27 de novembro de 2012
Atenção; Maia promete votar fim do fator previdenciário nesta quarta-feira
O fim do fator previdenciário deve ser votado nesta quarta-feira no plenário da Câmara Federal, afirmou o presidente da Câmara, Marco Maia, segundo sindicalistas que participaram de mobilização no Congresso na quarta-feira.
Com essa expectativa, representantes das centrais sindicais, entre elas a CUT e a Força Sindical, e de entidades de aposentados voltaram a Brasília para pressionar os parlamentares. Segundo o diretor de comunicação da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Grande ABC, Luís Antonio Ferreira, haverá ‘vigília’ no parlamento para que seja aprovada a proposta.
Para o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini, não deverá haver dificuldades de o projeto passar, se este for colocado em votação. No entanto, as centrais e as entidades da categoria buscam ainda costurar acordo com o governo federal. Segundo o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, se comprometeu a conversar com os representantes do segmento sobre o tema.
Dirigente denuncia o desmanche da Previdência Social
Aposentado ou não; pensionistas ou não...todos devem ouvir o que diz o Alcides dos Santos Ribeiro, presidente da Federação dos Aposentados e Pensionistas de Mato Grosso do Sul. Ele fala - com propriedade - do desmanche que os governos vêm fazendo na Previdência Social. O relato é gravíssimo. Todos devem tomar conhecimento. Copie o link abaixo e veja as excelentes colocações.
http://youtu.be/B8bSkBsBYbg
Empregada do Santander ganha R$ 100 mil de banco por assédio moral
O Banco Santander foi condenado ao pagamento de indenização por dano moral a uma empregada gaúcha que foi assediada moralmente pelos chefes, ao lhe cobrar metas excessivas, usando palavras e expressões constrangedoras e humilhantes. A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho considerou desproporcional o valor da indenização de R$ 20 mil, arbitrado pelo Tribunal Regional da 4ª Regional (RS) e o majorou para R$ 100 mil.
Na reclamação, ajuizada em 2010, a empregada informou que foi dispensada sem justa causa, após 20 anos de trabalho na empresa. Afirmou que foi muito pressionada e humilhada nos últimos cinco anos, quando exerceu a função de gerente adjunto de agência, administrando carteira de clientes, vendendo serviços e produtos e participando de campanhas promocionais. Contou que as tarefas eram orientadas mediante metas a serem atingidas e determinadas pelo banco e que seus superiores exigiam o cumprimento dessas metas, sob pena de demissão, "nem que fosse necessário rodar bolsinha na esquina", destacou a trabalhadora.
Reconhecendo o assédio à bancária, o juízo condenou a empresa a pagar-lhe indenização por dano moral, no valor de R$ 300 mil. O Tribunal Regional confirmou o assédio, mas reduziu o valor da indenização para R$ 20 mil. Inconformada, a empregada recorreu ao TST, argumentando que se tratava de "ofensa gravíssima, com comprovados danos de ordem psicológica e culpa do empregador" e que a redução da indenização correspondia a mais de 90% do valor arbitrado em primeiro grau.
Ao examinar o recurso na Sétima Turma, a relatora ministra Delaíde Miranda Arantes observou que o Regional noticiou o assédio moral praticado pela empresa, "consistente no excesso da cobrança de resultados, pelo uso de e-mail, com mensagens periódicas informando a evolução das metas de cada empregado e inclusive, com ameaças verbais do preposto de demissão, por ocasião das reuniões coletivas ou individuais".
Assim, avaliando que o valor do primeiro grau foi exorbitante e que o do Tribunal Regional foi desproporcional, a relatora majorou a indenização para R$ 100 mil, esclarecendo que a jurisprudência do Tribunal "vem se direcionando no sentido de rever o valor fixado nas instâncias ordinárias a título de indenização apenas para reprimir valores estratosféricos ou excessivamente módicos", como foi o do caso.
O valor foi arbitrado levando-se em conta a gravidade do dano, a culpa do ofensor, a capacidade econômica das partes e o caráter pedagógico da condenação, bem como a reincidência do banco. "Há nesta Corte inúmeros precedentes envolvendo casos similares, em que foi caracterizado o assédio moral decorrente do abuso do poder diretivo, alguns deles envolvendo prática de situações vexatórias e humilhantes, além de pressão para o cumprimento de metas", destacou a relatora.
Divergências emperam novo plano de carreira para professores federais
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados debateu o novo plano de carreira para professores de instituições federais de todos os níveis de ensino: básico, superior, profissionalizante e tecnológico, inclusive os dos ex-territórios e os das escolas vinculadas ao Ministério da Defesa, como os colégios militares. Pela proposta, os educadores das entidades federais contarão, a partir do ano que vem, com reajuste de salários variando de 25% a 40% em relação a março deste ano. A concessão dos valores nos contracheques ocorrerá em três parcelas, sendo 40% em 2013, 30% em 2014 e 30% em 2015. O texto antecipa de julho para março de cada ano a vigência dos aumentos.
O projeto de lei, no entanto, está causando divergência entre os sindicatos da categoria. O representante da Federação de Sindicatos dos Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), Eduardo Rolim, afirmou que, apesar de não ser ideal, a proposta (PL 4368/12) tem o apoio dos professores representados pela federação (7 mil), que assinaram em favor do texto proposto pelo governo.
Já a representante do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Maria Aparecida Rodrigues, afirmou que os professores da educação básica federal não assinaram o acordo que deu origem ao PL porque acreditam que a proposta apresentada pelo governo representa um retrocesso em anos de luta. Ela defendeu que os professores dos colégios militares e dos ex-territórios possam optar pelo regime de dedicação exclusiva com 40 horas semanais.
Por sua vez, a representante do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes/SN), Marinalva Oliveira, afirmou que "não há pressa em aprovar um projeto que não vai atender aos interesses dos professores". A entidade apresentou diversas emendas ao projeto. O Andes/SN defende que a proposta não define um crescimento constante dentro da carreira e não trata de maneira igual professores com mesmo nível de formação. A dedicação exclusiva é o regime preferencial para os professores universitários. Marinalva ainda destacou que existe uma chance de ocorrer outra greve no ano que vem caso a PL seja aprovada como está.
O relator do projeto, o deputado Alex Canziani (PTB-PR), afirmou que vai fazer o possível para acatar as sugestões das entidades representativas do magistério federal. Canziani disse ainda que o relatório deve ficar pronto a tempo de a proposta ser analisada e aprovada ainda este ano.
"Nós vamos procurar atender aquilo que for possível, e aquilo que não for possível nós vamos continuar a própria discussão na Casa”, disse o deputado. Ele lembrou que a proposta vai passar por outras comissões, “onde há a possibilidade de novos avanços ou, até mesmo se transformado em lei, eu vejo que o debate vai continuar, novos projetos virão e nós podemos, no futuro, incorporar ideias que porventura não possam ser incorporadas agora nesse projeto".
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