15 de janeiro de 2013

Para a FGV, habitação e alimentos representam 50% da receita dos idosos

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i/FGV), que mede a variação da cesta de consumo de famílias compostas por pessoas com mais de 60 anos e renda de um a 33 salários mínimos, registrou, no acumulado de 2012, alta de 5,82%. O índice ficou abaixo da inflação oficial, que ficou em 5,84%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo/IBGE (IPCA). Segundo o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) André Braz, os itens habitação (com alta de 6,34%) e alimentação (com 9,30%) pesaram mais no orçamento dos idosos. Por causa do aumento do salário dos empregados domésticos, em 6%, influenciado pelo reajuste do salário mínimo em 14%, o quesito habitação pesou mais no orçamento da Terceira Idade. “A moradia compromete 30% da renda desse segmento. Juntos, alimentação e habitação correspondem a 50% dos gastos mensais dos idosos”, explica André Braz. O terceiro e quarto item que elevaram a inflação especial dos aposentados foram o lazer, impulsionados pelo efeito das festas de fim de ano, e a saúde, neste caso, apenas a assistência médica. “Os medicamentos tiveram alta abaixo da inflação, de 4,73%. Já os planos de seguro saúde acumularam aumento de 7,01%”, afirma o economista da FGV, que estima que 2013 será de menos gastos com moradia para os idosos, especialmente por causa da previsão de revisão da tarifa de energia elétrica.

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