28 de janeiro de 2012
IR bateu recorde de arrecadação. Assalariado penalizado
O imposto de renda da pessoa física está entre os tributos que mais cresceram em 2011, contribuído para o recorde da arrecadação de impostos do governo em 2011, que chegou a R$ 969 bilhões. De acordo com a Receita Federal, a arrecadação de imposto de renda da pessoa física cresceu 19,47% em 2011, alcançando R$ 22 bilhões.
O motivo é o crescimento do emprego, e consequentemente da renda do trabalhador brasileiro registrado no ano passado. Com salários maiores, aumenta o número de trabalhadores que pagam imposto de renda e muitos mudam de faixa de contribuição, passando a pagar mais.
No ano passado, trabalhadores com salários de até R$ 1.499,16 eram isentos do pagamento do imposto de renda (valores referentes a salários pagos em 2010 e declaração do imposto de renda entregue em 2011). Já os que ganharam entre R$ 1.499,16 e 2.246,75 passaram a pagar 7,5% de imposto de renda. Salários entre R$ 2.246,76 até R$ 2.995,70 tiveram tributação de 15%. Os que ganharam entre R$ 2.995,71 e R$ 3.743,19 pagaram 22,5% de imposto de renda. Para os que ganharam acima de R$ 3.743,10 a cobrança foi de R$ 27,5%.
A arrecadação de impostos que mais cresceu em 2011 foi do Imposto de Renda retido na fonte relativo a ganhos de capital, que aumentou 32,8% no ano passado.
Os impostos ligados ao lucro de empresas também cresceram bastante em 2011. O recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido cresceram 13% em 2011, chegando a R$ 166 bilhões. O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que incide sobre a produção, aumentou 8%, alcançando R$ 34 bilhões.
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