra, explicou em linhas gerais como deve ser o trabalho dos candidatos aprovados.
Ao dar exemplos das atividades a serem exercidas, Claudia destacou a Coordenação Legislativa do Senado, que é vinculada à Secretaria Geral da Mesa. Uma de suas funções é a análise dos projetos de lei apresentados à Casa - seja por senadores, deputados federais, pelo Poder Executivo ou pelo Judiciário, entre outros."É na Coordenação Legislativa que se faz tanto a recepção como a análise da documentação dos projetos" - assinalou.
Essa coordenação também avalia o mérito dos projetos, para sugerir as comissões em que podem ser examinados e votados. Outras de suas funções são o controle dos prazos de tramitação das matérias e a divulgação da ordem do dia do Senado na internet.
VETOS E ORÇAMENTO - Outro possível destino para os aprovados na especialidade Processo Legislativo é a Coordenação do Congresso - que envolve os trabalhos conjuntos da Câmara e do Senado. Uma de suas atividades é o acompanhamento dos vetos presidenciais (que são os vetos do presidente da República a matérias aprovados pelo Congresso), que têm de ser votados tanto pelos senadores como pelos deputados federais. Mas Claudia Lyra frisou que a principal atividade desse órgão é o acompanhamento do projeto de lei do Orçamento.
- Os analistas legislativos que atuam na Coordenação do Congresso têm de acompanhar a Comissão Mista de Orçamento. Por isso, no concurso deste ano, esperamos encontrar pessoas com perfil para esse tema - afirmou ela.
Além da Coordenação Legislativa do Senado e da Coordenação do Congresso, os aprovados podem ser alocados em outros órgãos vinculados à Secretaria Geral da Mesa: as comissões temáticas do Senado (como é o caso da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e a Comissão de Assuntos Econômicos), a Secretaria de Ata (que confecciona o Diário do Senado, entre outras publicações oficiais da Casa) e a Secretaria de Expediente, entre outros.
O concurso do Senado está marcado para 11 de março. As inscrições devem ser feitas até 5 de fevereiro no site da Fundação Getúlio Vargas. É possível obter mais informações sobre o concurso pelo telefone 0800-283-4628 e pelo e-mail senado11@fgv.br. (Agência Senado)
Dilma volta a eleger educação como prioridade por ser estratégica
A presidenta Dilma Rousseff disse que o desenvolvimento do País depende da educação. No programa semanal Café com a Presidenta, ela destacou a democratização do acesso ao ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (Prouni). Juntas, as iniciativas contabilizam mais de 300 mil vagas abertas desde o início do ano.
"O desenvolvimento do País depende da educação e por isso esses programas são tão importantes, são tão estratégicos para o jovem, para a sua família e, sobretudo, para o Brasil", disse. "Nossa intenção é garantir a todos os jovens que queiram frequentar a universidade uma chance, uma oportunidade", completou. Dilma lembrou que o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) permite que o estudante financie até 100% da mensalidade, com juros de 3,4% ao ano. O programa prevê ainda que o aluno só comece a pagar o empréstimo um ano e meio após o término da faculdade. O prazo é três vezes mais que a duração do curso.
Além disso, segundo a presidenta, jovens que optarem por cursos de licenciatura ou de medicina e que forem trabalhar dando aulas em escolas públicas ou atendendo pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em locais em que há carência de médicos poderão ter o débito do Fies reduzido.
"A educação é a principal ferramenta para a conquista dos sonhos de cada um e também para que o Brasil continue crescendo, distribuindo renda, para que seja um país de oportunidade para todas as pessoas. Nada é mais importante que a educação quando se trata de distribuição de renda e de garantia de futuro", concluiu Dilma.
Incrível: Inesul, de Londrina, não paga professores
Os professores da Faculdade Integrada Inesul estão sem receber o 13º salário-2011. Pela legislação em vigor, o benfício deveria ter sido pago, no máximo, até o dia 20 de dezembro. Esta não é a primeira vez que os docentes sofrem com salários vencidos. No ano passado, a situação foi a mesma. Os profissionais só receberam em abril, após o Sindicato dos Professores das Escolas Particulares (Sinpro) ingressar com uma ação na Justiça contra a Inesul.
Segundo o Departamento Jurídico da entidade, o Sindicato recebeu denúncias por parte dos professores: uma relacionada à falta do pagamento e a outra referente à assinatura dos holerites. Os professores teriam sido forçados a assinar o documento mesmo sem receber os salários.
A direção do órgão espera que o impasse seja resolvido até o final desta semana. "Se isso não for resolvido dentro do prazo, vamos entrar com uma nova ação, para bloquear as contas da Inesul", garantiu um representante sindical.
Grandes oportunidades: chances com salários que superam R$ 23 mil
Quem está estudando para concurso deve se preparar. Por todo o País há mais de 47 mil vagas para serem preenchidas e, melhor, com inscrições abertas. Só no estado de São Paulo há pouco mais de 6,5 mil vagas espalhadas pela capital e pelo interior. Há oportunidades para contratação imediata e abertura de cadastro, ou seja, o aprovado será chamado quando for necessária a contratação até, é claro, a validade do concurso.
Só a Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul abriu dez mil vagas para professores. Os salários vão de R$ 395,54 a R$ 1.186,62. Os cargos são de nível médio e superior. As inscrições vão até o dia 3 de fevereiro. A prova ainda não tem data marcada. As secretarias de Educação da Bahia e de Belém também têm vagas abertas para professores – 3.302 e 1.288, respectivamente.
Para quem sonha em conseguir, além da estabilidade, a independência financeira com o emprego público, a melhor chance é no Senado Federal. O salário mais baixo é de R$ 13,8 mil no cargo de técnico legislativo. Para analista legislativo, a Casa paga R$ 18,4 mil. Para o cargo de consultor legislativo, a remuneração chega a R$ 23,8 mil, com carga horário de 40 horas semanais. Ao todo são 246 vagas, sendo 104 de nível médio e 142 de nível superior.
Outra chance de ouro está na Prefeitura de São Paulo para o cargo de auditor fiscal. São cem vagas na área de gestão tributária e 20 para na área de tecnologia da informação, com salário de R$ 11,4 mil. Há ainda salários astrônomicos nos tribunais de Justiça do Acre e de Minas (R$ 20 mil) e no Centro de Assistência Judiciária do Distrito Federal (R$ 14,1 mil).
O Banco do Brasil também tem vagas para escriturário e as inscrições para o concurso vão até o dia 14 de fevereiro.
Paraná pretende investir no turismo náutico para a Copa
Além dos tradicionais turismo de negócios, lazer, religioso e aventura, o estado do Paraná quer aproveitar a Copa do Mundo da FIFA 2014 para atrair visitantes interessados em turismo náutico. Numa visita à Secretaria de Portos da Presidência da República, em Brasília, os secretários estaduais Faisal Saleh, do Turismo, e Mario Celso Cunha, da Copa do Mundo, falaram sobre os projetos para o litoral do Paraná.
Segundo o vice-prefeito de Paranaguá, Fabiano Elias, será construído um terminal turístico no porto da cidade, contendo um prédio de três andares que contará com restaurantes, mirante, lojas, ambulatórios, sala de alfândega, setores da Polícia Federal, Receita Federal, salas de embarque e desembarque e estacionamentos para ônibus, carros e motos. A previsão é que a obra seja concluída em dois anos.
“No Paraná, as atividades náuticas têm grande potencial", afirmou Saleh. "É grande a extensão de trechos navegáveis e temos potencial de aproveitamento para atividades náuticas de recursos como rios, praias fluviais e reservatórios, além do litoral e as belas paisagens paranaenses”, afirmou o secretário de turismo, Faisal Saleh.
“A modernização do Porto de Paranaguá é um ponto importante para os turistas que vêm para a Copa 2014, pois muitos deles virão via marítima. O projeto do Terminal Turístico foi avaliado pelos ministros e deve mudar o perfil econômico do Litoral, criando empregos e ampliando as condições de receptividade”, ressaltou Mario Celso Cunha.
Portuários ficam insatisfeitos com nova escalação de avulsos. Greve iminente
Entra em vigor às 13 horas desta terça-feira a exigência do intervalo de 11 horas entre duas jornadas de trabalho consecutivas para os trabalhadores portuários avulsos (TPAs) de Santos. Os sindicatos que representam as categorias do porto estão descontentes e iniciam nesta terça uma operação padrão no cais, que pode evoluir para uma greve geral.
Além disso, na quarta-feira, os trabalhadores farão uma concentração em frente ao Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo-Santos) e de lá seguem em passeata até o Ministério Público do Trabalho (MPT) para pedir a anulação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que deu origem às novas medidas.
Mas, apesar da nova sistemática de escalação, os trabalhadores ainda terão uma chance de dobrar o turno, devido a duas exceções que foram publicadas pelo MPT.
As excepcionalidades poderão ser aplicadas apenas quando não houver TPA registrado ou cadastrado que tenha respeitado o intervalo mínimo de 11 horas. Nesse caso, o Ogmo estará autorizado a escalar um trabalhador que tenha mantido o período de seis horas entre dois turnos. Se nenhum trabalhador se enquadrar nesse critério, será permitida então a escalação dobrada.
As informações constam do TAC, que começará a ser cumprido nesta terça-feira pelo Ogmo. Além do item relacionado ao intervalo entre as jornadas, outras ações também vão ser colocadas em prática. As novas regras para escalação dos TPAs foram amplamente divulgadas pelo Órgão Gestor para que todos os trabalhadores estejam cientes das mudanças.
As exigências consistem na implementação do sistema eletrônico na escala, a convocação dos TPAs em sistema de rodízio, a colocação, no final da fila, do portuário que recusou o trabalho para o qual foi designado e a escalação de TPA devidamente qualificado, e com a presença dele no posto do Órgão Gestor.
Além dessas regras, outras duas exigências do MPT já estão em funcionamento: o controle de acesso nos postos de escalação e a não atenção às requisições de operadores portuários que façam indicação nominal de TPA, o chamado “homem da casa”.
ESTRATÉGIA -Reunidos no Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport), os dirigentes das categorias do porto traçaram a estratégia para resistir ao novo processo de escalação dos trabalhadores. Além da operação padrão, a ser iniciada nesta terça, que pode avançar para uma paralisação geral no porto, na quarta, os trabalhadores promovem um ato público.
A concentração será em frente ao Ogmo, na Avenida conselheiro Nébias. De lá os trabalhadores seguirão em passeata até a sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), na Rua Braz Cubas, 190. O ato, segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores, Nei Silva, vai simbolizar o enterro do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Ainda nesta quarta-feira, os trabalhadores participam de reunião com dirigentes do Sindicato dos Operadores Portuários (Sopesp) – que requisitam o trabalho dos avulsos.
Acidentes disparam e aposentadorias por invalidez crescem
De acordo com matéria do jornal Folha de S. Paulo desta terça, os casos de invalidez permanente entre vítimas de acidentes de trânsito dispararam entre 2005 e 2010, passando de 31 mil para 152 mil, segundo números do DPVAT (seguro obrigatório). Em 2011, houve novo aumento de janeiro a setembro, foram 166 mil casos. A maioria dos acidentados, mais de 70% do total registrado no ano passado, são jovens e usavam moto.
O crescimento na frota de motocicletas ajuda a explicação dos números. Em 10 anos, de 2001 até o ano passado, as vendas de motos triplicaram, para 1,94 milhão. Ainda de acordo com o periódico, as ocorrências preocupam a Previdência Social teme ter que arcar com os custos de uma geração de jovens aposentados por invalidez.
Aposentados vão saber quanto receberão através da internet
Os 28 milhões de aposentados e pensionistas do INSS poderão conferir, a partir de amanhã, para quanto subiram os benefícios com o aumento que vão receber neste mês. O Ministério da Previdência Social libera, via Internet, a consulta ao contracheque referente a janeiro. O acesso é por meio do portal eletrônico www.previdenciasocial.gov.br.
Quem não tem Internet poderá tirar o extrato do benefício nos terminais de autoatendimento dos bancos pagadores. Os dados nos caixas eletrônicos estarão disponíveis a partir do dia 25. planejar o orçamento doméstico”, diz.
AUMENTO DE R$ 77 - Neste mês, aposentados e pensionistas do INSS que ganham o piso previdenciário, agora no valor de R$ 622, terão reajuste de 14,1%. Em termos reais, o adicional chega a R$ 77. Já os segurados que ganham acima do mínimo contarão com aumento de apenas 6,08%, referente à inflação acumulada no ano passado, registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O aposentado que recebia R$ 1 mil de benefício mensal, por exemplo, terá agora R$ 1.060,80.
Os pagamentos começam a ser depositados na próxima quarta-feira, dia 25. Recebem primeiramente segurados que ganham o piso previdenciário. A partir de 1º de fevereiro, serão depositados ganhos acima do salário mínimo.
CONSIGNADO - A renegociação de empréstimos consignados (com desconto direto em folha), mesmo dentro da margem permitida, de 30%, e a aquisição de novas dívidas sem a quitação da anterior podem estar com os dias contados. Tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, projeto de lei que pretende proibir tais práticas.
O objetivo é frear o endividamento crescente de aposentados, pensionistas do INSS e trabalhadores. A proposta 2.522/11 do deputado federal Marllos Sampaio (PMDB-PI) tramita em caráter conclusivo.
AUMENTO DE R$ 77 - Neste mês, aposentados e pensionistas do INSS que ganham o piso previdenciário, agora no valor de R$ 622, terão reajuste de 14,1%. Em termos reais, o adicional chega a R$ 77. Já os segurados que ganham acima do mínimo contarão com aumento de apenas 6,08%, referente à inflação acumulada no ano passado, registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O aposentado que recebia R$ 1 mil de benefício mensal, por exemplo, terá agora R$ 1.060,80.
CONSIGNADO - A renegociação de empréstimos consignados (com desconto direto em folha), mesmo dentro da margem permitida, de 30%, e a aquisição de novas dívidas sem a quitação da anterior podem estar com os dias contados. Tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, projeto de lei que pretende proibir tais práticas.
O objetivo é frear o endividamento crescente de aposentados, pensionistas do INSS e trabalhadores. A proposta 2.522/11 do deputado federal Marllos Sampaio (PMDB-PI) tramita em caráter conclusivo.
Inativos e pensionistas da União podem receber grana extra
Os cálculos são da Associação Nacional de Assistência ao Consumidor e Trabalhador (Anacont). Os retroativos referem-se à diferença no pagamento de gratificações de desempenho criadas pelo governo federal em 2008. Quem ainda não procurou a Justiça Federal deve ficar atento. O prazo de prescrição desse tipo de ação é de cinco anos, contados a partir da regulamentação da avaliação de desempenho de cada categoria.
Professor reutiliza garrafas pet para construir sala de aula no DF
No Centro de Ensino Fundamental nº 2 de Planaltina, Distrito Federal, nenhum. Com criatividade, o professor Gilvan Luis França deixou de lado os materiais de construção convencionais e ergueu a estrutura com garrafas PET que iriam para o lixo. O docente teve a ideia de preenchê-las com areia, o que barateou o custo da obra e garantiu a sustentação do espaço destinado aos alunos do ensino integral. Gilvan também usou produtos recicláveis nas janelas, feitas de bambu, e no piso da frente, construído com as pedras quebradas retiradas das calhas da escola. Na parte de cima das paredes, pedaços de papel crepom e tinta guache deram um colorido especial à sala de aula.
A ideia de construir um espaço para os alunos surgiu quando o colégio passou a oferecer o ensino integral. Os meninos e meninas não tinham um local para passar a tarde, e Gilvan teve a ideia de construir a sala com as garrafas PET. Dessa forma, poderia trabalhar a conscientização ambiental com os estudantes, uma das iniciativas da escola. “No início, pensamos em confeccionar pufes e bonecos, mas por que não fazer um projeto maior? Essa parte onde fizemos a obra estava ociosa e sem serventia para nós”, explicou o professor do CEF 2 de Planaltina.
Com o início dos trabalhos, o projeto ganhou a simpatia de toda a escola. Os 1,8 mil alunos se envolveram com a ideia e ajudaram a arrecadar o material necessário. Eles reuniram 20 mil garrafas PET, das quais 15 mil foram usadas nas paredes da sala. “Eu parava o carro no meio da rua para pegar uma garrafa. Em dois meses já tínhamos o suficiente para começar”, lembrou Gilvan. Todos queriam se envolver na construção. Era só o sinal tocar e os estudantes corriam até o pátio para encher os recipientes com areia. Ficavam horas ali, sem ver o tempo passar. “Na hora do recreio, todo mundo vinha para cá. Deixavam de brincar para encher as garrafas”, contou o professor.
Depois dessa primeira etapa, era hora de começar a obra. Aos poucos, as garrafas e o barro davam forma à parede. Em setembro do ano passado, a sala de aula ficou pronta. Mesmo com o esforço de todos, o início do trabalho foi difícil. “Estudamos bastante na internet para saber se era viável construir a sala com as garrafas, fizemos um trabalho de pesquisa e escrevemos um projeto, mas não tivemos ajuda de profissionais”, explicou Gilvan. “Não dormi algumas noites, preocupado com a parede. Fiquei com medo de que pudessem cair a qualquer momento.” Para baratear os custos, o professor usou concreto somente nas pilastras de sustentação da sala. A cobertura ficou a cargo da direção da escola.
Prêmio
Enquanto pesquisava na internet como erguer a parede com segurança, o professor encontrou o site da Associação Brasileira da Indústria do Pet (Abipet). Gilvan inscreveu o projeto da escola no prêmio e, em novembro do ano passado, recebeu a notícia de que a ideia tinha sido aprovada na primeira fase da categoria educação ambiental. Ele foi até São Paulo para participar da festa e receber o prêmio, um troféu e um cheque de R$ 2 mil. Com o dinheiro, Gilvan pretende comprar jogos educativos e outros equipamentos para desenvolver as atividades previstas no ensino integral.
O troféu é motivo de orgulho para os alunos do colégio. A estudante da 8ª série do CEF 2 de Planaltina Karyne Xavier da Silva, 15 anos, ficou satisfeita de ter participado de todas as etapas da construção da sala da escola onde estuda. “Achei muito legal esse projeto, mas, no começo, pensei que não fosse dar certo.”
A aluna da 8ª série Roana Ywara Neres, 14 anos, também ficou receosa de que a sala não saísse do papel. “Pensei que seria uma coisa pequena, mas me surpreendi com o resultado. Depois da aula, a gente vinha para cá e ficava enchendo as garrafas”, lembrou. A jovem arrecadou o material com os parentes, vizinhos e amigos. “Mexer com o barro foi muito divertido. Desde o princípio, gostei da ideia, que é um projeto muito legal.”
Depois de a sala ficar pronta, Gilvan olha para os alunos e se orgulha do resultado. “Sempre gostei de trabalhar a conscientização ambiental, a importância da preservação com as crianças, que são o nosso futuro. Isso fará parte da vida deles para sempre”, avaliou. O professor lembrou que as garrafas PET levam de 100 a 400 anos para se decompor. “A gente pensa que todo esse material poderia estar nas ruas, mas está aqui, com uma função. Isso é muito legal”, concluiu.
Música na escola
São diversas as maneiras de reutilizar as garrafas PET. Em Brasília, o professor de ensino fundamental Marcelo Capucci desenvolve, desde 2007, um projeto que ensina estudantes da rede pública a reciclar esses utensílios. Foi assim que nasceu a Percussucata, uma orquestra da qual praticamente todos os instrumentos foram feitos a partir de garrafas PET. Três anos depois, a boa ideia rendeu um prêmio ao professor, conferido por seu trabalho de conscientização ambiental com a educação básica. E o projeto foi ampliado: Capucci se aliou à campanha contra a dengue, estimulando as pessoas a utilizarem as pets recicladas.
Prêmio
Enquanto pesquisava na internet como erguer a parede com segurança, o professor encontrou o site da Associação Brasileira da Indústria do Pet (Abipet). Gilvan inscreveu o projeto da escola no prêmio e, em novembro do ano passado, recebeu a notícia de que a ideia tinha sido aprovada na primeira fase da categoria educação ambiental. Ele foi até São Paulo para participar da festa e receber o prêmio, um troféu e um cheque de R$ 2 mil. Com o dinheiro, Gilvan pretende comprar jogos educativos e outros equipamentos para desenvolver as atividades previstas no ensino integral.
O troféu é motivo de orgulho para os alunos do colégio. A estudante da 8ª série do CEF 2 de Planaltina Karyne Xavier da Silva, 15 anos, ficou satisfeita de ter participado de todas as etapas da construção da sala da escola onde estuda. “Achei muito legal esse projeto, mas, no começo, pensei que não fosse dar certo.”
A aluna da 8ª série Roana Ywara Neres, 14 anos, também ficou receosa de que a sala não saísse do papel. “Pensei que seria uma coisa pequena, mas me surpreendi com o resultado. Depois da aula, a gente vinha para cá e ficava enchendo as garrafas”, lembrou. A jovem arrecadou o material com os parentes, vizinhos e amigos. “Mexer com o barro foi muito divertido. Desde o princípio, gostei da ideia, que é um projeto muito legal.”
Depois de a sala ficar pronta, Gilvan olha para os alunos e se orgulha do resultado. “Sempre gostei de trabalhar a conscientização ambiental, a importância da preservação com as crianças, que são o nosso futuro. Isso fará parte da vida deles para sempre”, avaliou. O professor lembrou que as garrafas PET levam de 100 a 400 anos para se decompor. “A gente pensa que todo esse material poderia estar nas ruas, mas está aqui, com uma função. Isso é muito legal”, concluiu.
Música na escola
São diversas as maneiras de reutilizar as garrafas PET. Em Brasília, o professor de ensino fundamental Marcelo Capucci desenvolve, desde 2007, um projeto que ensina estudantes da rede pública a reciclar esses utensílios. Foi assim que nasceu a Percussucata, uma orquestra da qual praticamente todos os instrumentos foram feitos a partir de garrafas PET. Três anos depois, a boa ideia rendeu um prêmio ao professor, conferido por seu trabalho de conscientização ambiental com a educação básica. E o projeto foi ampliado: Capucci se aliou à campanha contra a dengue, estimulando as pessoas a utilizarem as pets recicladas.
Funcionalismo, o nó de 2012
Denise Rothenburg
Correio Braziliense
Assim como Dilma não cumpriu o corte de R$ 50 bilhões no ano passado, os servidores apostam que não cumprirá também a promessa de reajuste zero este ano. Por isso, a greve está na ordem do dia das associações de várias categorias.
Em conversas reservadas, os técnicos do Poder Executivo são praticamente unânimes em afirmar onde o bicho vai pegar este ano para a administração da presidente Dilma Rousseff, a ponto de incomodar o sono presidencial: a pressão por reajustes salariais. Além da campanha no primeiro escalão, apontada hoje na reportagem do Correio, há outras bem piores. O funcionalismo público prepara uma greve para tentar recompor a inflação acumulada de 2007 para cá — 24,5%, segundo as organizações dos servidores.
O funcionalismo está quieto desde 2007, quando um acordo com o governo previu reajustes até 2010. Mas, agora, diante da perspectiva de aumento zero em função da crise econômica externa e a necessidade de o governo conter seus próprios gastos, as associações e centrais de servidores vislumbram uma paralisação generalizada.
A presidente não se mostra interessada em ceder. Tanto é que nem colocou no Orçamento os recursos necessários ao reajuste do Poder Judiciário e criou uma celeuma que não tem data para terminar. Além disso, ainda existe o movimento dos policiais militares, conforme relatamos aqui no começo deste mês. Para quem não acompanhou as notícias da primeira semana de janeiro, vale lembrar que houve a greve da PM do Ceará conforme noticiado em todos os jornais e comentado aqui.
Naqueles dias, o governador Cid Gomes, diante de uma paralisação de policiais armados, acabou se rendendo e concedeu o reajuste. O governo já detectou movimentos semelhantes no Amazonas, no Pará, e em mais quatro estados. No início deste mês, comentei aqui que, se a greve da PM eclodir em todo o país e os governadores se renderem, vai ser um levante geral em favor da PEC 300, aquela que equipara os salários dos policiais de todo o país com o que recebem os do Distrito Federal.
Na semana passada, ouvi de uma autoridade do governo que a aprovação da PEC 300 seria o caos. No caso de Brasília, os salários são melhores porque o Distrito Federal conta com recursos da União para suprir despesas nas áreas de saúde, educação e segurança pública. Os estados da federação não têm esse suporte. Além disso, qualquer reajuste da ordem do que pede a PEC 300 geraria um efeito cascata. Depois de PMs e bombeiros contemplados, seria a vez de outras categorias pedirem o mesmo. No Ceará, tão logo terminou a greve dos policiais militares, veio a da Polícia Civil.
Em relação ao Poder Executivo nacional, a aprovação da PEC 300 provocaria um efeito cascata, conforme detectado pelo próprio governo. As Forças Armadas, por exemplo, imediatamente apresentariam um pedido por melhores salários. O argumento para tal está definido e é justo: um capitão ou sargento não poderia ganhar menos do que um oficial da PM que estivesse no mesmo nível hierárquico.
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