16 de janeiro de 2012

Centrais vão pressionar para queda da taxa de juros. Tendência é cair 0,5%

As centrais sindicais – Força Sindical, CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) , NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) e UGT (União Geral dos Trabalhadores) – se reunirão na próxima quarta-feira (18), em São Paulo, para reivindicar a redução da Selic (taxa básica de juro) na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que termina na mesma data. Os líderes sindicais afirmam que o corte dos juros deve impulsionar o crescimento da atividade econômica no País. “Vamos pressionar para que o Copom mantenha a política de redução da taxa Selic. Baixar os juros funciona como um estímulo para a criação de novos empregos e para o aumento da produção no País ”, disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Retrospectiva - A taxa de juros chegou a atingir 12,50% a.a. em julho do ano passado, depois de um movimento de aperto monetário para conter o avanço da inflação - com os juros mais altos, a tendência é que o consumo diminua e, consequentemente, os preços parem de subir. A partir da reunião de agosto, o Banco Central iniciou o ciclo de afrouxamento monetário (com a redução dos juros), acreditando em uma desaceleração da economia global – por conta da crise internacional – e um possível reflexo na economia brasileira. De lá para cá, já foram três cortes, de 0,5 p.p. cada, que deixaram a Selic no atual patamar de 11% ao ano. Mesmo com a redução, as centrais sindicais ressaltam que os juros ainda estão em um patamar muito elevado no País . “O Brasil continua ainda com o vergonhoso título de campeão com as mais altas taxas de juros no mundo”, dizem, em manifesto.

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