19 de agosto de 2012
Crédito consignado para servidores e aposentados ainda é a melhor opção
Mesmo com as reduções em diversas taxas de juros, que começou pelos bancos públicos e chegou às instituições privadas, o crédito consignado ainda é uma opção mais vantajosa do que outros tipos de financiamento, como os crediários de lojas e os empréstimos pessoais. Mesmo se o sonho de consumo for grande demais para ser realizado integralmente por meio do crédito com desconto em folha de pagamento, ele pode ser de grande utilidade para que servidores e segurados do INSS — que têm direito ao benefício — comprem gastando menos.
A compra de um carro é um exemplo. Algumas concessionárias oferecem juros menores nos planos com entrada. Se essa quantia inicial for obtida por meio de um empréstimo consignado, a economia final pode chegar a R$ 5.633,94.
As condições podem ficar ainda melhores para os servidores federais — que, na comparação com o funcionários alguma Prefeitura (com juros máximos de 1,75%) e os segurados do INSS (com taxa de 2,14%) — têm o teto de juros mais alto: 2,5% ao mês, mesmo percentual do estado. O Ministério do Planejamento estuda reduzir esse limite na União. Quando ele foi estabelecido, em 2008, ficou igual ao do INSS: 2,65% ao mês.
Desde que o teto caiu para 2,5% ao mês, o Ministério da Previdência Social já promoveu duas reduções, e a União nunca mais baixou.
ONDE CONSULTAR PRAZOS E TAXAS
INSS - Os segurados da Previdência Social podem verificar as taxas e os prazos no site www.inss.gov.br. Basta clicar nos links “Lista completa de serviços ao segurado”, “Empréstimo consignado” e “Lista completa de bancos e taxas de juros”.
Setor de seguros cresce e já oferece cobertura até para prejuízos causados pelo cachorro
Um dia de fúria do até então dócil cãozinho da família; um botijão de gás que vai pelos ares dentro de casa; uma bolsa roubada em plena luz do dia. Situações inusitadas como essas já não são mais prejuízo certo. Uma enxurrada de seguros diferentes está tomando conta do mercado brasileiro, com opções que, em alguns casos, não chegam a custar um real por mês.
— As empresas estão cada vez mais diversificando seus produtos, de olho principalmente na nova classe média — explica a diretora-executiva da Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNSeg), Solange Beatriz Palheiro Mendes.
Os chamados seguros populares estão ajudando ainda a alavancar o setor, que deve fechar este ano com um crescimento de 17% em relação a 2011, segundo projeções da CNSeg. Os quesitos violência e acidente são os que oferecem a maior gama de opções: é possível garantir uma indenização para a família no caso de o titular ser vítima de bala perdida, sequestro-relâmpago, assalto e até acidente de ônibus ou avião.
Para Edson Toguchi, superintendente da Allianz, o brasileiro está mais consciente de seus deveres e direitos: "É um mercado muito grande no exterior, que começa a se destacar no Brasil".
Solange Beatriz, da CNSeg, porém, alerta que a diversificação aumenta a necessidade de redobrar o cuidado na hora de contratar o seguro.
— É preciso que as seguradoras prestem todas as informações sobre o que estão oferecendo. O cliente deve procurar corretores de confiança e ler o contrato atentamente antes de assinar.
PROTEÇÃO ATÉ NO ÔNIBUS
Quem tem: Ace Seguradora
Produto: Cobertura de morte acidental em transporte coletivo
Cobre: Morte em acidentes de ônibus, avião, barcas e metrô
Valor: Não divulga valor do seguro. Cobertura é de R$ 10 mil
Informações: www.acegroup.com/br-pt
BALA PERDIDA
Quem tem: Zurich Brasil
Produto: É adicional ao seguro residencial
Cobre: Morte ou invalidez por bala perdida
Valor: A partir de R$ 30 por ano
Informações: www.zurich.com.br
SEGURO-MORDIDA
Quem tem: Allianz Seguros
Produto: Tranquilidade Familiar
Cobre: Se cachorro morde alguém e janela despenca do apartamento, além de prejuízos não intencionais causados a terceiros por filhos ou convidados de uma festa
Valor: A partir de R$ 30 por mês para prejuízos de até R$ 200 mil
Informações: www.allianz.com.br
DÍVIDAS ZERADAS
Quem tem: Caixa Econômica Federal
Produto: Dívida Zero
Cobre: Quitação de financiamentos e empréstimos, se titular morrer
Valor: A partir de R$ 6 por mês, cobrindo até R$ 100 mil
Informações: www.caixaseguros.com.br
MIL E UMA UTILIDADES
Quem tem: Banco do Brasil
Produto: BB Proteção (módulos: motorista, educação, informática, viagem e familiar)
Cobre: É de acidentes pessoais, mas oferece serviços como aulas de reforço escolar e suporte para problemas de computador
Valor: R$ 6,49 por mês, por módulo. Cobertura por morte é de R$ 10 mil
Informações: www.bbseguros.com.br
BOTIJÃO NO SEGURO
Quem tem: Bradesco, apenas na comunidade Santa Marta
Produto: Estou Seguro
Cobre: Danos à residência por explosão, inclusive de botijão de gás
Valor: R$ 10 por ano, com cobertura de R$ 20 mil
Informações: Na comunidade Santa Marta ou pelo site www.viverseguro.org.br
NÃO PRECISA PEGAR O LADRÃO
Quem tem: Ace Seguradora
Produto: Varia conforme o serviço
Cobre: Roubo de bolsas e de celulares, óculos quebrados e sequestro-relâmpago
Valor: Varia conforme o valor do bem protegido
Informações: www.acegroup.com/br-pt
CAIXÃO GARANTIDO
Quem tem: Generalli Seguros para clientes TIM
Produto: Proteção Premiada
Cobre: Assistência-funeral caso o titular morra em acidente e assistência para vítimas de crimes
Valor: R$ 1,50 por mês, descontado de créditos do celular TIM
Informações: A oferta é feita por SMS. Leia o regulamento. Informações com a operadora
Discussaõ acirrada: dinheiro para refeição deve ter desconto de INSS
O auxílio-alimentação pago em dinheiro ou creditado em conta corrente ao trabalhador deve sofrer o desconto da contribuição previdenciária. A decisão é da Turma Nacional de Uniformização (TNU) dos Juizados Especiais Federais. Pela sentença, a taxação não acontece apenas se o empregador fornecer o benefício em forma de alimentos para o funcionário.
A sentença da TNU mudou uma decisão da 2 Turma Recursal da Justiça de Santa Catarina, e restabeleceu o resultado do julgamento que havia recusado a tese de isenção de contribuição sobre o valor desse benefício. Como havia perdido na primeira instância, a União recorreu.
O juiz federal Janilson Bezerra de Siqueira, relator do processo, mencionou um precedente da própria TNU. Segundo essa decisão judicial anterior dos magistrados, não é possível aplicar legislações estaduais para esse tipo de caso, já que, de acordo com a Constituição Federal, cabe somente à União legislar sobre assuntos ligados à Previdência Social.
Depois do vexame nacional, ensino médio mais enxuto
Após o vexame nacional do Ensino Médio no último Ideb, principal indicador da qualidade do ensino no Brasil, o Ministério da Educação (MEC) decidiu acabar com as 13 disciplinas obrigatórias do currículo.
Em vez de aulas de Biologia, Física e Química, os alunos teriam matérias de quatro áreas — ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática — inspiradas no conteúdo cobrado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O ministro Aloizio Mercadante acredita que com a mudança será possível melhorar o desempenho do Ensino Médio em todo o País. A proposta ainda será encaminhada para análise no Conselho Nacional de Educação (CNE), que já aprovou as novas normas curriculares que propõem a flexibilização do modelo atual.
“Não estamos propondo a eliminação de disciplinas, mas a integração nas quatro áreas em vez do fracionamento que ocorre hoje”, explica o secretário de Educação Básica do MEC, César Callegari.
Ele acredita que o inchaço do currículo prejudica a aprendizagem. A mudança não será imediata. A previsão do ministro é alterar o currículo só em 2015. A próxima compra de livros vai priorizar obras que estejam organizadas nesse novo formato.
No C.E. Monsenhor Miguel Santa Maria Mochon teatro é usado para motivar alunos no Ensino Médio Inovador | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
Especialistas concordam que é preciso reduzir disciplinas, mas dizem que o governo terá dificuldades para achar professores com formação ampla.
“O MEC não admite, mas está com uma batata quente na mão. Hoje faltam 60 mil professores de Matemática e 35 mil de Química em todo o País. Vai tentar resolver a carência reduzindo disciplinas. O problema é que não há professores com boa formação em quantidade suficiente para todas as escolas”, diz o educador Hamiltom
INOVAÇÃO - Além da reformulação do currículo, o ministro Aloizio Mercadante quer ampliar as escolas de tempo integral para melhorar o desempenho do Ensino Médio que, entre 2009 e 2011, subiu apenas 0,1 ponto, passando de 3,6 para 3,7.
“Precisamos de um novo currículo, mais flexível, menos fragmentado, tirando um pouco da sobrecarga de disciplinas”, disse o ministro. Um dos programas, batizado de Ensino Médio Inovador, já é adotado por 52 escolas estaduais do Rio, como o Colégio Monsenhor Miguel Santa Maria Mochon, em Padre Miguel.
O objetivo é despertar o interesse do jovem com oferta de atividades culturais, uso de mídias digitais, oficinas de leitura, expressão corporal e iniciação científica.
Com mais direitos garantidos, domésticas buscam melhores salários
Contratar uma empregada doméstica nos principais centros, como o Rio, São Paulo, Paraná, Porto Alegre e Florianópolis, entre outros virou um desafio. Com direitos trabalhistas garantidos em outras profissões, as empregadas assumiram novas funções no mercado de trabalho. Assim, as patroas enfrentam verdadeiro “apagão” de mão de obra no setor.
Atentas à escassez e ao acesso facilitado à qualificação, as domésticas estão mais criteriosas antes de aceitar um emprego. É comum optarem pelas diárias, em busca de remuneração mais elevada e jornadas com tarefas específicas, do tipo faxina ou cozinha.
Em meio a este cenário, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados deve aprovar nesta quarta-feira o parecer favorável à Proposta de Emenda Constitucional 478/10 — a PEC das Domésticas —, que amplia os direitos da categoria. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), limitação de jornada de trabalho, recebimento de hora extra e adicional noturno são alguns dos benefícios citados na proposta.
Relatora da PEC, deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) é categórica ao analisar o “apagão” da mão de obra: “É decorrente da falta de direitos”. Para Benedita, elas buscam outra atividade, como prestação de serviços, para ter todos os benefícios concedidos a outros trabalhadores.
“A Emenda 478 propõe ampliar o que a Constituição já garante a muitas categorias”, explica. Dos direitos listados na proposta, a deputada destaca redução da jornada de trabalho, recolhimento do FGTS e seguro-desemprego.
De acordo com Mário Avelino, presidente da Ong Doméstica Legal, o lado do empregador também precisa ser levado em conta na hora da aprovação da PEC. Segundo ele, a proposta de igualar direitos das domésticas aos de trabalhadores de empresas privadas é um fator positivo, desde que haja equilíbrio.
“Caso vire lei, o custo do contratante vai aumentar e quem vai correr da raia é o empregador, se não houver uma política de compensação”, afirma Avelino.
Geralda Lopes de Oliveira, diretora jurídica do Movimento das Donas de Casa de Minas Gerais, revela que a nova legislação assusta o empregador. “Estamos apavoradas, com muito receio de contratar. Muitas optam por diaristas que não têm contrato, carteira de trabalho, lei nenhuma. A nova legislação prevê benefícios para as domésticas e nenhum para o empregador”, diz.
Com 13º no bolso, é hora de pôr ordem no orçamento
INSS começa a pagar 50% do abono de Natal na próxima semana.
A partir do próximo dia 27, os mais de 25 milhões de aposentados, pensionistas e segurados do INSS começam a receber um dinheirinho a mais. É a primeira parcela do 13º salário, um montante de R$ 11 milhões, e que será depositada junto com a folha de pagamento de agosto, sem o desconto de Imposto de Renda.
Para os mais gastadores, a renda adicional é sinônimo de antecipação de presentes de Natal. Especialistas em finanças pessoais orientam, no entanto, ter cautela e consciência financeira para não gastar tudo de uma única vez.
Priorizar a quitação de dívidas e ainda aplicar o que sobrar em um investimento seguro, como a poupança, podem fazer com que o aposentado tenha um Papai Noel mais gordinho em dezembro e mais tranquilidade para o começo do próximo ano.
Segundo Max Monteiro, professor de Finanças da Faculdade Fabec, o aposentado deve utilizar os 50% do 13º como estratégia para renegociar dívidas, sendo prioridade as que têm juros mais altos. Para o especialista, pagar dívidas do cartão de crédito e do cheque especial é a primeira coisa a ser feita.
“A quantia recebida pode não ser suficiente para pagar toda a dívida, mas vale como credencial junto ao credor para que uma nova proposta de parcelamento seja efetuada”, esclarece Max Monteiro.
Mesmo que o aposentado receba pouco, o ideal é que ele também separe uma parte da primeira parcela do 13º salário para fazer uma reserva financeira, uma forma de se proteger de momentos delicados. A dica é escolher aplicações mais conservadoras, como a poupança e o Tesouro Direto. Esses investimentos contam com menos riscos para o investidor.
‘FIQUE ATENTO
Use o 13º salário como moeda de troca para pagar ou renegociar dívidas.
Dê prioridade para as que têm juros maiores, como as do cartão de crédito e do cheque especial.
Mesmo que você ganhe pouco, guarde parte, fazendo investimento seguro.
Sem incidência de Imposto de Renda ou taxa de administração, a poupança é a aplicação mais adequada aos aposentados do INSS. O rendimento é de 70% da taxa Selic ( hoje 8% ao ano) mais TR (Taxa Referencial).
Desde que não se pretenda resgatar o dinheiro a curto prazo, os Títulos da Dívida Pública são outra boa opção. Para aplicar, procure o gerente do banco e verifique o valor cobrado pela taxa de administração.
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