4 de novembro de 2012

Câmara dos Deputados aprova reajuste de 100% na gratificação para o Judiciário

A Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou um dos projetos que preveem aumento para os servidores do Poder Judiciário. A proposta promove um reajuste da Gratificação Judiciária (GAJ), que passará dos atuais 50% sobre o vencimento básico para 72,5% em 2013; 86,5% em 2014; e 100% em 2015. Na justificativa do projeto, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto, diz que a proposta "materializa o acordo firmado com o Poder Executivo para incluir recursos dentro do Orçamento de 2013". O Ministério do Planejamento informou que o orçamento para 2013 inclui recursos para um reajuste de 5% aos poderes Judiciário e Legislativo, mesmo percentual dos servidores do Executivo. Neste caso, a verba é de R$ 1,1 bilhão para os aumentos de todo o Judiciário. A medida irá para outras comissões.

Depen: autorizado concurso para 138 vagas dos níveis médio e superior

O Ministério do Planejamento autorizou a realização de concurso público para 138 vagas para o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). A portaria 519 foi publicada no Diário Oficial. Para o nível superior são 34 vagas de especialista em assistência penitenciária (remuneração de R$ 3.911) e cem de agente penitenciário federal (R$ 3.936). Há ainda quatro para técnico de apoio à assistência penitenciária, com exigência de nível médio e vencimentos de R$ 2.648. O prazo para publicação do edital será até 1º de maio de 2013. Segundo a Ação Civil Pública (8504-63.2011.4.01.4100) serão destinados à Penitenciária Federal de Porto Velho, pelo menos, duas vagas de especialista em assistência penitenciária, nas especialidades de clínica médica e psiquiatria. A responsabilidade pela realização do concurso público para os cargos relacionados será do secretário executivo do Ministério da Justiça, a quem caberá baixar as respectivas normas, mediante a publicação de editais, portarias ou outro ato administrativo.

Dicas garantem economia de até 85% para voar

Os meses de dezembro a fevereiro e julho — época das férias escolares — são considerados de alta temporada no país. E, por isso, são os meses em que as pessoas pagam mais caro para viajar. No entanto, quem tem oportunidade de tirar férias em outros períodos, e consegue se organizar com antecedência, economiza uma boa grana na viagem. Na passagem aérea, a economia pode chegar a 85%. Para isso, basta o turista seguir algumas dicas na hora de reservar a passagem. — Comprar com antecedência garante sua viagem a um preço justo. Evite embarcar às sextas-feiras e aos sábados, porque os voos estão sempre mais cheios e, com isso, paga-se um pouco mais. Dependendo do destino, fuja dos fins de semana — orienta Oswaldo Freitas, diretor da Nascimento Turismo. Confira dez dicas: DE OLHO NAS REDES SOCIAIS As grandes companhias aéreas têm perfis nas redes sociais. E lá elas costumam antecipar promoções e fazer companhas exclusivas para os clientes que curtem ou seguem a empresa VOO DE MADRUGADA Viajar de madrugada pode render uma boa economia. A TAM, por exemplo, tem os “voos corujão”, que vão das 23h às 6h. Na Gol, por exemplo, uma passagem Rio/Natal que durante o dia custa R$ 774,90 pode sair por R$ 561,90 NO MEIO DAS FESTAS E FERIADOS A dica é boa para quem tem mais flexibilidade: voos no meio de feriados costumam ter preços mais em conta. Quer um exemplo? Uma passagem para Salvador no dia 15 de novembro pode sair para R$ 1.234. Se for comprada para o dia seguinte (16), o valor cai 79% (R$ 254). PERFIS DAS TARIFAS Algumas vezes, o melhor preço não vale a pena, pois priva o cliente da marcação de um assento e proíbe alterações e eventuais trocas e reembolsos. Atenção às regras das tarifas, cujos nomes variam de acordo com a empresa. Por isso, leia o regulamento com atenção! DIAS DA SEMANA Segundo a TAM, seus voos de terça, quarta e sábado oferecem as tarifas mais baixas, assim como as passagens no meio do dia, como das 10h às 16h. Na Gol, os voos realizados às terças e quartas-feiras ou aos sábados, após o meio-dia, e aos domingos, até o meio-dia, geralmente, são mais baratos. Às sextas-feiras os voos costumam ser sempre mais cheios e, com isso, paga-se um pouco mais TEMPORADA A melhor época para viajar gastando menos é em período de baixa temporada, ou melhor, fora de período de férias ou feriados. Mas é preciso investigar – principalmente se for no exterior - se no destino também não existem férias nesta época FLEXIBILIDADE DE DATA E HORÁRIO Para quem está de férias, sem compromisso, esta é uma boa dica. Os voos de maior demanda são das 7h às 9h e das 17h às 19h, assim como os de segunda e sexta-feira. A economia pode ser de até 85%, se for possível mudar o dia. Uma passagem, por exemplo do Rio para Campinas, pela TAM, no dia 2 de janeiro custa R$ 1.065. Mas se a viagem acontecer no dia 30 de dezembro, o bilhete sairá por R$ 158, ou seja, uma economia de 85% PESQUISA É fundamental pesquisar preços em várias companhias aéreas diferentes. Há também muitos sites especializados que fazem cotação em diversas empresas e ajudam na busca SEXTA-FEIRA É 'O' DIA Normalmente, as promoções das companhias aéreas começam às sextas-feiras. Por isso, fique de olho nos sites das empresas nesse dia, na parte da tarde, quando costumam ter início as campanhas promocionais COMPRA COM ANTECEDÊNCIA As companhias dizem que as passagens compradas com antecedência saem mais em conta. O ideal é planejar a viagem com três meses de antecedência, para garantir preços melhores. E se o bilhete comprado for de ida e volta, os preços também caem.

Governo teme falta de combustível no país ainda neste ano

Para evitar o desabastecimento, ou atenuá-lo, o governo federal já começou a traçar um plano de emergência, que envolve a ampliação da capacidade de transporte e de armazenamento. As reuniões tiveram início em outubro, com técnicos do Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional do Petróleo, Petrobras e representantes das distribuidoras e dos produtores de etanol. "Há uma grande preocupação com o curto prazo. O governo já sabe que será preciso um forte ajuste entre Petrobras e distribuidoras para que não ocorram problemas no fim do ano", diz Antônio de Pádua Rodrigues, presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), que participa das reuniões. Segundo avaliação do grupo, as regiões mais ameaçadas são o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste, além de Minas e Rio Grande do Sul. A perspectiva de colapso se deve a três fatores: 1) o consumo recorde de gasolina, que, em 2012, pela primeira vez passará de 30 bilhões de litros; 2) a falta de capacidade interna de produção; e 3) problemas de infraestrutura de armazenagem e distribuição. No fim do ano esse problema se agrava porque, historicamente, o consumo nos meses de novembro e dezembro é cerca de 10% superior à média registrada nos bimestres anteriores. Para acompanhar a alta da demanda interna, a Petrobras vem importando cada vez mais gasolina. Até setembro, foram 2,4 bilhões de litros, quase o triplo do registrado no mesmo período de 2011, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura. A importação torna a distribuição mais complexa. O transporte da gasolina por navios, já sujeito a intempéries, sofre com a falta de infraestrutura dos portos, hoje sem espaço para atracação e armazenamentos. PELO MAR - Pará, Amapá, Maranhão, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte são os Estados mais vulneráveis. Quase todo o combustível que abastece os consumidores desses locais chega pelo mar. Em outubro, o Amapá ficou sem gasolina. O Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Pará relata que houve, também, problemas de abastecimento em Belém, além de cidades do Amazonas e do Piauí. "A coisa está bem torta aqui", diz Eurico Santos, presidente da entidade. Para o sindicato, o número de caminhões-tanque não deu conta do aumento rápido do consumo. Além disso, os terminais que recebem combustível reduziram investimentos em ampliação porque estão com contratos provisórios, o que dificulta o acesso ao crédito. PRODUÇÃO - A Petrobras se empenha para produzir mais gasolina e amenizar o problema. Na apresentação dos resultados do terceiro trimestre, afirmou que suas refinarias já atingiram 98% da capacidade. Em algumas regiões, no entanto, já há um esgotamento da capacidade de produção. É o caso da Regap, refinaria em Betim (MG). Para abastecer os postos de parte de Minas Gerais e do Centro-Oeste, ela passou a redistribuir combustível de outras unidades. Atrasos e a falta de caminhões podem levar a interrupções da distribuição. O mesmo acontece no Rio Grande do Sul, outro Estado que teve crise de abastecimento no mês passado. A refinaria Refap, em Canoas, está com problemas de produção para atender à gasolina demandada. Com isso, passou a buscar combustível no Paraná e parte precisou ser importada, entrando no país via porto do Rio Grande. O Sindicom (Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis), que tem assento nas reuniões com o governo federal, informou que o plano de contingência deverá ampliar o número de caminhões e a capacidade dos tanques de armazenagem. Os encontros entre governo e o setor serão permanentes até o fim do ano. "Estamos nos empenhando para evitar os problemas", disse Alísio Vaz, presidente do Sindicom. A Petrobras não quis comentar a questão. O Ministério de Minas e Energia agiu da mesma forma.(Folha de São PAulo)