26 de janeiro de 2013

Arqueólogos descobrem que homem já fazia queijo há 7500 anos

Restos de leite e gordura em peneiras de cerâmica mostram que homem do período Neolítico já havia aprendido a variar sua dieta

Cientistas encontraram uma quantidade grande de gordura de leite nos potes, em comparação com outros artefatos que eram usados para cozinhar ou guardar alimentos. Isso mostra que as peneiras eram usadas com a finalidade específica de separar soro de coalho, num processo rudimentar para fazer queijo. "É uma prova muito forte que se trata de queijo," afirmou Evershed. "Não existem muitos outros processos latícinios que usem peneiras", continuou. Ele afirmou não saber ao certo qual o tipo de leite usado, mas existem muitos ossos de gado na região. O estudo foi publicado na edição desta semana do periódico científico Nature. "Não é possível que os resíduos sejam de outra coisa que não queijo," disse Paul Kindstedt, professor de Nutrição na Universidade de Vermont, que não esteve envolvido na pesquisa. Kindstedt disse que vários especialistas acreditavam que já se produzia queijo na Turquia há dois mil anos, mas não havia ainda provas concretas disso. A descoberta marca um desenvolvimento importante para os povos do Neolítico, porque a capacidade de transformar leite perecível em uma forma que fornece calorias, proteínas e minerais por mais tempo tornou-se uma vantagem estratégica. Naquele período, a população adulta era em sua maioria intolerante a lactose, então um produto com menos lactose, como o queijo, permitia que todos digerissem os nutrientes do leite. Kindsted disse que este primeiro queijo deve ter sido similar ao cottage e ricota, e que devem ter sido consumidos logo após sua produção, ou guardados em potes na terra por meses, para os meses de inverno. O queijo também deve ter ajudado a variar a dieta neolítica. A comida do período era extremamente insípida e monótona, segundo Kindstedt, já que os fazendeiros pré-históricos comiam basicamente mingau de cereais. Após ficarem enterrados por meses, os queijos não estragavam mais, mas seu gosto deve ter sido bem forte. "Não seria do gosto de todos atualmente," afirmou Kindstedt. "Mas eu adoraria provar um deles".

Procuradoria envia ao STF denúncia contra Renan Calheiros

Senador é investigado por supostamente ter apresentado notas fiscais frias
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta-feira, 25, denúncia contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), por ter supostamente apresentado notas fiscais frias na tentativa de negar que teve despesas pessoais pagas por um lobista. O episódio, ocorrido em 2007, fez o parlamentar renunciar à presidência do Senado para evitar a cassação do mandato. Este ano ele novamente é candidato ao cargo e, até o momento, é o favorito para ser eleito por seus pares. A informação sobre a acusação contra o senador foi confirmada pela assessoria de imprensa de Gurgel no início da tarde deste sábado, 26. Como o inquérito relativo ao caso tramita sob segredo de Justiça, a Procuradoria não irá informar quais os crimes foram imputados ao senador. O caso tramita no STF desde 2007 sob o número 2593 e relatoria do ministro Ricardo Lewandowski. Desde então, Calheiros já teve, por exemplo, seus sigilos fiscal e bancários quebrados por ordem do Supremo. A investigação, no entanto, estava nas mãos de Gurgel desde abril de 2011, tempo em que ele não fez mais nenhum pedido ao relator do caso, conforme mostrou reportagem da Folha de S.Paulo publicada na última semana. A assessoria do procurador também informou que o longo espaço de tempo (quase dois anos) deve-se ao fato de o inquérito ter 43 volumes e milhares de páginas, além de ele ter priorizado, no ano passado, o processo do mensalão. A denúncia, neste momento, poderá ter consequências negativas para os seus planos de tentar voltar à presidência do Senado. Foi exatamente por este caso, em que agora Renan é formalmente acusado de ter praticado crime, que ele teve que deixar o cargo em 2007. Naquele ano, o senador enfrentou suspeitas de que contas da jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha, eram pagas por um lobista da empresa Mendes Júnior. Ele negou e, para provar que tinha renda suficiente para pagar a jornalista, apresentou notas referentes à venda de bois. Acontece que um laudo da Polícia Federal apontou que aquelas notas não comprovavam a capacidade financeira do senador para arcar com a pensão mensal, que na época era equivalente a R$ 12 mil. Até o momento, Calheiros não se manifestou sobre o caso.

Mercado cada vez mais contrata aposentados. Falta mão de obra qualificada

Falta mão de obra jovem e qualificada no País e cresce, a cada dia, o número de idosos com vontade de trabalhar. O aquecimento do mercado de trabalho brasileiro nos últimos anos animou os profissionais aposentados. Hoje, com cenário de pleno emprego, apenas 5% dos aposentados não querem voltar a trabalhar, conforme estudo feito no banco de dados de currículos cadastrados no vagas.com.br, da consultoria Vagas Tecnologia. Outros 47% já voltaram à ativa. “A contratação de idosos é tendência em todo o Brasil. Isso é reflexo da falta de mão de obra capacitada entre os jovens. Além do mais, eles entram cada vez mais tarde no mercado de trabalho”, revela Fernanda Diez, gerente de relacionamento da consultoria. Na rede SuperPrix, idosos já ocupam alguns postos e um deles pertence a Luíz Ferreira Lins, de 64 anos. Encarregado de hortifruti, ele se aposentou, mas foi convidado a continuar no emprego. “Estou aqui há 14 anos e não quero nem pensar em ficar em casa. Preciso do dinheiro e vou trabalhar enquanto aguentar”, ressalta. Algumas empresas dispõem de programas específicos para esses público. Na rede Bob’s, o programa melhor idade criado há 10 anos recebe muitos candidatos. “O Melhor Idade é um sucesso. Os funcionários mostram tanto profissionalismo que foi implantado um plano de carreira para eles”, explica Marcello Farrel, diretor da marca. Na rede de lojas Marias & Marias, os idosos são privilegiados. “ Eu prefiro os profissionais com esse perfil. Eles são mais capacitados e experientes”, destaca Marta Beatriz da Cruz, gerente da loja.

STF sem data para apreciar processos da desaposentação

Mais de 400 mil aposentados, que voltaram à ativa, aguardam uma posição dos ministros do Supremo Tribunal Federal sobre o direito à desaposentação. Caso isso aconteça, serão gastos em média R$ 5,8 mil por reversão de benefício. Os trabalhadores com esse perfil precisam ficar atentos. Quem retorna ao mercado de trabalho, mesmo aposentado, continua contribuindo com o INSS e, às vezes, é preciso entrar na Justiça para ter direito à chamada reaposentadoria. “Os trabalhadores que voltam ao mercado formal são descontados pela contribuição com a Previdência. Estamos em luta para dar o direito de uma aposentadoria mais rentável aos trabalhadores”, destaca João Gilberto, advogado que representa a Federação de Aposentados do Rio (Faaperj).

Governo quer "aliviar" dívida das prefeituras com dinheiro da Previdência Social. Um absurdo

O governo petista se prepara para mais benesses com o dinheiro da Previdência Social. A presidente Dilma determinou que o governo federal estude a possibilidade de abater da dívida das prefeituras com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) os créditos que as administrações municipais têm com o órgão. Na prática, o dinheiro que deve entrar no caixa do INSS é diminuído, em favor de débitos que não pertencem ao órgão previdenciário. Esse mecanismo contábil, chamado de encontro de contas previdenciárias, não costuma ser feito rotineiramente e os técnicos oficiais querem que se acredite que ele prejudica as prefeituras. Isso ocorre porque as dívidas são cobradas pelo INSS e a inadimplência significa o bloqueio de repasses federais. Mas nem sempre os créditos que os municípios têm a receber são pagos rapidamente. Nesta segunda-feira, começa o Encontro Nacional com Novos Prefeitos, quando a presidente Dilma Rousseff receberá os dirigentes municipais para anunciar medidas em favor das cidades. “A presidente Dilma deu ordem para que fosse feito o estudo, dependendo do valor e do impacto disso, ela deve decidir se anuncia a possibilidade de fazer o encontro dessas contas previdenciárias’’, disse ontem a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Caso o encontro das contas previdenciárias venha de fato a ocorrer, muitos municípios devem ter um abatimento substancial em suas dívidas ou até mesmo seus débitos zerados. Segundo Ideli, a dívida previdenciária dos municípios é uma uma questão de grande relevância porque é a única que bloqueia o pagamento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), verba repassada pela União às prefeituras que, nas cidades pequenas, é a principal fonte de recursos. “Tivemos quase 400 prefeituras no Brasil que agora em janeiro não receberam o FPM porque a dívida com o INSS não vinha sendo honrada’’, disse Ideli. No Paraná, são 20 prefeituras que deixaram de receber a verba do FPM neste início de ano por causa de dívidas com o INSS (veja os municípios e o valor retido no quadro desta página). Fundo eleitoral - As benesses que Dilma pretende anunciar aos prefeitos têm um fundo eleitoral. Grande parte dos novos dirigentes municipais assumiu as prefeituras com problemas de caixa. A isso se soma a já histórica insatisfação com a distribuição do bolo tributário nacional, que privilegia a União. Nos últimos anos, os prefeitos têm pressionado o governo federal a aumentar os repasses por meio do FPM. Com o anúncio de mais verba para projetos municipais e do alívio de dívidas com o INSS, a presidente ganharia a simpatia de possíveis cabos eleitorais em 2014, quando pretende concorrer à reeleição.