8 de dezembro de 2011

Benefício alto só para quem trabalhar mais

Trabalhadores da iniciativa privada que querem ter um pouco mais de conforto ao se aposentar terão que se manter por mais anos na ativa. Para garantir a tão sonhada aposentadoria máxima do INSS, R$ 3.691,74, a saída é saber conciliar bem o tempo de contribuição com a idade de pedir o benefício.
Para os especialistas em Previdência, a regra é manter o fator previdenciário maior que o índice 1. Em outras palavras, é necessário ter, pelo menos, 60 anos de idade e 40 de contribuição ao INSS.


“Um segurado com 51 anos de idade e 35 de contribuição, por exemplo, teria um fator de 0,818 e se aposentaria com R$ 2.141. Para receber o teto, seriam necessários mais nove anos de contribuição. Logo, ele só poderia parar de trabalhar aos 60”, explica o atuário Newton Conde.
REGRAS DO INSS - O diretor financeiro da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas, Luiz Adalberto da Silva, salienta que nem sempre quem contribui pelo teto receberá sobre ele quando se aposentar. “Hoje, o INSS faz uma previsão dos 180 maiores salários de julho de 1994 para cá e aplica 80%. Aquele que contribuiu sempre com o teto pensa que vai se aposentar com o teto, mas não. A lei é de 80%. Para chegar a 100%, ele terá que contribuir mais que a idade prevista”, explica.
A regra também vale para quem contribui sobre um salário mais baixo. De acordo com o atuário Newton Conde, se conjugar longo tempo de trabalho com idade avançada, o trabalhador pode atingir o índice de fator previdenciário correto, que o levará a ganhar o teto previdenciário.
“Se o segurado atingiu 80 anos de idade e 56 de contribuição, tendo uma média salarial de R$ 1 mil, ele consegue se aposentar pelo teto”, calcula o especialista.

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