16 de setembro de 2012
Concurso da Polícia Rodoviária Federal abre 71 vagas na área administrativa
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) abriu um novo concurso público com 71 oportunidades. Poderão concorrer pessoas com níveis médio e superior. Os salários vão de R$ 2.364,47 a R$ 2.671,22 para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.
As vagas são para técnico de assuntos educacionais, técnico de nível superior e agente administrativo, único cargo que exige nível médio, com oferta de 67 chances imediatas. As inscrições vão de 20 de setembro a 10 de outubro e poderão ser feitas pelo site www.cespe.unb.br/concursos. As taxas são de R$ 55 para o nível médio e R$ 65 para o superior.
Além desse concurso, a PRF solicitou autorização ao Ministério do Planejamento para preencher 1.500 vagas. O pedido está em análise. Para ser agente (policial rodoviário), é preciso ter nível superior completo. O salário é de R$ 5.804. A contratação dos novos policiais rodoviários está prevista para 2013.
Poupança está vantajosa, mas bancos dificultam abertura de contas
A tradicional e conservadora caderneta de poupança nunca foi tão desejada. E não é para menos. Apesar das novas regras de rentabilidade, publicadas há quatro meses pelo governo — diminuindo seus rendimentos sempre que a taxa básica de juros, a Selic, atingir menos de 8,5% ao ano —, a queridinha dos brasileiros tem um de seus melhores desempenhos em dez anos, quando comparada a outras aplicações tradicionais, como Fundos DI, CDB e títulos do Tesouro Direto.
Ao longo do ano, os depósitos na poupança superaram as retiradas em R$ 23,73 bilhões — um recorde na história da caderneta desde que o acompanhamento começou a ser feito pelo Banco Central, em 1995.
O problema é que nem sempre é fácil guardar o pé-de-meia no banco. Ao longo da semana passada, o EXTRA visitou unidades das seis principais redes bancárias e tropeçou em exigências até então desconhecidas, como depósitos mínimos de R$ 200 e até comprovante de propriedade de imóvel para abrir uma simples caderneta.
Mas, afinal, o que é que a poupança tem? Para Fabio Fusco, economista do Instituto Nacional de Investidores e da consultoria Calil & Calil, a questão principal é o que ela não tem. A ausência de taxas de administração e de desconto para o Imposto de Renda está fazendo com que o rendimento, no final das contas, seja mais vantajoso:
— Os juros estão tão baixos que não compensa, por causa de um rendimento de R$ 1 ou R$ 2 a mais, optar por um depósito em outras modalidades que não são tão simples de usar.
Fusco se refere à obrigatoriedade de depósitos fixos mensais ou à menor flexibilidade na hora de o cliente sacar o dinheiro, comuns em fundos de investimento e títulos públicos. A poupança, por sua vez, mais parece um cofrinho que rende.
— Não é muito, mas é seguro. Para serem mais vantajosos, os fundos de investimento teriam que estar pagando bem melhor — diz.
A designer de sobrancelhas autônoma Adria Noronha, de 29 anos, procura depositar, todos os meses metade do salário na poupança.
— Nem cartão de crédito eu tenho. Guardo dinheiro para comprar à vista. Mas smepre deixo guardado na caderneta, pelo menos, o equivalente a três meses de salário. É um fundo de emergência. Se me acontecer alguma coisa e tiver que ficar um tempo sem trabalhar, tenho uma garantia —explica a autônoma.
Juro baixo, hora de pensar na portabilidade da dívida
Quem fez um financiamento há um ano ou há apenas quatro meses deve aproveitar o bom momento dos juros em queda e renegociar a dívida. A estratégia é lucrar com a acirrada competição entre bancos e migrar a pendência financeira para instituição com taxas menores.
O destaque é o consignado, crédito com desconto direto em folha oferecido a aposentados e pensionistas do INSS e servidores do Estado do Rio. É importante comparar as ofertas e, em seguida, apresentar a pesquisa ao banco onde se tem a dívida.
PORTABILIDADE
O consumidor também deve se manter firme no caso de uma negativa para o pedido de renegociação do financiamento ou se a proposta apresentada for pouco vantajosa. Para o coordenador de estudos econômicos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, Miguel de Oliveira, a saída nesses casos é apelar para a portabilidade.
Arte: O Dia“O consumidor deve procurar o banco concorrente e pedir para que ele compre sua dívida, negociando juros menores. Sempre é bom fazer essa negociação. Com corte de juros, é ainda mais propício”, avalia o especialista.
NA HORA DA NEGOCIAÇÃO
TAXAS
Cuidado, a taxa efetiva de juros nem sempre é aquilo que se pensa que vai pagar. O consumidor deve pedir um detalhamento ao gerente de quanto são os juros, as tarifas embutidas e por quanto tempo vai se pagar a dívida.
PORTABILIDADE
O consumidor consciente deve sempre jogar com a competição entre bancos. Quanto mais fizermos isso, mais os juros cairão. Engana-se quem pensa que é preciso ser cliente antigo do banco para levar a dívida de outro para lá. As instituições financeiras se comunicam entre si. Logo, elas têm acesso fácil a seu histórico.
AVALIAÇÃO
Ter uma ficha limpa junto às instituições financeiras não é garantia certa de renegociar dívidas com o banco ou ter a migração aprovada. Bons clientes são também aqueles que costumam movimentar bastante dinheiro e usufruem de uma considerável carteira de serviços, como títulos de capitalização, consórcio, cheque especial, cartão de crédito e previdência complementar.
CASADA
No momento da negociação, o consumidor deve ficar atento à venda casada. Isto é, não deve aceitar que o gerente imponha a aquisição de serviços — como um seguro — em troca da compra da dívida ou da redução de juros. A imposição é crime previsto em normativa do Banco Central.
COMPROMETIMENTO
Usar 30% do orçamento para o pagamento de dívidas é aceitável, mas não o recomendado. O saudável, segundo economistas, é comprometer apenas 15%.
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