1 de setembro de 2012

Brasil tem 3,7 milhões de crianças e adolescentes fora da escola

Em todo o Brasil, 3,7 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estão fora da escola, segundo dados da Pnad/2009. A maioria - mais de 1,5 milhão - na faixa de 15 a 17 anos, mas o problema existe mesmo nos anos iniciais do ensino fundamental, quase universalizado no país: são 375.177 crianças longe das salas de aula, o que representa 2,3% da população dos 6 aos 10 anos. Com base nesses números, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação traçaram o perfil dos brasileiros que não estão na escola ou correm risco de evasão. O relatório 'Todas as crianças na escola em 2015 – Iniciativa global pelas crianças fora da escola' aponta que as maiores desigualdades estão relacionadas às crianças mais pobres, aquelas que a família tem renda per capita de até 1/4 do salário mínimo, negras, indígenas e/ou deficientes. E ainda que a repetência e o trabalho infantil são os principais fatores de risco para a permanência na escola. - O fracasso escolar é fator de exclusão. A criança repete e perde o pique. E o Brasil ainda tem defasagem-série muito alta, nos anos finais do fundamental, por exemplo, 40% dos alunos têm dois anos de atraso - diz Maria de Salete Silva, coordenadora do Programa de Educação no Brasil, do Unicef. Segundo o estudo, em termos absolutos, as regiões com maior número de alunos em risco de abandono são o Nordeste e o Sudeste. As duas regiões têm, respectivamente, 1,7 milhão e 1 milhão de crianças matriculadas nos anos iniciais do fundamental com idade superior à recomendada para a série que frequentam. Em termos proporcionais, Norte (18,33%) e Nordeste (17,68%) são as regiões com mais estudantes em risco. Em todo o país, nos anos iniciais, pouco mais de 1 milhão de crianças brancas não está na série recomendada. As negras são mais que o dobro: 2,6 milhões. Nos anos finais do fundamental, o problema também impressiona: mais de 5 milhões não estão na série recomendada. No ensino médio, 24,2% dos matriculados (2.843 alunos) estão dois anos ou mais acima da idade recomendada e, por conta disso, correm o risco de abandonar a escola. Segundo o estudo, a gravidez na adolescência também está relacionada ao abandono e evasão. Além disso, a violência na escola é outro fator que afasta crianças e adolescentes.
TRABALHO INFANTIL - -Em relação ao trabalho infantil, o estudo mostra que mais de 214 mil crianças de 6 a 10 anos trabalham e estudam. Dessas, mais de 90 mil vivem em famílias com renda per capita de até 1/4 de salário mínimo, sendo que a maioria está no Nordeste. Na faixa de 15 a 17 anos, mais de 2 milhões têm que conciliar estudo e trabalho. Somando todas as faixas etárias, 571.491 crianças trabalham e estudam. A maioria está na zona urbana. FORA DA ESCOLA - Na faixa etária de 4 a 5 anos, quando deveriam frequentar o pré-escolar, mais de 1,4 milhão de crianças está fora da escola. Dessas, 612 mil são brancas e 798 mil, negras. A maioria - pouco mais de 453 mil - vive em famílias com renda per capita de até 1/4 do salário mínimo. Nos anos iniciais do fundamental (dos 6 aos 10 anos), o Nordeste é, em números absolutos, a região com o maior número de crianças fora da escola: são 116.125. Na faixa dos 7 aos 14 anos, são 534 mil longe das salas de aula. Mais de 309 mil são meninos. Do total, mais de 329 mil são negros. Na faixa de 11 a 14 anos, o Brasil tem 355.600 crianças fora da escola. Nessa faixa, o número das que trabalham é 20 vezes maior que na faixa anterior, de 6 a 10 anos: são 68.289. A maioria vive no Nordeste e no Sudeste. O estudo mostra ainda que a discriminação racial afeta o acesso e a vida escolar. De acordo com o relatório, as crianças negras têm menos anos de estudo que as brancas: 6,7 anos contra 8,4 anos. Além disso, entre a população negra com 15 anos ou mais há mais analfabetos do que na mesma faixa etária da população branca: 13,4% contra 5,9%. E adolescentes negros de 12 a 17 anos têm 42% a mais de chance de estar fora da escola do que um jovem branco. Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/educacao/vida-de-calouro/brasil-tem-37-milhoes-de-criancas-adolescentes-fora-da-escola-5960719.html#ixzz25EmIejO9

INSS: perdas de aposentados chega a 80,55%, em 19 anos

Os segurados do INSS que ganham acima do salário mínimo (R$ 622) — nove milhões de aposentados e pensionistas — terão acumulado, até 2013, uma perda de 80,55% em seus vencimentos, desde 1994. O levantamento — que já inclui um aumento estimado de 4,5% em janeiro do ano que vem — foi feito pela Confederação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Cobap). — Se não conseguirmos mudar a situação, esses aposentados passarão a ganhar o mínimo — disse o presidente da Cobap, Warley Martins. Isso quer dizer que, na medida em que os reajustes concedidos a esses aposentados não acompanha o mesmo aumento aplicado ao salário mínimo, a tendência é que esses segurados tenham os benefícios achatados ano a ano, aproximando-se cada vez mais do piso (R$ 622). Manoel Menezes Netto, de 77 anos, sabe bem o que isso significa. Aposentado em 1985, com dois salários mínimos e meio, ele hoje recebe um pouco mais do que o piso, ou seja, R$ 794. — A minha renda era melhor. Graças a Deus, hoje não tenho muitos gastos, principalmente com remédios, que são caros. Moro com a minha filha e economizo — disse. O presidente da Cobap diz que ainda não perdeu a esperança. Na terça-feira, fará mais uma tentativa de sensibilizar o governo a dar um reajuste acima da inflação. — Vamos encaminhar uma nova proposta de reajuste de 80% do PIB para ser incluída no orçamento — afirmou.

Governo reserva R$ 2,8 bilhões para pagar atrasados do INSS

O governo reservou R$ 2,8 bilhões para pagar atrasados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) acima de R$ 32.700 em 2013. No total, são R$ 200 milhões a mais do que o previsto pelo Conselho da Justiça Federal. A grana servirá para pagar a bolada de segurados que ganharam ações de revisão ou de concessão de aposentadorias, auxílios ou pensões. Deverão receber esses atrasados cerca de 59 mil segurados no país. Os R$ 2,8 bilhões serão usados para pagar atrasados acima de R$ 32.700, chamados de precatórios. O valor, que equivale a 60 salários mínimos em 2011, consta no projeto da Lei Orçamentária para 2013, entregue nesta semana ao Congresso pela ministra Miriam Belchior, do Planejamento. Esses atrasados maiores são pagos só uma vez ao ano; normalmente entre abril e o início de maio.

Tempo esquenta nas Forças Armadas: 70% acham que reajuste é pouco

O reajuste dos soldos das Forças Armadas de 30% parcelados em três anos dividiu as opiniões nos quartéis. Na proporção de três comentários elogiosos para sete desfavoráveis, conforme manifestações de praças e oficiais. Como esperado, sargentos e cabos foram os que mais se queixaram do aumento. Do grupo, a maioria concorda com a movimento das esposas e de militares da reserva que promete impedir o desfile do 7 de Setembro no Rio e em Brasília pedindo o aumento de 30% em parcela única a contar já do ano que vem. Para o movimento, as perdas acumuladas dos soldos somam 145% e o aumento parcelado de nada adiantará (confira ao lado a comparação entre os dois índices de reajuste, o concedido e o pedido pela tropa).

Concurseiros de olho em 63 mil vagas n a União

A previsão de 124.757 oportunidades de vagas em concursos para 2013 (confira abaixo), de acordo com o Projeto da Lei Orçamentária, deu injeção de ânimo em quem almeja ingressar na carreira pública. Deste total, 63.075 novos cargos vão ser criados e outros 61.682 ocupados por candidatos já aprovados em seleções feitas. Só a Justiça do Trabalho vai oferecer novas 5.559 vagas. De olho nas áreas que mais vão empregar em 2013, especialistas dão dicas a quem sonha em se tornar servidor. Segundo Paula Parizotto, do Instituto IOB, o concurseiro deve jogar peso em direitos Constitucional e Administrativo, disciplinas exigidas em quase todos os concursos. Para seleções de Nível Médio, as matérias mais cobradas, em geral, são Português, Raciocínio Lógico/Matemática, Informática e Atualidades. Quem já tem definido o concurso que deseja fazer, deve usar como base o edital anterior, até que seja publicada a convocação da seleção esperada. “Com a publicação de novo edital, o foco deve ser nas matérias que foram incluídas e na revisão das demais”, orienta Paula. Segundo Rafael Satto, coordenador do R2 Cursos Preparatórios, o candidato, independentemente do concurso e cargo almejados, precisa ter conhecimento profundo das regras gramaticais, concordância e regência. “Quem domina esses conteúdos se sente mais seguro na hora da prova e garante uma melhor classificação”, explica. Em Português, é importante estudar interpretação de texto. Em Direito Administrativo, Satto destaca a Lei 8.112/90, atos e poderes administrativos. Em Constitucional, direitos e garantias fundamentais.