2 de março de 2013

Sem acordo, vigilantes continuam em greve na Bahia


Depois de uma audiência na Justiça sem chegar a um acordo, os trabalhadores em empresas de segurança privada da Bahia continuam em greve.A categoria quer o cumprimento imediato da lei que manda pagar o adicional de 30% de periculosidade. O presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes e do Sindvigilantes-BA, José Boaventura, ressalta o sentimento de indignação dos trabalhadores diante da recusa dos patrões em cumprir a lei e pagar o adicional de 30% de periculosidade. Para Boaventura, é importante que a categria se mantenha firme em sua decisão de garantir o cumprimento de seus direitos. “Mesmo com os transtornos, sentimos que a população está do nosso lado, solidária com a nossa situação. Nas ruas da cidade, recebemos o apoio daqueles que entendem que os patrões precisam cumprir a lei e também sabem a importância do nosso trabalho”, disse. O presidente da CUT-BA, Cedro Silva, enfatiza que a CUT-BA continua firme no apoio aos trabalhadores, no sentido de unir esforços para garantir que todos os direitos conquistados sejam cumpridos. “Já existe uma lei e tem que ser cumprida. A greve nesse momento é a única forma de garantirmos o direito legítimo do trabalhador”, acrescenta. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT/BA) informa que o caso será julgado na quinta-feira, às 14h. A greve começou na última terça-feira (26), atingindo estabelecimentos como hospitais, escolas, shoppings e principalmente bancos.

Gol anuncia demissão dos funcionários reintegrados da Webjet


Em nota divulgada neste sábado, a Gol Linhas Aéreas informou que está demitindo, neste fim de semana, os funcionários da extinta Webjet, que haviam sido reintegrados ao quadro de funcionários, em dezembro passado, por determinação judicial. Foram reintegrados 850 funcionários. De acordo com o comunicado da Gol, após cumprir a decisão judicial de reintegração, a empresa afirma que iniciou o processo de negociação com os sindicatos envolvidos. 
Segundo a empresa, por aproximadamente dois meses, foram apresentadas propostas de negociação para evitar a dispensa desses funcionários e todas foram rejeitadas. "Tendo exauridas todas as tentativas, a companhia considera as negociações mantidas frustradas e se viu limitada a prosseguir com os desligamentos do seu quadro", diz o texto da nota. 
A determinação para reintegrar os funcionários da Webjet foi tomada, em caráter liminar, pela 23ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, no dia 6 de dezembro do ano passado, após o Ministério Público do Trabalho (MPT) da 1ª Região (Rio de Janeiro) entrar com uma ação. A Gol recorreu da decisão, mas a liminar foi mantida. No dia 18 de dezembro, uma reunião de conciliação estabeleceu multa diária para a companhia aéreade R$ 1 mil, por trabalhador, caso a reintegração não fosse cumprida. Ainda não houve decisão final da Justiça trabalhista sobre o caso. 
A Webjet foi comprada pela Gol em julho de 2011 por R$ 96 milhões, mais dívidas de R$ 214 milhões.

Grande avanço: acordo consagra licença maternidade de oito meses

Resultado de negociação, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Embaixadas obteve, por acordo em convenção coletiva, cláusula inovadora para os seus associados: licença maternidade de oito meses e, na volta ao trabalho, parturiente ainda se beneficia com dois meses com jornada de meio período.
O SINDNAÇÕES considera que não somente a família ganhará com a licença maternidade de oito meses. A sociedade ganhará, "pois teremos crianças felizes, saudáveis e prontas para absorver as lições da vida", comenta seu presidente,Raimundo Luis de Oliveira.