6 de outubro de 2012

Enem 2012: como fazer uma redação nota mil

Entre os quase seis milhões de estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) esse ano existe um consenso: ter uma redação nota mil garante boa colocação no ranking dos aprovados e pode ser a chance de conquistar uma vaga numa instituição de ensino superior. A preocupação com os textos levou o Ministério da Educação (MEC) a publicar em julho desse ano um guia do participante, com dicas para composição das redações.Segundo o manual, podem ajudar os estudantes na hora de escrever a redação. Competências Na composição do texto, o candidato será avaliado de acordo com 5 competências: domínio da norma padrão da língua escrita; compreender a proposta de redação e aplicar conceitos de várias áreas de conhecimento, para desenvolver o tema segundo os parâmetros de um texto dissertativo-argumentativo; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para construção da argumentação; e, por fim, elaborar uma proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. Veja aqui as dicas para se fazer um texto dissertativo-argumentativo no modelo do Enem. Domínio da língua O principal foco de avaliação nesta competência é o candidato mostrar aos avaliadores que distingue bem a modalidade escrita e oral da língua, bem como entre o registro formal e informal. Para a redação do Enem, o texto deve ser formal, claro, objetivo e direto. - O candidato não deve cometer erros de concordância. Comece períodos com letra maiúscula. Não dialogue com o leitor. Presença de gíria, problemas de pontuação, erros de grafia e acentuação também são faltas gravíssimas. Erros nesse sentido podem tirar até 80 pontos do candidato. Compreensão do tema da redação É preciso para este quesito que o candidato elabore um texto que apresente claramente uma tese a ser defendida e os argumentos que justifiquem sua posição em relação à temática proposta pelo exame. - Uma orientação é que nem sempre a situação problema está clara. Assim, cabe ao aluno problematizar a questão. O candidato deve respeitar todas as restrições que o tema apresenta. Qualquer restrição muda na condução do tema. É importante lembrar que textos motivadores são destacados na coletânea do Enem. Vale frisar que não pode haver cópia de nenhuma parte dos textos já divulgados. Fatos, Opiniões e Argumentos Essa competência trata da coerência, ou seja, da capacidade de o candidato ser entendido pelo leitor. Assim, como um desdobramento das competências anteriores, é necessário que o candidato demonstre sentido entre as partes do texto, precisão vocabular, progrida logicamente no desenvolvimento do tema e adeque o conteúdo do texto ao mundo real. Mecanismos Linguísticos No tipo de texto cobrado pelo Enem, cada parágrafo deve apresentar uma ideia nova que precisa estabelecer relação com as anteriores. Assim, é necessário que os recursos linguísticos, como preposições, conjunções, advérbios e outros conectores sejam usados para dar continuidade ao texto coeso. É importante que seja demonstrada boa estruturação dos períodos e parágrafos. - O candidato deve saber utilizar os conectivos adequados. Outro ponto importante é fazer o uso corretamente de pronomes e sinônimos para evitar repetição vocabular. Quanto mais vezes você repete uma palavra, mais pobre fica o texto. A substituição de termos traz cadência. Intervenção para o problema abordado Essa competência cobra dos candidatos a apresentação de uma proposta de intervenção para o problema abordado. Assim, a redação, além de apresentar sua tese sobre o tema, precisará oferecer uma proposta de intervenção na vida social. Essa proposta, ou seja, a solução para o problema, deve contemplar cada ponto abordado na argumentação. - Respeitar os direitos humanos é um ponto fundamental. O aluno não deve pregar, por exemplo, a pena de morte ou propostas racistas. Ele também não deve prever uma proposta utópica ou muito genérica. Ou seja, ele não deve propor num texto a eliminação completa da pobreza de uma hora para a outra. É mais plausível sugerir a criação de grupos comunitários, que ajudem a minimizar o problema. A proposta deve surgir naturalmente a partir da tese e da apresentação dos argumentos. Recomendações O professor destacou ainda outras dicas para quem vai fazer a redação. - O aluno tem, em média, uma hora para escrever a redação. Antes de escrever, ele deve pensar na situação problema e na estruturação do texto para evitar problemas de coerência. Ele pode usar o rascunho para esboçar sua tese e argumentos. O mais importante é que, de agora até a prova, o alune treine o máximo possível já escrevendo em caneta preta para se condicionar a não errar. Avaliação da prova A nota da redação, que vai de zero a 1000, é calculada a partir da avaliação de dois corretores diferentes. No Enem deste ano, se a diferença entre os dois for superior a 200 pontos, um terceiro corretor será chamado. Se mesmo assim a diferença persistir, a correção será feita por uma banca com três membros. O Enem acontece nos dias 3 e 4 de novembro.

Enem 2012: fique de olho nos conflitos árabe-israelenses

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma prova que traz muito assuntos de atualidades e também de Hitória, tanto geral quanto do Brasil. Na prova de 2007, uma das questões se referia aos conflitos árabe-israelenses. Para que vocês tenham uma noção de como esse assunto pode ser cobrado, transcrevemos abaixo a questão e as alternativas (a resposta correta está em negrito). Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou um plano de partilha da Palestina que previa a criação de dois Estados: um judeu e outro palestino. A recusa árabe em aceitar a decisão conduziu ao primeiro conflito entre Israel e países árabes. A segunda guerra (Suez, 1956) decorreu da decisão egípcia de nacionalizar o canal, ato que atingia interesses anglo-franceses e israelenses. Vitorioso, Israel passou a controlar a Península do Sinai. O terceiro conflito árabe-israelense (1967) ficou conhecido como Guerra dos Seis Dias, tal a rapidez da vitória de Israel. Em 6 de outubro de 1973, quando os judeus comemoravam o Yom Kippur (Dia do Perdão), forças egípcias e sírias atacaram de surpresa Israel, que revidou de forma arrasadora. A intervenção americano-soviética impôs o cessar-fogo, concluído em 22 de outubro. A partir do texto acima, assinale a opção correta. a) A primeira guerra árabe-israelense foi determinada pela ação bélica de tradicionais potências européias no Oriente Médio. b) Na segunda metade dos anos 1960, quando explodiu a terceira guerra árabe-israelense, Israel obteve rápida vitória. c) A guerra do Yom Kippur ocorreu no momento em que, a partir de decisão da ONU, foi oficialmente instalado o Estado de Israel. d) A ação dos governos de Washington e de Moscou foi decisiva para o cessar-fogo que pôs fim ao primeiro conflito árabe-israelense. e) Apesar das sucessivas vitórias militares, Israel mantém suas dimensões territoriais tal como estabelecido pela resolução de 1947 aprovada pela ONU. Um dos conflitos retratados acima é a Guerra do Yom Kippur, que teve início há 29 anos. Egito e Síria decidiram fazer uma investida militar contra Israel no dia 6 de outubro de 1973. Naquela época, como os israelenses estavam se preparando para o feriado judaico do Yom Kippur (Dia do Perdão, em português), as fronteiras não estavam tão protegidas. Egito e Síria cruzaram as linhas de cessar-fogo no Sinai e na Colinas do Golã, respectivamente, que haviam sido capturados por Israel em 1967 durante a Guerra dos Seis Dias (5 a 10 de junho de 1967). Os egípcios e sírios avançaram durante os primeiros dois dias. Depois, entretanto, o cenário começou a se inverter a favor de Israel. Na segunda semana de guerra, os sírios foram empurrados completamente para fora das Colinas do Golã. Ao sul, no Sinai, os israelenses atacaram dois exércitos egípcios invasores, cruzaram o Canal de Suez - onde a velha linha de cessar-fogo ficava -, e isolou o Terceiro Exército do Egito. Relação com a Guerra Fria Este desenvolvimento levou as duas superpotências da época, os Estados Unidos, defendendo os interesses de Israel, e a União Soviética, dos países árabes, a uma tensão diplomática. Um cessar-fogo das Nações Unidas entrou em vigor de forma cooperativa em 25 de outubro de 1973. Ao término das hostilidades, as forças israelenses haviam entrado no território dos inimigos e encontravam-se a 40 quilômetros de Damasco, capital da Síria, a qual foi intensamente bombardeada, e 101 quilômetros do Cairo, capital do Egito. Acordo de Paz Com o fim da guerra, o Egito colocou em prática a política Infitah - um programa de abertura econômica implantado no Egito a partir de 1973 pelo então presidente Anwar Sadat. O Egito, que já vinha se afastando da União Soviética, então deixou a esfera de influência soviética completamente. Os Acordos de Camp David (1978) foram assinados pelo então presidente egípcio Anwar Sadat e pelo então premiê israelense Menachem Begin, levaram a relações normalizadas entre Egipto e Israel - a primeira vez que um país árabe reconheceu o Estado israelense. Por meio dos acordos, Egito e Israel se comprometiam a negociar e a assinar um tratado de paz, conforme os princípios delineados nos Acordos de Paz. O presidente Jimmy Carter, dos Estados Unidos, foi o patrocinador e anfitrião do encontro e participou ativamente das negociações.

Pelo menos 115 instituições de ensino superior vão aderir ao Enem 2012

Um levantamento publicado no site da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) aponta que pelo menos 115 instituições de ensino superior vão adererir ao Enem 2012 para a seleção de alunos para o próximo ano letivo. A lista oficial, divulgada pelo Ministério da Educação (MEC), só sai depois das provas, mas você pode conferir abaixo uma prévia de como as universidades brasileiras devem utilizar as notas do exame: Acre Ifac - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - faculdade destina 99% das suas vagas ao Sisu; Ufac - Universidade Federal do Acre - universidade utiliza o Enem como fase única de seu vestibular em 100% dos cursos; Alagoas Ifal - Instituto Federal de Alagoas - utiliza o Sisu em 100% das suas vagas; Universidade Federal de Alagoas - utiliza o Sisu em 99% das suas vagas; Uncisal - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - destina 10% das suas para para a seleção pelo Sisu. Amapá Ifap - Instituto federal de Educação Ciências e Tecnologia do Amapá - uitiliza o Sisu como forma de seleção dos estudante; Universidade do Estado do Amapá - Utiliza o Sisu como forma de seleção para50% dos seus cursos Unifap - Universidade Federal do Amapá - utiliza o Enem como fase única do vestibular para alguns cursos e vagas remanescentes; Amazonas Ifan - Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Amazonas - utiliza o Sisu para o preenchimento de 20% de suas vagas; Ufam - Universidade Federal do Amazonas - utiliza o Sisu para o preenchimento de 50% de suas vagas; Bahia IFBA - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia - utiliza o Sisu para preenchimento de 50% de suas vagas; IFBaiano - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano - utiliza o Sisu como forma de seleção dos estudantes; Uesb - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - utiliza o Sisu para preenchimento de 50% de suas vagas; Uesc - Universidade Estadual de Santa Cruz - utiliza o Sisu como forma de seleção dos estudantes; UFBA - Universidade Federal da Bahia - Utiliza o Enem como primeira fase de seu vestibular; UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - utiliza o Sisu como forma de seleção dos estudantes Uneb-BA - Universidade do Estado da Bahia - utiliza o Sisu para o preenchimento de 20% de suas vagas; Univasf-BA - Universidade Federal do Vale do São Francisco - utiliza o Sisu para o preenchimento de 38% de suas vagas. Ceará IFCE - Instituto Federal de Edicação, Ciência e Tecnologia do Ceará - utiliza o Sisu para o preenchimento de 99% de suas vagas; UFC - Universidade Federal do Ceará - Utiliza o Sisu como forma de seleção de estudantes; Unifor-CE - Universidade de Fortaleza - utiliza o Enem como fase única de seu celular. Unilab - Universidade da Integração Internacional de Lusofonia Afro-Brasillos analistas. O número subiu em 4 mil na semana passada, para 367 mil, após ter ficado em 363 mil na semana anterior, segundo o Departamento de Trabalho. O resultado anima as Bolsas.O mercado aguarda a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed).

Confira guia para tirar suas dúvidas sobre funcionalismo público

Com salários iniciais em torno de R$ 1 mil a R$ 13 mil e uma remuneração de até R$ 23 mil quando a trajetória já está construída, a carreira no serviço público atrai cada vez mais a preferência dos brasileiros. Quem tenta o concurso público pela primeira vez, porém, encontra diversas dúvidas sobre os momentos antes, durante e depois do processo seletivo. Existem receios de primeira viagem sobre cursos preparatórios, leitura de editais, organização de tempo, matérias a estudar, quais provas fazer ou não e, principalmente, sobre a estabilidade no futuro. Dúvidas não faltam sobre essa opção profissional. Concursos públicos apostam em sorteios de prêmios e em descontos para atrair ainda mais candidatos interessados em se qualificar para as provas. Com tanta oferta de ensino — seja presencial ou à distância, via internet —, é importante escolher bem a fonte de conhecimento que será utilizada para conquistar uma vaga. Para Paulo Estrella, diretor pedagógico na Academia de Concursos, a relação dos livros vai depender do nível do candidato. O mais seguro, ele afirma, é estudar por livros especializados em concursos. Muitas vezes, o candidato deve começar com uma leitura mais leve. “Quem nunca estudou Direito Constitucional, por exemplo, precisa começar do zero e elevar o nível da bibliografia, pulando para outras publicações”, sugere. PRIMEIROS PASSOS - Independente de onde o candidato encontre conhecimento, o sucesso do concurseiro de primeira viagem começa na sua programação inicial. Para isso, é preciso fazer uma autoavaliação para descobrir qual carreira mais se adequa às habilidades que possui. Em seguida, vale pesquisar salários, ver áreas mais populares e quais boas oportunidades que estão surgindo. Passar no concurso público não é um processo imediato. É uma cobrança muito grande e leva tempo para se preparar. Na prática, quanto maior o salário, maior a necessidade de estudos e maior a responsabilidade do trabalho. Confira as dicas ao lado para começar a se preparar! REDES SOCIAIS - O concurseiro iniciante também pode usar redes sociais como Facebook, Twitter, Orkut, fóruns em geral e blogs como ferramenta para estudo e possível aprovação. De acordo com o diretor do site Concurso Virtual (www.concursovirtual.com.br), Marcelo Marques, candidatos criam grupos públicos e fechados, além de páginas virtuais especializadas em orientações, notícias e oportunidades sobre concursos públicos. Porém, existem cuidados. “Tempo é precioso para o concurseiro, portanto o ideal é reservar horários próprios fora do cronograma de estudos para dar uma olhada nas novidades ocorridas na rede”, destaca. Segundo ele, a distração é o maior inimigo dessa modalidade. Marques alerta: “A dica é procurar entrar em grupos de discussão criados por sites preparatórios para concursos. É preciso saber tirar proveito das vantagens da web”. O candidato conectado pode entrar em grupos de Facebook como Concursos Públicos (http://goo.gl/E5muJ), Concurseiro Judiciário (http://goo.gl/R90dx), Concurseiro Público (http://goo.gl/Eiq4P) e curtir a página Concurseiro Oficial (www.facebook.com/concurseirosocial) para ficar de olho nas chances.
OS DIREITOS DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO HORÁRIO Não há motivo para temer longas jornadas de trabalho. Segundo Claudia Jones, especialista em concursos públicos, esse profissional tem direito a horas regulares de trabalho. “Não há uma cultura de sobrecarregar de forma sobrenatural — o que acontece na iniciativa privada, que busca metas, muitas vezes inalcançáveis, sem recursos humanos e materiais disponíveis”, explica. A especialista ressalta que quando o serviço público aumenta a demanda, há aprovação, por lei, de novas vagas para atender. O horário costuma não exceder, de modo que o funcionário consiga manter uma qualidade de vida maior ou exercer outra atividade. DEMISSÃO -Funcionário público também pode ser demitido. Mas isso só pode acontecer por meio de hipóteses legais, não estando sujeito ao humor da chefia, como costuma acontecer em empresas privadas. Algumas razões legais que podem sujeitar o profissional à perda do cargo público estão na Constituição: sentença judicial de que não caiba mais recurso, processo administrativo com ampla defesa, e insuficiência de desempenho, verificada por avaliação periódica. ESTABILIDADE - Guarde essa palavra, pois ela atrai muitos candidatos: Estabilidade. Trata-se de um instituto que garante que o servidor tenha o emprego garantido, independente da troca de governo. Além disso, é uma proteção contra pressões políticas: o funcionário público não cumpre interesses, mas sim, age de forma técnica. ORIENTAÇÕES PARA A PRIMEIRA TENTATIVA SALÁRIO Remuneração é o tópico que mais atrai candidatos em diversas áreas públicas. Chances de Nível Médio têm salário inicial de R$ 1 mil a R$ 6 mil. No entanto, cada um com um nível de dificuldade diferente. Quem tem diploma em Ensino Superior, encontra vagas com salário inicial de R$ 4 mil a R$ 13 mil. Tudo isso, além de benefícios como estabilidade, mesmo quando o aprovado por concurso for contratado por meio de carteira assinada (CLT), casos como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Os funcionários também têm direito ao recebimento de Participação no Lucro e Resultados (PLR) da empresa. Fundo de pensão também é outro atrativo, por ser canal de aplicação de dinheiro e garantir aposentadoria maior no futuro.
PORTUGUÊS - Cada concurso público tem suas matérias específicas, mas o português está presente em todas as provas do país. Logo, prepare-se. Segundo Luis Alves, professor de Língua Portuguesa na InteraSat, as provas estão privilegiando o lado prático do português, o uso e o significado, como pronomes, formas corretas de usar o verbo, regências, concordâncias e pontuação. “Antes, era muita gramática. Alguns agora cobram a nova reforma ortográfica no edital, mas as provas já vêm escritas com a nova regra. No entanto, as provas têm pegadinhas como ‘assembleia’ sem acento, que era errado e agora está correto”, destaca Alves. AS PREFERIDAS - Os concursos públicos mais disputados são dois: nível médio, que é uma grande população que pode participar, como o TRE, Correios (que movimentou mais de um milhão de candidatos para três cargos, recentemente), Caixa Econômica Federal, Agência Administrativa do Banco Central. Já para Nível Superior, os mais ‘badalados’ são Polícia Federal, Receita Federal e os Tribunais. EDITAL - A leitura detalhada do edital pode garantir boas vantagens na preparação a prova. O diretor pedagógico da Academia de Concursos, Paulo Estrella, orienta: “O edital vai dizer muito mais sobre o conteúdo da prova do que você imagina. É preciso ler com cuidado”. Claudia Jones dá dicas sobre como lidar com rotina de estudos em meio a concursos O segredo para dividir afazeres e diversão com os estudos para concurso público é conciliar o tempo. Para fazer isso, é extremamente importante que o candidato monte um cronograma, como uma planilha semanal, com os dias divididos em horas. O ideal é que ele coloque, primeiro, todas as atividades que são imprescindíveis e que não se pode abrir mão. A partir daí, analisar o tempo livre e começar a fazer a programação dos estudos. Não é qualquer um que consegue estabelecer um ritmo para tornar-se concurseiro. É muito comum ver estudantes de Ensino Médio considerando concurso público após a formação, porque muitos não têm condições financeiras de bancar o Ensino Superior, ou há problema de empregabilidade nessa fase.
Por outro lado, quem tem diploma de graduação em universidade também é atraído por essa opção. Isso acontece, muitas vezes, porque ele não tem experiência de mercado, e o concurso público fica interessante justamente por não ter hábito de exigir isso. Também percebo pessoas na fase dos quarenta e poucos anos, quando o candidato já viveu na iniciativa privada um tempo. Ele começa a ficar com medo do desemprego, ou da falta de empregabilidade por causa da idade. Geralmente, o salário pode ter atingido um ‘teto’ e ele encontra dificuldade de se reposicionar no mercado de trabalho. Há um conjunto de fatores que são atraentes para os candidatos. Além dos bons salários iniciais que muitas carreiras oferecem, há a estabilidade em alguns cargos, além de segurança em praticamente todos eles. Outra curiosidade é que dificilmente um Banco do Brasil ou uma Petrobras, por exemplo, demitem funcionários. Estas são empresas em franca expansão e que dificilmente cortam funcionários. Vale destacar que não há data específica para concursos públicos ‘bombarem’. Eles estão presentes durante todo o ano. Não existe período mais típico para preparação, que deve acontecer o quanto antes da saída do edital para que o candidato possa estudar em tempo hábil as disciplinas que aparecem novas. O candidato precisa acompanhar notícias sobre concursos e apontar antes do edital ser liberado. Os meses mais típicos, não pelo concurso, mas pela preparação, são os três primeiros do ano, quando metas de mudança de vida são estabelecidas.